Nanociência em Queda Livre

Não é muito difícil imaginar o laboratório de um grupo de cientistas de materiais: num ambiente claro e limpo, temos algumas bancadas ou mesas, óculos de proteção, jalecos e equipamentos como computadores, microscópios, centrífugas e a indispensável máquina de café. É em lugares assim que são estudados e desenvolvidos novos materiais com as mais diversas aplicações. Mas nem todo material pode ser estudado com esses aparatos num ambiente laboratorial tranquilo. Essa é uma das descobertas feitas recentemente por pesquisadores australianos. (mais…)

Moinhos de formigas

As formigas-correição são notáveis por seu nomadismo e seu comportamento de massa. Nas suas migrações, cada formiga segue a trilha de ferormônio deixada por outra. Pode parecer uma estratégia segura para manter a colônia na linha durante longas travessias, mas há uma vulnerabilidade séria: os moinhos de formiga. (mais…)

Venderskortet, um mapa de terra

Saindo da Antártica, você passa por uma ponte, atravessa a África com alguns passos, pula o Mediterrâneo, dá mais alguns passos pela Europa e vai aos saltos até o Polo Norte. Parece loucura, mas é possível fazer uma viagem de polo a polo com esse roteiro bastante simplificado. Tudo o que você precisa é de um mapa-múndi em escala adequada criado por um dinamarquês. (mais…)

Os navios anfíbios de Elblag

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Passeio de barco ou de trem? Em qualquer lugar do mundo, é uma escolha mutuamente excludente. Mas não é assim no Elblag Canal, situado no norte da Polônia. Com pouco mais de 80km de extensão, o Canal de Elblag liga o Lago Druzno (ao norte) ao Lago Jeziorak, passando pelas cidades de Ilawa, Ostróda e Elblag. Apesar da extensão, o canal é descontínuo. (mais…)

A Terra é Bela. Ainda mais em 4K

Onde estava o leitor entre os dias 15 e 19 de maio de 2011? Não preciso adivinhar: estava no Planeta Terra, muito provavelmente na metade sul do hemisfério ocidental. Quem esteve do outro lado do mundo entre aqueles dias está no vídeo a seguir. São quase quatro minutos de imagens de alta resolução da bacia do Oceano Índico, começando pelo hemisfério norte, depois o hemisfério sul e encerrando com o globo terrestre em toda a sua glória. Recomendamos rodar o vídeo em tela cheia. (mais…)

Dois blocos de notas

Qual o livro com mais páginas que você já leu? Um Ulysses, de James Joyce? Um Senhor dos Anéis em volume único? Uma Bíblia multilíngue? Qualquer que tenha sido o catatau de sua preferência, dificilmente ele era mais alto que um par de meros “blocos de notas” dos séculos XV Leia mais…

Um cone de coníferas

Há uma montanha de árvores coníferas plantadas de maneira padronizada numa montanha artificial cônica perto de Ylöjärvi, na Finlândia. Seriam aliens? Claro que não, são finlandeses. Foram 11 mil pessoas de diversos países que plantaram 11 mil árvores dispostas num padrão matemático baseado na proporção áurea. Mas o que levaria Leia mais…

Margorie McCall, a moça enterrada duas vezes

Lugan, condado de Armagh, Irlanda do Norte, 1705. Margorie McCall morre após uma doença misteriosa e seu corpo é enterrado às pressas. Seu marido, John, era o médico da vila mas não conseguira salvar nem a esposa nem o valioso anel que ela levou para a cova em um de seus dedos. O Dr. John McCall até tentou remover a joia, mas o inchaço do corpo da esposa não lhe permitiu reaver o anel.

Como a Lugan fosse um lugar pequeno, todo mundo sabia do anel. Assim, a recém-finada Miss McCall era o alvo perfeito para os lúgubres ladrões de cemitério. Na mesma noite em que foi enterrada, antes mesmo que o solo se acomodasse, Margorie foi exumada. Os ladrões abriram o caixão, mas também não conseguiram puxar o anel da falecida. Eles estavam prestes a partir para a ignorância — cortar o dedo para levar o anel. Quando a lâmina da faca mutiladora encostou no dedo de Margorie, houve um grito. Três, na verdade.

O primeiro foi de Margorie, que levantou-se do caixão. Ela não estava morta, mas fora enterrada prematuramente. Os outros dois gritos, claro, foram dos ladrões. Assustados, eles teriam simplesmente fugido, jurando jamais voltar a violar túmulos (há quem diga que um deles morreu com o susto). Mal souberam que haviam salvo a esposa do Dr. McCall.

Margorie, por sua vez, também fugiu dali. Não tinha muita agilidade e não estava em seu melhor estado, mas logo percebeu que não precisava de muito esforço. Ela havia sido enterrada no cemitério atrás da Igreja. Sua família morava numa casa perto dali, do outro lado da praça. A Lua cheia lhe iluminava os passos.

Em casa, o Doutor John consolava os filhos quando ouviu batidas bem familiares na porta da frente. “Se Margorie estivesse viva”, pensou ele, “poderia jurar que é ela quem está batendo”. Ao abrir a porta, depara justamente com a esposa, em suas vestes fúnebres e com sangue a escorrer do dedo. Viva, inteira e com o anel.

Era inacreditável demais. O coração de John McCall não resistiu à ressurreição da esposa e o médico bateu as botas ao dar de cara com a ex-falecida esposa. Ele acabaria enterrado na mesma cova onde esteve a mulher.

De volta à vida, Margorie casou-se novamente e teve vários filhos além dos que já tinha. Quando finalmente faleceu, em idade avançada, foi pela segunda vez no mesmo cemitério. Em sua lápide, que já caiu e tornou-se ilegível, lia-se: Margorie McCall: Lived Once, Buried Twice. (mais…)