Perdida nos Alpes italianos, a uns 120 km a nordeste de Turim, Viganella é uma pequena comuna italiana. Pequena mesmo: cerca de 200 habitantes vivem ali (menos do que muita gente tem de “amigos” em redes sociais). E perdida também: Viganella fica tão escondida numa encosta que não é iluminada pelo sol durante o inverno, entre novembro e fevereiro.

A falta de iluminação natural foi resolvida de forma engenhosa pelo prefeito Pierfranco Midali e pelo arquiteto Giacomo Bonzani. Desde 2006, o vilarejo é iluminado por um grande espelho de 8 metros de largura por 5 de altura, formado por 14 placas de aço. O projeto custou cerca de 100.000 euros, ou aproximadamente €540 por habitante.

O vídeo a seguir (em inglês) mostra como foi a construção do espelho.

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Com movimentos controlados por computadores, o Espelho de Viganella foi montado numa encosta próxima, a cerca de 1.100 metros de altutude. Durante 83 dias, seis horas por dia, o equipamento reflete a luz do sol para iluminar os 250 m² da principal pracinha do lugarejo. As nonnas agradecem.


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Uma retrospectiva como esta | hypercubic · 2 de janeiro de 2014 às 17:01

[…] barulhenta, que terminou com uma palestra de Entomologia aplicada à literatura, não muito longe daquele lugar onde o sol não chega. Lewis Carroll nos deu uma poça sem fundo, Psy foi plotado e ruínas foram […]

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