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Em fevereiro de 1945, o 14º. Exército Britânico havia cercado um exército japonês perto de um mangue na Ilha de Ramree, no sul da Birmânia. No pântano havia milhares de crocodilos-de-água-salgada, cada um com mais de 4,5 m de comprimento. Então, na noite do dia 19, entre render-se ou lançar-se ao pântano infestado de crocodilos, os japoneses escolheram escolheram a última opção:

Foi a noite mais terrível que qualquer membro da tropa [de fuzileiros navais] jamais experimentou. Os sons de tiros de rifle no breu do pântano, que eram pontuados pelos gritos de homens feridos e esmagados pelas mandíbulas dos grandes répteis, e o horrível ruído dos crocodilos agonizantes formavam uma cacofonia infernal, que raramente se repetiria na Terra. Ao amanhecer, os urubus chegaram para limpar o que os crocodilos deixaram. […] Dos cerca de 1.000 soldados japoneses que entraram nos pântanos de Ramree, apenas uns 20 foram encontrados vivos.

Esse é o relato do naturalista Bruce Wright. Se ele for verdadeiro, o massacre dos japoneses teria sido o pior ataque de crocodilos da História — quiçá o mais mortífero ataque de animais selvagens já registrado.  

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