Genética dos Contos de Fadas

Ao aplicar o mesmo método usado para analisar genomas, pesquisadores descobrem que os contos de fadas são milenares Dois seres vivos podem ser bem diferentes na aparência e no comportamento e mesmo assim ter um ancestral em comum. É o que pesquisas genéticas têm revelado nas últimas décadas. Ao verificar Leia mais…

E se espirrar, saúde!

Embora seja provável que esse costume tão universalmente prevalente tenha se originado de alguma superstição antiga, ele parece ter suscitado dúvidas em todas as nações. Alguns católicos, diz [Benito Jerônimo] Feijoo [1676-1764], atribuem a origem desse costume à ordem de um papa, S. Gregório — que teria instituído uma breve Leia mais…

“Anúncios Curiosos na Igreja”

sleeping congregation

“Sleeping Congragation” (William Hogarth, 1728)

Independente da religião, sempre há um momento bastante solene no culto, missa ou ritual. Pode ser um sermão ou pregação, uma oração ou a leitura da respectiva escritura sagrada. Por vezes, porém, essa solenidade toda pode ser perdida por motivos diversos. O Rev. R. Wilkins Rees relata alguns causos de sermões que deram errado no ensaio “Curious Anouncements in the Church”, publicado em Ecclesiastical Curiosities (ANDREWS, 1899). Vamos começar com um pequeno mal-entendido: (mais…)

Margorie McCall, a moça enterrada duas vezes

Lugan, condado de Armagh, Irlanda do Norte, 1705. Margorie McCall morre após uma doença misteriosa e seu corpo é enterrado às pressas. Seu marido, John, era o médico da vila mas não conseguira salvar nem a esposa nem o valioso anel que ela levou para a cova em um de seus dedos. O Dr. John McCall até tentou remover a joia, mas o inchaço do corpo da esposa não lhe permitiu reaver o anel.

Como a Lugan fosse um lugar pequeno, todo mundo sabia do anel. Assim, a recém-finada Miss McCall era o alvo perfeito para os lúgubres ladrões de cemitério. Na mesma noite em que foi enterrada, antes mesmo que o solo se acomodasse, Margorie foi exumada. Os ladrões abriram o caixão, mas também não conseguiram puxar o anel da falecida. Eles estavam prestes a partir para a ignorância — cortar o dedo para levar o anel. Quando a lâmina da faca mutiladora encostou no dedo de Margorie, houve um grito. Três, na verdade.

O primeiro foi de Margorie, que levantou-se do caixão. Ela não estava morta, mas fora enterrada prematuramente. Os outros dois gritos, claro, foram dos ladrões. Assustados, eles teriam simplesmente fugido, jurando jamais voltar a violar túmulos (há quem diga que um deles morreu com o susto). Mal souberam que haviam salvo a esposa do Dr. McCall.

Margorie, por sua vez, também fugiu dali. Não tinha muita agilidade e não estava em seu melhor estado, mas logo percebeu que não precisava de muito esforço. Ela havia sido enterrada no cemitério atrás da Igreja. Sua família morava numa casa perto dali, do outro lado da praça. A Lua cheia lhe iluminava os passos.

Em casa, o Doutor John consolava os filhos quando ouviu batidas bem familiares na porta da frente. “Se Margorie estivesse viva”, pensou ele, “poderia jurar que é ela quem está batendo”. Ao abrir a porta, depara justamente com a esposa, em suas vestes fúnebres e com sangue a escorrer do dedo. Viva, inteira e com o anel.

Era inacreditável demais. O coração de John McCall não resistiu à ressurreição da esposa e o médico bateu as botas ao dar de cara com a ex-falecida esposa. Ele acabaria enterrado na mesma cova onde esteve a mulher.

De volta à vida, Margorie casou-se novamente e teve vários filhos além dos que já tinha. Quando finalmente faleceu, em idade avançada, foi pela segunda vez no mesmo cemitério. Em sua lápide, que já caiu e tornou-se ilegível, lia-se: Margorie McCall: Lived Once, Buried Twice. (mais…)

Em uma palavra [164]

bactromancia (bac.tro.man.cia) s.f. arte de advinhar por meio de varinhas, especialmente as de loureiro (Laurus nobilis), de salgueiro (Salix sp.), de murta (Myrtus sp.) ou de esteva (Cistus ladanifer). bactromante, s.c.2g. praticante de bactromancia. bactromântico, adj. [do grego baktrons = vara + manteia = adivinhação]

Miss Piggy

O mais antigo relato de uma lady com face suína que o escritor encontrou foi publicado em Londres, em 1641, intitulado “A certain relation of the Hog-Faced Gentlewoman”. Desta obra, nós aprendemos que seu nome era Tanakin Skinker e que ela havia nascido em Wirkham, no Reno, em 1618. Como Leia mais…

“Revista de Megapodologia”

Quer ganhar dinheiro e ainda ter seus artigos acadêmicos sempre aceitos? Porque não cria seu próprio periódico científico? Parece piada universitária, mas não é. Foi exatamente isso que a veterinária norte-americana Melba Ketchum fez. Ketchum considera-se uma especialista no Pé Grande (ou Sasquatch), o folclórico grande símio da costa oeste Leia mais…

Em uma palavra [115]

Parangaricutirimícuaro (Pa.ran.ga.ri.cu.ti.ri.mí.cua.ro) 1. n. próprio (espanhol mexicano): denominação popular da vila de Nuevo San Juan Parangaricutiro, localizada no município de Nuevo Parangaricutiro, estado de Michoacán, no México. A antiga vila foi soterrada por uma erupção vulcânica em 1943 na qual apenas o topo da igreja velha de San Juan escapou Leia mais…

Bate o sino sob o solo

Perto de Raleigh há um vale do qual se diz ter sido formado por um terremoto há várias centenas de anos. Tal convulsão natural teria engolido uma vila inteira, inclusive a igreja. Antigamente era costume das pessoas se reunir nesse vale a cada manhã do Dia de Natal para ouvir Leia mais…

>Patentes patéticas (nº. 31)

> O halloween está chegando e com ele, as abóboras esculpidas e iluminadas. Mas pra que desperdiçar comida para fazer um jack-o’-lantern quando pode haver uma alternativa mais limpa e tecnológica? Ou você nunca ouviu falar de abóboras de plástico?  Talvez inspirado pelas árvores-de-natal artificiais, Jeffrey A. Chapman (de Phoenix, Leia mais…