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Em meados do século XIX, as palestras do escritor norte-americano Andrew Jackson Davis  (1826-1910) não eram um sucesso de público. Mas deveriam ser. Seu livro chamado “Penetrália” (sem trocadilhos, por favor), foi publicado em 1856 e previa tanto o automóvel quanto a máquina de escrever:
“Olhem para esses dias e vejam charretes e carruagens viajando pelas estradas — sem cavalos, sem vapor, sem qualquer força motriz visível — e movendo-se com maior velocidad e maior segurança do que no presente. Carruagens serão movidas por uma estranha, bela e simples mistura de gases aquosos e atmosféricos tão facilmente condensados, tão simplesmente combustíveis numa máquina que talvez lembre os nossos engenhos, inteiramente concebida e para se colocar entre as rodas dianteiras (…)
“Eu quase me sinto quase movido a inventar um psicógrafo automático, isto é, um escritor artificial. Seria construído mais ou menos como um piano. Uma parte da escala é formada pelas teclas para representar os sons elementares, outra serve para representar uma combinação e outra ainda para uma rápida recombinação. Assim, uma pessoa, em vez de tocar uma peça de música, poderia tocar um sermão ou um poema!”
Davis foi um dos primeiros espíritas da América, tendo relatado esperiências que envolvem superconscência, levitação, visões, encontros com espíritos de pessoas mortas. Entretanto, Davis teve uma educação pobre e era filho de uma família nômade. Isso explicaria por que, entre a carreira de sapateiro e de palestrante espírita, ele escolheu a última.

Essas previsões podem parecer bastante exatas, mas não passam de um golpe de sorte para Davis.  Por coincidência, elas se realizaram e antes do fim do século XIX, quando ele ainda era vivo. Mas a maior parte de suas outras visões jamais se realizou.

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