Como nascem as iluminuras

Capitulares coloridas e bem grandes. Animais fantásticos de terras distantes. Cenas da vida e obra de reis, papas e santos. Anjos, demônios, criaturas sobrenaturais de todo tipo cercam textos minuciosamente manuscritos dentro de bordas ricas e luxuosamente douradas. Obras-primas da cultura livresca, as iluminuras não nasceram prontas. (mais…)

O missal das erratas

Em 1561 foi impresso um livro intitulado Anatomie de la Messe [Anatomia da Missa]. É um octavo pequeno, de 172 páginas, acompanhado por uma Errata de 15 páginas! O editor, um  monge muito devoto, nos informa que uma razão muito séria o levou a esse expediente: antecipar-se aos artifícios de Leia mais…

Fortunas livrescas perdidas

Indubitavelmente, muitas obras pereceram no estado de manuscrito. Por uma petição do Dr. [John] Dee [1527-1609?] à Rainha Mary, existente na Biblioteca de Cotton, parece que o tratado de Cícero — de Republica — foi um dia bastante comum neste país. [O Rev. Thomas] Huet [?-1591] observa que Petrônio [27-66] Leia mais…

Thomas Britton, o carvoeiro erudito

 

Thomas Britton, o carvoeiro musical (gravura de autor desconhecido, 1777)

Thomas Britton, o carvoeiro musical (gravura de autor desconhecido, 1777)

Pouco se sabe da vida deste curioso personagem que apareceu em Londres na virada do séc. XVII para o séc. XVIII. O que se sabe é que nasceu em Northamptonshire e, logo que pode, mudou-se para Londres, onde estabeleceu-se como vendedor de carvão — primeiro como empregado e mais tarde como autônomo. Também não se sabe se teve alguma educação formal, mas tudo indica que foi um autodidata, especialmente dedicado ao estudo da música, de livros antigos e talvez até de química. (mais…)

Dois blocos de notas

Qual o livro com mais páginas que você já leu? Um Ulysses, de James Joyce? Um Senhor dos Anéis em volume único? Uma Bíblia multilíngue? Qualquer que tenha sido o catatau de sua preferência, dificilmente ele era mais alto que um par de meros “blocos de notas” dos séculos XV Leia mais…