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Preocupado com os problemas do déficit habitacional e do transporte, o inventor americano Edgard Chambless imaginou um moderno arranha-céu deitado, estendendo-se pelo país afora. O projeto foi chamado de Roadtown, ou Cidade-Estrada. Essa “casa contínua” de dois andares deveria ser “uma maneira plausível de juntar habitação e transporte em um mecanismo”, com um monotrilho no porão, fazendas em ambos os lados, e uma pista no teto para ciclistas e patinadores.
“Roadtown é um projeto para organizar a produção, o transporte e o consumo em um plano sistematizado”, escreveu Chambless em um livro-manifesto em 1910. “Na era dos tubos e cabos e das ferrovias de alta velocidade, tal projeto necessita de um edifício em uma dimensão e não em três.” Chambless também defendia a quebra da oposição entre zona rural e zona urbana. Para ele, Roadtown seria uma cidade com o melhor de dois mundos.
Um amigo de Edgard, Milo Hastings, também promoveu a ideia, escrevendo artigos para diversas revistas durante toda a década de 1910. Em 1919, o projeto foi reconhecido como o melhor num concurso do Instituto Americano de Arquitetura para “apresentar as melhores soluções do problema habitacional.” O sucesso foi tão grande que Thomas Edison até doou algumas de suas milhares de patentes para ver Roadtown de pé. No entanto, nem Edison nem Chambless nem Hastings viram o projeto pronto — a ideia nunca saiu do papel.

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