Desconstruindo Gödel

Kurt Gödel podia ser bem paranoico às vezes — motivos para isso não lhe faltavam. Por Romeo Vitelli, no Providentia. Tradução de Renato Pincelli. Nascido em 1906, no que então era o Império Austro-Húngaro, ele se tornou cidadão da Checoslováquia aos 12 anos, quando a Austria-Hungria se esfacelou. Após sobreviver a Leia mais…

As canções perdidas do Holocausto

Vista, através do arame farpado, dos barracões de prisioneiros no campo de concentração de Flossenbürg. Flossenbürg, Alemanha, 1942. [Imagem: Bildarchiv Preussischer Kulturbesitz]

Vista, através do arame farpado, dos barracões de prisioneiros no campo de concentração de Flossenbürg. Flossenbürg, Alemanha, 1942. [Imagem: Bildarchiv Preussischer Kulturbesitz]

Nos campos de concentração, arames farpados eram as barreiras que prendiam os prisioneiros judeus. Curiosamente, foram rolos de arame que gravaram suas primeiras memórias após a libertação.

Enquanto avançavam pelos territórios ocupados pela Alemanha Nazista nos estágios finais da II Guerra Mundial, as Forças Aliadas puderam ver, ao vivo, os horrores de campos de concentração, muitos dos quais abandonados às pressas. Cientes da importância do achado, os militares aliados registraram a chocante descoberta em filmes — alguns dos quais foram usados mais tarde como prova no Julgamento de Nuremberg. No entanto, nenhum desses registros cinematográficos dava voz aos sobreviventes do Holocausto. (mais…)

O que andei vendo no Netflix em maio

No mês do Dia da Toalha estive azarado feito um Arthur Dent. Ainda que a Terra não tenha sido destruída (por enquanto), meu carro me deixou na mão durante uma viagem e, como não tenho dinheiro para consertá-lo, me vi andando tanto que ganhei uma lesão no calcanhar direito. Também tive problemas com um grupo de trabalho na faculdade. Apesar de tudo, pude ver boas produções sobre o impacto de um massacre escolar numa comunidade americana, as lutas contra os preços abusivos de medicamentos contra a AIDS, os esforços para recuperar os veteranos traumatizados pela II Guerra, e observei as experiências de ficar cego, resgatar refugiados da Alemanha Nazista, ter filhos e conhecer o Japão. (mais…)

O que andei vendo no Netflix em abril

Abril foi um mês em que o mestrado começou a me exigir bastante atenção mas mesmo assim consegui arranjar tempo para assistir documentários sobre calçados, os filhos da talidomida, a poluição oceânica, animais fofos, o encontro entre dois grandes cientistas e saga de cinco famosos cineastas na II Guerra Mundial. (mais…)

Rose Mackenberg, a caça-fantasmas

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As sucessivas catástrofes e misérias humanas da Primeira Guerra Mundial e da Gripe Espanhola causaram reações opostas no começo do século XX. Enquanto muitos se desencantaram completamente, perdendo a fé que tinham, outros se voltaram para o espiritualismo. De um lado do Atlântico, Sir Arthur Conan Doyle [1859-1930] abraçava o espiritismo, tornando-se um de seus mais ardentes propagandistas. Do outro lado, o ilusionista e cético Harry Houdini [1874-1926] formava um time para caçar pessoas que se passavam por médiuns para extorquir dinheiro de gente emocionalmente vulnerável. (mais…)

A salvação de Ezra Pound

Ezra_Pound

[tradução de Saving Ezra Pound, publicado pelo Dr. Romeo Vitelli em Providentia]

Em 1945, o fim da II Guerra Mundial foi um tempo não só de celebração mas também de penitências. Enquanto os julgamentos de Nuremberg para os criminosos de guerra nazistas estavam sendo planejados, os processos contra os colaboracionistas avançavam rapidamente. Na Grã-Bretanha, o julgamento de William Joyce (a.k.a. Lord Haw-haw), acusado de traição por fazer propaganda nazista pelo rádio, terminou com sua execução em 1946. Mas ainda havia Ezra Pound(mais…)