O paradoxo do filme de terror

Charles está assistindo um filme de terror sobre uma terrível gosma verde. Ele se arrepia no seu assento enquanto a gosma espalha-se lenta porém inexoravelmente sobre a Terra, destruindo tudo em seu caminho. Logo uma cabeça gosmenta emerge da massa ondulante, com seus dois olhos maliciosos. Ganhando velocidade, a gosma Leia mais…

O tempo existe mesmo ou é coisa da nossa cabeça?

tempo

Embora ninguém saiba explicá-lo direito, mesmo a pessoa mais simplória é capaz de perceber a existência do tempo. Os físicos, por sua vez, já não têm tanta certeza.

Todo dia, o sol se levanta no leste e se põe no oeste, os seres vivos nascem, crescem, se reproduzem ou morrem, a água evapora-se num lugar e condensa-se em outro, maçãs caem, ovos se quebram. Todos esses processos envolvem a passagem de algo que chamamos de tempo. Alguns, como o ciclo da água, são reversíveis e outros, como o ciclo da vida, não. Mas por que o tempo flui apenas em uma direção? (mais…)

As reviravoltas em torno de KIC 8462852

TabbyStar

Concepção artística de KIC 8462852 segundo a hipótese da nuvem de cometas

Nos últimos meses uma estrela tem causado polêmica na comunidade astronômica e vem sendo reportada com estardalhaço na mídia. KIC 8462852 é o nome da estrela que se tornou alvo de especulações quando uma astrônoma revelou seu padrão de luminosidade, considerado irregular e inexplicável. Não demorou muito para aparecer uma hipótese de que o comportamento do astro fosse reflexo da presença de uma civilização extraterrestre bastante avançada em suas imediações. Pesquisas mais recentes mostram que não é para tanto. (mais…)

O paradoxo do queijo suíço contra o câncer

Background of fresh yellow Swiss cheese with holes

Quanto mais queijo, mais buracos? Mas não haveria um ponto em que seriam tantos os buracos que o queijo acabaria desqueijado? Essas questões, levantadas pelo clássico paradoxo do queijo suíço foram estudadas por pesquisadores de diversos países em um modelo simplificado. Os resultados, surpreendentemente, podem levar a novos entendimentos sobre fenômenos tão complexos como redes computacionais ou metástases de tumores. (mais…)

Os paradoxos das sinfonias silenciosas

Um ouvinte mais desatento poderia dizer que perdeu quatro minutos e meio após ouvir 4’33”, de John Cage. Composta em 1952, essa pequena peça para piano é, sem dúvida, a composição mais silenciosa possível. Mas 4’33” não é a única “sinfonia de silêncio”, por mais paradoxal que o termo possa parecer.

Silêncios — em forma de pausas relativamente breves — são importantes em qualquer composição musical. Mas quando temos uma peça inteira em silêncio, ela ainda é música? O que é música, afinal? Ao apresentar seus quatro minutos e meio de silêncio, John Cage (1912-1992) buscava levantar exatamente essas perguntas.

Pioneiro da chamada música aleatória, Cage queria fazer a audiência ouvir como música os sons ambientes da sala de concerto, apresentando ruídos como arte. Silêncio, por favor: (mais…)

Legítima defesa de quem?

Parece razoável concordar que todo mundo tem direito a viver. Mas também parece razoável que uma pessoa abre mão de seu direito à vida quando ameaça a vida de um terceiro. Para os defensores da pena de morte, nesse caso seria admissível matar o matador. Mas e quando há mais Leia mais…