Memória Fotográfica: Jacob Riis

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Hester Street, c. 1890 (Jacob Riis)

Nova York, fim do século XIX. Aqui é a porta de entrada dos EUA, com suas mansões, avenidas, cartolas, vestidos, telégrafos, eletricidade, ferrovias, máquinas fotográficas… Uma das inúmeras máquinas fotográficas nova-iorquinas era de um imigrante dinamarquês. Jacob Riis viveu na miséria nos dois lados do Atlântico. Em vez de se deslumbrar com as riquezas da “América”, ele focou suas lentes para os recantos esquecidos da Belle Èpoque: os cortiços e barracos, as vielas sujas e escuras, as delegacias de polícia e os albergues, os ladrões e os membros de gangues, os velhos abandonados e os imigrantes que descobrem que o Novo Mundo não é bem uma terra de oportunidades… (mais…)

O Primeiro “Mundo Perdido”

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RAWR!

Não, não vamos fazer mais uma resenha de Jurassic World ou mesmo de seu antecessor, Jurassic Park. Em vez disso, vamos nos aprofundar mais nessa história de dinossauros no cinema. O que têm a ver Arthur Conan Doyle, dinossauros e stop motion? O elo perdido entre esses três elementos é um filme mudo lançado há 80 anos: O Mundo Perdido. Verdadeiro fóssil cinematográfico, o filme é uma adaptação de um romance homônimo do criador de Sherlock Holmes. O próprio Conan Doyle contribuiu para a adaptação de sua obra à telona. (mais…)

Breve História do Pó: o começo da carreira

Na longa carreira até os analgésicos baratos dos dias de hoje, os médicos toparam com a cocaína. Embora as folhas de coca (Erythroxylum coca) fossem há muito reconhecidas por suas propriedades medicinais, foi só a partir de meados do século XIX que passou a ser usada como matéria-prima para uma nova droga: um alcalóide em pó cujo processo de isolamento e purificação foi descrito em 1860 por Albert Niemann (1834-1861) em sua tese de doutorado¹. Foi Niemann quem batizou de cocaína o alcalóide incolor recém-descoberto. Quase imediatamente, a droga foi adotada por ser uma alternativa segura aos opiácios viciantes, como a morfina.

Só que não era bem assim. (mais…)

A Cifra de Jefferson

Nestes tempos de agências de espionagem paranoicamente oniscientes e até onilegentes é difícil encontrar um sistema de encriptação robusto e barato. Um dos melhores e mais simples foi criado por um advogado, revolucionário, diplomata, enólogo, arqueólogo e mais tarde presidente dos Estados Unidos. Além de inventar um país, Thomas Jefferson Leia mais…

O museu de perfumes

As memórias mais intensas, dizem, são despertadas por aromas. O que é irônico pois aromas são, por sua própria natureza química, efêmeros. Você não pode simplesmente ir a um museu e descobrir, digamos, como era o odor da colônia usada pela sua bisavó ou o último perfume de Napoleão Bonaparte — a não ser que você esteja na França, mais precisamente em Versalhes, mais precisamente na Rue du Parc de Clagny, nº. 36, de preferência numa quarta-feira. (mais…)

O Efeito Kuleshov

O que é mais importante num filme: a expressão dos atores ou a montagem das cenas? Há cerca de um século, muito antes de efeitos especiais complexos e computação gráfica, o cineasta russo Lev Kuleshov (1899-1970) buscou responder à pergunta com um experimento simples. Kuleshov intercalou frames da face “inexpressiva” Leia mais…

Patentes Patéticas (nº. 90)

http://www.google.com/patents/US1633978

Bigodes. Vez por outra esse tufo de pêlos que cresce sobre o lábio superior de indivíduos do sexo masculino após a puberdade volta à moda por razões obscuras. Mas quando a moda volta, costuma vir como enxurrada: de uma maneira ou de outra, todo mundo adota esse meme piloso — até quem não tem ou não pode ter bigodes, como moças e crianças (algumas mulheres são uma exceção notável).

Qualquer que seja o motivo para cultivar esse adereço facial, você certamente encontrará pequenos incômodos. Um dos principais problemas é que um bom bigode é como uma planta e necessita de uma poda precisa de vez em quando. Para solucionar esse problema, Pierre Leon Martin Victor Calmels inventou e patenteou um Apparatus for the cut of the mustache [Aparelho para o corte do bigode]: (mais…)

Bob McCoy e seu Museu de Fraudes Médicas

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Electro-metabograph: impressionante, mas inútil.

Allure Bust Developer, Battle Creek Vibratory Chair, Crystaldyne Pain Reliever, MacGregor Rejuvenator, Micro-Dynameter, Prostate Gland Warmer, Psychograph, Recto Rotor, Relaxacisor, Vibrometer… Parece uma série de produtos do Polishop. De certo modo, todos essas marcas foram mais ou menos isso em suas épocas. O que todas tiveram em comum? Elas eram vendidas em catálogos e prometiam alguma cura de forma completamente pseudocientífica. (mais…)

Meet George Jetson

Carros voadores, casas aéreas, jetpacks, robôs domésticos, calçadas rolantes, elevadores pneumáticos. Tudo isso ainda parece estar no futuro, mas é provável que você conheça essas coisas desde a infância. Como isso é possível? Você se lembra de George Jetson e sua família? Há exatos 50 anos, os Jetsons abriam as portas do futuro na TV americana. Mas o que houve com aquele futuro? (mais…)

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