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Aos que lhe escreviam pedindo autógrafos, Mark Twain respondia educadamente com uma mensagem à máquina:

Eu espero não te ofender. Eu certamente não direi nada com a intenção de ofendê-lo. Porém, eu tenho que me explicar e o farei tão gentilmente quanto me é possível. O que você me pede para fazer é o que me pedem para fazer tão frequentemente quanto meia dúzia de vezes em uma semana. Três centenas de cartas por ano! Qualquer um teria o impulso de conceder livremente, mas o tempo e as ocupações necessárias de qualquer um não o permitiriam. Não há nada a fazer a não ser declinar em todos os casos, sem abrir exceções. E eu espero chamar sua atenção para algo que provavelmente não lhe ocorreu, e que é isso: nenhum homem se diverte praticando seu ofício como passatempo. Escrever é o meu ofício e eu o pratico apenas quando me sinto obrigado. Você pode fazer seu pedido [de autógrafo] para um médico, ou um pedreiro, ou um escultor e aí não haveria impropriedade alguma nisso. Mas se você pedir a qualquer um deles por uma amostra do seu ofício, do seu artesanato, ele poderia com toda a justiça perder as estribeiras. Nunca seria adequado pedir que um médico lhe desse um de seus cadáveres para guardar como recordação dele.

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