Como os cegos pensam as cores?

A resposta veio de pesquisa com imageamento cerebral e confirmou o que era esperado: as cores são, para os cegos, conceitos abstratos Por Emma Young, no BPS Research Digest (março de 2019). Tradução de Renato Pincelli. Ao pensar nos conceitos de “vermelho” e “justiça”, você vai notar que há uma diferença Leia mais…

O que andei vendo no Netflix em maio

No mês do Dia da Toalha estive azarado feito um Arthur Dent. Ainda que a Terra não tenha sido destruída (por enquanto), meu carro me deixou na mão durante uma viagem e, como não tenho dinheiro para consertá-lo, me vi andando tanto que ganhei uma lesão no calcanhar direito. Também tive problemas com um grupo de trabalho na faculdade. Apesar de tudo, pude ver boas produções sobre o impacto de um massacre escolar numa comunidade americana, as lutas contra os preços abusivos de medicamentos contra a AIDS, os esforços para recuperar os veteranos traumatizados pela II Guerra, e observei as experiências de ficar cego, resgatar refugiados da Alemanha Nazista, ter filhos e conhecer o Japão. (mais…)

>O Problema de Molyneaux

Em 1690, após publicar seu Ensaio acerca do Entendimento Humano, John Locke recebeu uma carta entusiasmada de um fã. Mas o autor da carta não era qualquer fã: seu nome era William Molyneux.
William_Molyneux

William Molyneaux (1656-1698): favor não confundir com Isaac Newton.

Apesar do sobrenome, Molyneaux era um renomado “filósofo natural” e político irlandês. Casado com uma mulher cega, o ilustre fã de Locke propôs em sua carta um curioso problema: um cego que recobrasse a visão poderia diferenciar, visualmente, formas que só conhecia pelo tato?

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