Pesquisador do GEICT acompanha a criação de modelos computacionais em estágio na Alemanha

Publicado por GEICT em

Por Thais Lassali

Desde abril de 2026, Alexandre Marques, pesquisador de pós-doutorado do Programa de Pós-Graduação em Política Científica e Tecnológica (PPG-PCT/IG/Unicamp) e do GEICT, está realizando um estágio-sanduíche na Universidade Técnica de Munique, Technische Universität München (TUM), na Alemanha, com financiamento da CAPES.

Alexandre em frente ao prédio de Ciência Florestal e Manejo de Recursos da Universidade Técnica de Munique (TUM). Fonte: Arquivo pessoal.

No Brasil, a pesquisa de pós-doutorado de Alexandre investiga de que modo as evidências fomentadas pelo projeto AmazonFACE podem ser incorporadas pelas políticas públicas brasileiras.  Já nesse período sanduíche, a pesquisa ocorre junto ao grupo de estudos em Interações Superfície Terrestre-Atmosfera (“Land Surface-Atmosphere Interactions”), liderado pela Profa. Dra. Anja Rammig. Além de liderar a Área do Modelagem do AmazonFACE, Rammig atua em pesquisas que investigam os impactos das mudanças ambientais sobre os ecossistemas por meio da aplicação de modelos de vegetação dinâmica, ou seja, programas de computador que, por meio de dados computacionais, simulam mudanças na vegetação e nos aspectos biogeoquímicos a ela associados. Ela atualmente também é a líder da Comissão Científica do AmazonFACE.

Foto aérea da Escola de Ciências da Vida da Universidade Técnica de Munique. Fonte: Site da TUM.
Foto aérea da Escola de Ciências da Vida da Universidade Técnica de Munique (TUM). Fonte: Site da TUM.

Em parceria com o grupo de estudos em Interações Superfície Terrestre-Atmosfera, Alexandre acompanhará de perto a escrita e a produção dos modelos computacionais utilizados para a compreensão dos efeitos das mudanças climáticas na Amazônia para o projeto internacional AmazonFACE. A ideia é acompanhar de perto como esses modelos são construídos e o que eles entregam como resultado, para entender de que forma é possível, a partir de tais resultados, desenhar políticas públicas mais informadas na Amazônia. O esforço passa também por compreender o funcionamento do modelo e, no caminho inverso, levar aos profissionais que operam essa ferramenta um panorama real das políticas públicas brasileiras, fazendo com que as respostas do modelo conversem melhor com a realidade do Brasil, ganhando aderência e relevância prática.

No mais, desejamos ao Alexandre um ótimo estágio de pesquisa!


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