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Ah, o amor — um sentimento do qual quase todo sogro duvida. 

Recém-formado em Cambridge em 1898, Ewart Scott Grogan apaixonou-se por Gertrude Watt, uma menina rica. Como o sogro não aceitava a relação, o moço de 23 anos resolveu provar que seu amor era verdadeiro e se propôs a ser o primeiro a atravessar a África do sul para o norte.
O jovem apaixonado partiu para a Cidade do Cabo, onde começou sua jornada rumo ao Cairo. Passando por uma África Oriental largamente desconhecida e inexplorada, Grogan enfrentou leões e canibais; passou por vulcões; sofreu com a guerra e lutou contra a doença; foi à exaustão e atravessou centenas de quilômetros de pântanos — não necessariamente nessa ordem.

Em 1900, dois anos após partir, ele chegou à capital do Egito. A primeira coisa que fez foi tuitar telegrafar para a amada: “Alcancei Cairo. Meus sentimentos são os mesmos. Ansiosamente aguardo resposta. Diga sim. Amor, Ewart.”
E a resposta veio: “Meus sentimentos também inalterados. Estou à sua espera. Gertrude.” Sete meses depois, eles estavam grávidos casados. Grogan presenteou o sogro com um exemplar de seu best-seller instantâneo, From the Cape to Cairo; the first traverse of Africa from south to north [Do Cabo ao Cairo: a primeira travessia da África do sul para o norte].
Três décadas mais tarde, Ewart Grogan repetiu o feito. Em 1932 a Imperial Airways convidou o ex-explorador para uma expedição transafricana por via aérea. O percurso era praticamente o mesmo seguido pelo jovem apaixonado. A viagem que havia custado dois anos de provações agora completava-se em apenas oito dias. “Parece algo além do acreditável que um homem possa repetir essa experiência no tempo de uma geração.”, disse Grogan em entrevista ao Daily Express após a segunda viagem. “Isso mostra o quão rápido o mundo está se movendo.”

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