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Um Católico Romano tinha uma ficha tão longa que decidiu se confessar com o padre para obter uma absolvição. Ele entrou no apartamento do padre e disse: “Padre, eu tenho pecado.”

O padre fê-lo ajoelhar-se diante da cadeira de penitências. O penitente estava olhando à sua volta quando viu o relógio de ouro do padre sobre a mesa, bem a seu alcance. Ele pegou-o e colocou-o no seu paletó. O padre aproximou-se dele e pediu-lhe para contar os crimes que cometera.


“Padre,”, disse o meliante, “eu roubei. O que devo fazer?” “Devolva”, disse o padre, “a coisa que você pegou a seu legítimo dono”. “Fique com ela”, disse o penitente. “Não, eu não vou pegá-la”, disse o padre, “Você deve deixá-la com o dono.” “Mas ele se recusa a recebê-la.” “Se esse é o caso, você pode ficar com ela.”

O padre deu ao homem total absolvição. O penitente levantou-se, beijou-lhe a mão, ouviu sua bênção, fez o sinal da cruz e partiu, com a consciência tranquila e um valioso relógio de ouro no bolso.
 
— Walter Baxendale, Dictionary of Anecdote, Incident, Illustrative Fact [Dicionário de Anedotas, Incidentes e Fatos Ilustrativos], 1888
Se o ladrão arrependido não tivesse , ele provavelmente não cometeria um novo roubo tão cedo. Já se o padre não levasse uma vida tão materialmente confortável (ou tivesse um mínimo de ceticismo), ele jamais seria assaltado.

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