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Líderes dos Estados Confederados da América, Robert E. Lee (1807-1870) e Jefferson Davis (1808-1889) morreram apátridas.

Em 1865, Lee requisitou um pedido de perdão e cumpriu um juramento de anistia, o que seria o bastante para ser perdoado legalmente pelo governo norte-americano. No entanto, os documentos do processo do ex-general confederado acabaram se extraviando e nunca foram reconhecidos. Ao falecer, Lee não era mais um cidadão americano, embora se esforçasse muito pela reconciliação do país e mostrasse arrependimento diversas vezes. Sua situação só foi regularizada mais de um século depois, quando os papéis de seu processo foram encontrados por acaso no Arquivo Nacional e sua nacionalidade foi restaurada postumamente pelo presidente Gerald Ford em 1975.

A situação de Davis foi um pouco mais complicada. Após a queda de Richmond, ele foi preso por alta traição. Ao ser libertado — por uma fiança de 100.000 dólares (mais de 2 milhões em valores atuais) — dois anos mais tarde, sua cidadania foi negada. Ele não poderia ser candidato nem tinha direito a votar. Em contraste com a postura de Lee, Davis insistiu até o fim que o domínio “ianque e negro” sobre o Sul era injusto. O ex-presidente da Confederação também passaria o resto da vida sem pátria e só teria sua nacionalidade restaurada no século seguinte: Jimmy Carter devolveu-lhe a condição de americano em 1978.


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