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Mary Bateman (1768-1809) era filha de um fazendeiro pobre e não recebeu qualquer tipo de educação. Tentou trabalhar como doméstica, mas o furto acabou tornando-se uma carreira mais promissora. Em pouco tempo, ela passou a praticar golpes nos quais afirmava (de forma bastante convincente) ter poderes sobrenaturais. Por volta da virada do século XIX, ela passou a atuar como curandeira. Aí ela cruzou a fronteira entre o roubo e o assassinato.
Entre os ingredientes de suas poções medicinais havia veneno. Um casal lhe procurou e recebeu de Bateman uma porção. A moça, evidentemente, acabou morrendo. O marido ainda acreditou em Miss Bateman por mais dois anos, inclusive pagando diversas consultas para tentar falar com a falecida esposa. Nesse meio-tempo, aproveitando-se de uma onda milenarista, a “Bruxa de Yorkshire”, como ficou conhecida, armou o golpe dos ovos apocalípticos — ela cobrava um penny de quem quisesse ver o prodígio galináceo.

Pouco depois de ser desmascarada por gentlemen céticos, a bruxa foi descoberta também pelo marido da moça morta. Ele encontrou, escondidas na casa de Mary, receitas anotadas que indicavam o uso de veneno em suas porções. Em março de 1809, a “Bruxa de Yorkshire” foi denunciada, julgada e condenada à morte. Ela ainda tentou recorrer, alegando estar grávida, mas exames médicos provaram que, pra variar, ela estava mentindo. Vinte dias depois, Mary Bateman foi enforcada. Ela foi a última mulher a ser morta acusada de “bruxaria” na Inglaterra.


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