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O Treetops em 2006: o hotel original foi incendiado durante a Revolta Mau-Mau em 1954

Quando há uma sucessão real, costuma-se dizer que o novo rei ou rainha “sobe ao trono”. Mas no caso da Rainha Elizabeth II, seria melhor dizer que ela “desceu ao trono”. Quando o rei George VI (o Ga-ga-ga-ga-go) faleceu em 6 de fevereiro de 1952, a princesa-herdeira estava passando umas férias no Treetops Hotel, no Quênia, então colônia britânica. Basicamente, o Treetops era uma enorme casa-da-árvore construída em uma figueira no Parque Nacional de Aberdere. Ela estava lá quando recebeu a notícia de sua ascenção ao trono, tornando-se imediatamente a soberana britânica. 
Enquanto Elizabeth voltava in a hurry para o Reino Unido, o caçador Jim Corbett escreveu a seguinte observação no livro de visitas do arbóreo (e momentaneamente real) hotel: “Pela primeira vez na história do mundo, uma jovem moça subiu em uma árvore um dia como Princesa e após passar pelo que descreveu como a experiência mais excitante de sua vida, ela desceu da árvore no dia seguinte como Rainha — God bless her.” Talvez não fosse preciso ter tanta pressa, já que a coroação só foi realizada mais de um ano depois, em 2 de junho de 1953.
Considerando-se que Elizabeth II já havia se casado em 1947 com um príncipe sem-graça (e primo em segundo grau), Phillip Schleswig-Holstein Soenderburg-Glucksburg da Grécia e Dinamarca, e que já dera à luz como herdeiro Charles — um príncipe que viria a ser ainda mais bundão e sem-graça — e que seu Império “de sol a sol” se evaporou, a visita à casa da árvore em plena África deve ser a experiência mais excitante na vida de Sua Octogenária Majestade até hoje.

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