Darwin e os alienígenas

Estudo da Universidade de Oxford busca definir a vida e suas complexidades e aplica a seleção natural para facilitar o reconhecimento de seres extraterrestres — se existirem, claro. Quando botou os pés em Galápagos, foi como se Charles Darwin desembarcasse em outro mundo. Tudo ali era muito diferente de sua Leia mais…

As cores, os truques e o (complexo) genoma da “serragem marinha”

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Quando começaram a sequenciar genomas no século passado, os cientistas descobriram que nem todas as letrinhas do DNA viram proteína. De fato, em muitos organismos superiores, a maior parte do material genético aparentemente não servia pra nada e acabou sendo chamada de “DNA lixo”. Só recentemente começamos a entender que essa lixeira genética guarda muitas funções importantes — como as instruções para organização embrionária dos animais. Bactérias não têm embriões, mas um gênero de cianobactérias peludinhas que dá cor a diversos mares tem uma boa dose de material não-codificante. (mais…)

Morte e Vida Ediacarana

Os primeiros organismos a viver na Terra eram seres unicelulares bastante parecidos com as atuais bactérias. Algumas, eventualmente, reuniram-se e formaram seres ainda microscópicos, mas multicelulares. Da evolução desses organismos surgiu o que os cientistas chamam de proto-animal, uma criatura de tamanho visível. Foi no período Ediacarano (de 635 a Leia mais…

Andrew Crosse e seus insetos elétricos II

Andrew Crosse

Andrew Crosse (1784-1855): gentleman, poeta e Frankenstein acidental.

Tudo começou em 1836, quando Andrew Crosse foi persuadido por um amigo a participar de um encontro da British Association for the Advancement of Science [Associação Britânica para o Progresso da Ciência], em Bristol. Informalmente, Crosse descreveu algumas de suas descobertas durante um jantar em Bristol, onde foi estimulado a fazer apresentações mais formais (e práticas) de suas eletrocristalizações para as seções de química e de geologia da Associação. (mais…)

Improviso Microbiano

Um dos grandes problemas científicos do século XXI é perceber os padrões que se escondem em quantidades de dados cada vez maiores. Peter Larsen, bioengenheiro do Argonne National Laboratory, era apenas mais um cientista às voltas com esse problema sério. Graças a sua paixão por jazz e por um empurrãozinho do colega Jack Gilbert, Larsen encontrou uma solução inusitada para a pesquisa que ambos conduzem sobre a diversidade microbial do Canal da Mancha Ocidental. (mais…)