http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Accident_automobile.jpg

Quando Seguros Colidem!

Há apólices de seguro que declaram-se inaplicáveis quando os danos ou ferimentos são cobertos por outras apólices. Isso significa que, caso haja um acidente, apenas uma apólice é paga para cobrir os prejuízos. Mas e se uma pessoa ferida — e excessivamente precavida — mantém duas apólices concorrentes?

Se a interpretação das condições for estrita, “então cada uma se tornaria inaplicável”, esclarece o filósofo Peter Suber, do Earlham College. “Mas assim que se tornam inaplicáveis, uma acionaria a aplicabilidade da outra e assim por diante.”

O segurado duplamente precavido poderia ou ficar sem seguro algum ou receber benefícios de apenas uma apólice, mas nunca das duas. Isso, claro, se houver alguma decisão em meio a essa interminável oscilação de responsabilidades.

Malditas seguradoras! Mal consigo ver seus movimentos!


0 comentário

Livio · 3 de setembro de 2012 às 12:43

Nunca conheci um cientista Sayajin 😀

rafinha.bianchin · 4 de setembro de 2012 às 23:11

pior se fosse assim:
a seguradora A apenas cobriria os danos se não houvesse outra seguradora concorrente
a seguradora B apenas cobriria os danos se [i] houvesse [/i] outra seguradora concorrente
A B estaria funcionando, pois a A também estaria. Porém a A deixaria de funcionar, por que a B estaria funcionando, e esta deixaria de funcionar, pois a A não estaria, mas esta voltaria a funcionar, e a B passaria a funcionar também, desativando a A e assim sucessívamente de maneira contínua até o fim dos tempos.

rafinha.bianchin · 4 de setembro de 2012 às 23:13

alias, sobre o comentário anterior, descobri uma coisa [i] muito [/i] importante: não tem como postar texto em itálico aqui. M3#da

Bruno · 5 de setembro de 2012 às 12:45

haha
Parece até o paradoxo do Gato de Schrödinger…

rafinha.bianchin · 6 de setembro de 2012 às 17:33

Acho que tá maís pra paradoxo do mentiroso ou do barbeiro, na qual uma afirmação (ou postulado ou o que for) exlui a outra. foi aqui ou no blog 42 que tinha o paradoxo do aborto?

    Renato Pincelli · 6 de setembro de 2012 às 22:04

    Eu não me lembro nem conheço nenhum paradoxo do aborto, rafinha. Se não estiver no 42, pode me mandar, por favor? Eu coleciono paradoxos!

rafinha.bianchin · 8 de setembro de 2012 às 11:28

“Eu coleciono paradoxos” [2]
foi aqui mesmo que eu vi:
http://scienceblogs.com.br/hypercubic/2012/05/paradoxo-aborto/

    Renato Pincelli · 8 de setembro de 2012 às 17:41

    ah, era esse! falha nossa em não lembrar dele!

Igor Santos · 10 de setembro de 2012 às 8:50

Rafinha, dá para usar itálicos se ao invés de colchetes você usar maior-que e menor-que e “em” ao invés de “i”.

Meu blogue tem diminuido o número de enigmas e paradoxos. Em parte, graças ao hypercubic.

    Renato Pincelli · 10 de setembro de 2012 às 16:12

    Poxa, Igor, não se avexe! Pode continuar publicando seus enigmas e paradoxos tranquilamente. Até porque, especialmente quanto aos paradoxos, não tenho encontrado muitos ultimamente.

rafinha.bianchin · 10 de setembro de 2012 às 18:36

Bah, não faz isto tchê! como eu vou aguentar o professor de cálculo falando todos os dias do mesmo “limite no infinito” sem enigmas e paradoxos para me distrair? Exercício mental nunca me cansa! Pense nos seus leitores, Igor!

Quanto ao itálico, é assim?

Igor Santos · 11 de setembro de 2012 às 9:18

Exato!

(eu fazia para me distrair, mas agora consigo a distração por aqui)

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