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Um acionista em meio a uma crise de consciência?

Suponha que você tenha  ações de uma companhia e que você descobriu que ela age de maneira imoral (digamos que ela explore mão-de-obra em condições de escravidão). Você decide, então, vender seus títulos. Mas será que isso é moralmente correto? 

Se possuir as ações de tal companhia lhe parece moralmente condenável por torná-lo co-responsável pela conduta da empresa, vendê-las para outra pessoa também pode ser um ato imoral. O comprador pode não perceber que a ação está moralmente podre, mas você tem consciência disso (e ainda tem lucro com aquelas ações “sujas”).

Mesmo renunciar à propriedade das suas ações, devolvendo-as à empresa, pode ser imoral. Isso levaria a uma redistribuição do valor da empresa entre os demais acionistas, o que aumenta a culpabilidade moral deles. Nesse caso, é possível ter uma saída honesta do mercado de ações?

(Steve M. Cahn, “A Puzzle Concerning Divestiture” [“Um Problema em Relação ao Desinvestimento”], Analysis, 1987)


0 comentário

Capitã Amélica · 3 de novembro de 2011 às 13:34

>adoro a série de paradoxos!

L · 28 de abril de 2013 às 12:14

Você denuncia a empresa

    Renato Pincelli · 28 de abril de 2013 às 19:25

    É uma solução possível, mas você denunciaria algo de que faz parte? Se sim, nesse caso dedurar seria uma ato de honestidade que (ao menos em teoria) poderia lhe valer uma punição. A não ser, é claro, que seja uma delação premiada.

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