No ano de 1764, graças a mudanças na moda, as pessoas começaram a abandonar o uso daquele velho apêndice artificial — a peruca — e passaram usar seu próprio cabelo, quando houvesse algum. Consequentemente, os fabricantes de peruca, que haviam se tornado bastante numerosos em Londres, foram subitamente lançados para fora do mercado e reduzidos a um grande sofrimento. Por algum tempo, suas calamidades ressoaram pelo campo e pela cidade, junto com suas reclamações de que os homens estivessem usando seu próprio cabelo em lugar das perucas. Por fim, resolveram propor alguma resolução legislativa a fim de obrigar os gentlemen a usar as perucas, pelo bem de tão sofrido negócio. Assim, eles levantaram uma petição que, em 11 de fevereiro de 1765, eles levaram ao [palácio] de St. James para apresentar a Sua Majestade, George III. À medida que passavam processionalmente pela cidade, observou-se que esses peruqueiros, que queriam forçar outras pessoas a usá-las, não usavam eles mesmos peruca alguma. A multidão de Londres, reagindo ao que considerava monstruosamente injusto e inconsistente, capturou os peticionários e cortou o cabelo de todos eles par force. – William Keddie (edit.), Cyclopaedia of Literary and Scientific Anecdote [Enciclopédia de Anedotas Literárias e Científicas], 1854.

Eu só espero que dentro de um século a choradeira dos fundamentalistas dos direitos autorais seja tão ridícula quanto as lamúrias dos peruqueiros do século XVIII.


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