Mundos de outro mundo

Usando uma galáxia inteira como lente, cientistas observam pela primeira vez indícios da existência de planetas situados fora da Via-Láctea Quando apontou um conjunto de lentes alinhadas num tubo — um telescópio — para corpos celestes como a Lua e Júpiter, Galileu Galilei deu início à astronomia moderna e abriu Leia mais…

Macho com uma letra a menos

Está cada vez mais complicado definir o que é ser macho. Agora não basta ter o cromossomo Y. No princípio, todo mamífero é fêmea: os embriões só se tornam masculinos se tiverem o cromossomo Y. Isso acontece porque gene que determina o sexo, conhecido como SRY, está presente no cromossomo Leia mais…

Pausa para as bolhas

Não tem nada mais simples que uma bolha de sabão, certo? Pode parecer que as bolhas não passam de brinquedo de criança mas esses delicados filmes esféricos também servem como instrumentos científicos. O uso de bolhas de sabão é uma tradição bem antiga e pouco compreendida por quem vê de fora – o próprio Newton foi confundido com um louco por fazer bolhas de sabão pela ciência. Mesmo hoje, não param de surgir perguntas e respostas desse brinquedo efêmero. (mais…)

Chuva de ferro que cai sem parar

Restos da supernova SN 1006 expandindo-se pelo espaço afora. Há dois milhões de anos, o sistema solar passou por uma bolha parecida. [imagem: APOD/NASA]

É aquela velha história, repetida vez após vez em todos os recantos da galáxia: quando uma estrela com mais de 10 massas solares esgota seu combustível, ela explode num clarão visível a anos-luz de distância. Os escombros químicos da supernova espalham-se por uma área imensa e, a longo prazo, podem dar origem a uma nova geração de estrelas e planetas. Vez por outra, porém, essa nuvem de poeira estelar pode ser atravessada por um sistema solar como o nosso e deixar rastros entre seus habitantes mais modestos: as bactérias. (mais…)

Do mato ao milho, uma letra de diferença

milho

acima, toesinto; abaixo, milho; no meio, híbrido milho-toesinto

Quando se fala em milho, a imagem que vem à cabeça é de uma grande espiga cheia de grãos amarelos. Parece uma configuração natural, mas não é: a espiga de milho, como muitas outras plantas domesticadas é uma criação humana. Organismos geneticamente modificados são quase tão antigos quanto a agricultura. O milho tem sido uma das plantas mais estudadas e modificadas há mil(h)ênios. O mais recente estudo sobre o grão amarelo chamado de verde revela que seu longo histórico de seleção artificial resultou numa modificação genética tão precisa que envolveu a troca de apenas uma letra do DNA do ancestral do milho. (mais…)