Derrubando Torres de Marfim Рo RNAm vai à Escola!

E-Learning.jpegExistem diferentes motivos para se trabalhar com divulgação científica, dentre os quais se destacam, na minha opinião:

  1. Diminuir o abismo que existe entre os cientistas – produtores do conhecimento – e a popula√ß√£o em geral, que muitas vezes t√™m acesso somente a mat√©rias superficiais que costumam exagerar na simplifica√ß√£o do conte√ļdo cometendo erros conceituais grav√≠ssimos;
  2. Promover um processo de educação não-formal que, pelo menos idealmente, pode se tornar um fator importante de difusão de conhecimento, de modo acessível a todos.

Claro, ainda estamos a anos-luz de atingir o grau de qualidade/intera√ß√£o/penetra√ß√£o que esperamos das nossas a√ß√Ķes junto ao grande p√ļblico.¬†E, apesar de eu saber que essa n√£o √© ideia de todos os divulgadores de Ci√™ncia, tenham certeza que eu sou uma das pessoas que sonha em conseguir esses feitos.

O pr√≥prio t√≠tulo √© men√ß√£o direta ao conceito da “Torre de Marfim”, que designa um mundo ou uma atmosfera em que intelectuais se envolvem em questionamentos desvinculados das preocupa√ß√Ķes pr√°ticas do dia-a-dia.¬†F√°cil perceber o quanto eu sou contra isso, n√£o?

Assim, foi com grande prazer que eu e o Rafael integramos o grupo de convidados do “I Ciclo de Palestras de Biologia” da E.E. Myrthes Therezinha Assad Villela, que aconteceu dia 17/10/2009, em Barueri – SP.

Faz tempo que aconteceu, eu sei, mas achei uma pena não termos comentado nada até o momento. Depois de algumas conversas excelentes que tenho tido com outros educadores, resolvi tirar esse texto da gaveta, e compartilhá-lo com todos.

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Minha palestra sobre células-tronco (foto: arquivo pessoal)

Essa atividade idealizada e realizada pelo Prof. de Biologia Flávio Rodrigues Grassi teve como principal objetivo levar pesquisadores de diversas Universidades (Federais e Estaduais) e Institutos de Pesquisa à Unidade Escolar para expor aos alunos do Ensino Médio um pouco da realidade do meio acadêmico-científico.

Al√©m das nossas palestras, tiraramos d√ļvidas sobre nossas especialidades, e tentamos abordarar de maneira diferente assuntos do conte√ļdo program√°tico do ano letivo e para vestibulares.

Foi uma manh√£ muito interessante, em que pudemos ter bastante contato com uma grande quantidade de alunos que mostrou-se bem interessada, e, claro, com uma grande quantidade de d√ļvidas que esperamos ter esclarecido.¬†As palestras, e seus respectivos palestrantes, foram:

Animais Peçonhentos.
Biól. André Marsola: Bolsista PAP (Programa de Aprimoramento Profissional) do Laboratório de Artrópodes do Instituto Butantan.

Entendendo as Células-tronco.
M.Sc. Gabriel Cunha: Doutorando em Biologia Molecular da Disciplina de Biologia Molecular/Depto. de Bioquímica da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP/EPM).

Alimentos x C√Ęncer
M.Sc. Márcia Miyuki Hoshina: Doutoranda do Laboratório de Mutagênese do Depto. de Biologia Celular e Biologia Molecular da UNESP (Campus Rio Claro)

O que √© C√Ęncer?
Biól. Rafael Soares: Doutorando pelo programa de pós-graduação em Biotecnologia da USP

Obesidade e Diabetes Mellitus
Dra. Talita Romanatto: Doutorado em Fisiopatologia Médica pelo Depto. de Clínica Médica da Fac. de Ciências Médicas da UNICAMP, iniciando o pós-doutorado na USP.

Foi um grande prazer participar dessa manh√£ dedicada √† intera√ß√£o cientista-aluno, em que todos pudemos fazer um pouco de divulga√ß√£o cient√≠fica in loco, com respaldo imediato do p√ļblico-alvo.¬†Sem d√ļvida foi a primeira de muitas e aguardamos ansiosamente novos convites!