O bate-papo que dá sono

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Em cores falsas, T. brucei (azul) em meio a glóbulos vermelhos. [Imagem: microbewiki.kenyon.edu]

“Quem não se comunica, se trumbica”, já dizia o velho mestre Abelardo Barbosa, o Chacrinha. Seja para se defender, marcar território ou encontrar um parceiro, todos os animais se comunicam. Até os microscópicos protozoários conversam — e o bate-papo de um deles pode causar uma doença fatal em seres humanos. (mais…)

5 novos pesos pesados (pero no mucho)

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[Imagem: Lawrence Livermore National Laboratory/divulgação]

Na tabela periódica, os pouco mais de cem elementos químicos são ordenados de acordo com seu peso atômico. Na parte de cima da tabela, existem os pesos-leves (hidrogênio, hélio, lítio); no meio, os pesos-médios (a maioria dos elementos mais comuns, como cálcio, nitrogênio, carbono, oxigênio) e os pesos-pesados (urânio, rádio, polônio), alojados nos andares de baixo, tendem a ser instáveis e radioativos. Muitos dos pesos-pesados são elementos artificiais, fabricados em laboratório. Na busca por novos métodos de síntese de núcleos atômicos pesos-pesados, cientistas encontraram cinco variantes de elementos pesados já conhecidos, mas nem tanto. (mais…)

Do que são feitas as Super-Terras?

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Exemplos de Super-Terras em zonas habitáveis. [imagem: space.com]

Ao longo dos últimos vinte anos, a observação de diversos sistemas exoplanetários nos revelou uma nova classe de planetas, que chamamos de Super-Terras. Em comum com o nosso, esses planetas só têm o nome: suas massas e diâmetros são muito maiores, suas posições em relação à estrela-mãe variam e suas composições químicas e geológicas continuam desconhecidas. Mandar sondas geológicas para lá é evidentemente impossível (ao menos nesse século), mas não custa nada sonhar fazer umas extrapolações teóricas — e ainda pode nos ajudar a compreender a própria Terra. (mais…)

Novas sobre uma velha Nova

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A Nova de Hevelius: destacada em vermelho, essa estrela foi a primeira nova da astronomia moderna

Naquela noite de 25 de julho de 1670, um dos mais importantes astrônomos da Europa estava bastante ocupado. Uma nova estrela aparecera nos céus e era preciso registrar o acontecimento. Na Polônia, Johannes Hevelius (1611-1689) notou uma intrusa na constelação do Cisne. Mais de três séculos depois, o fenômeno está finalmente explicado. (mais…)

Macro, escura e massiva

Uma galáxia-anã em formação, há cerca de 7 bilhões de anos. Estrelas em amarelado, gás em ciano e matéria escura em tons avermelhados. [imagem: Bourke e Duffy/International Centre for Radio Astronomy Research, via scienceillustrated.com.au]

Ela está por toda parte, permeando o universo. Mas não a enxergamos, não podemos tocá-la e assim não sabemos do que é feita. Dos efeitos sabemos: ela compõe aproximadamente 27% do Cosmos (a matéria ordinária só ocupa 5%), mantém as galáxias coesas e não interage com a luz. Por isso, e na falta de nome melhor, a chamamos de Matéria Escura.

Há três décadas, os melhores físicos do mundo tem quebrado a cabeça para entendê-la. Construímos aceleradores de partículas cada vez maiores para buscar partículas cada vez menores. Será que esse foi o caminho certo? Quem levanta a pergunta são dois jovens físicos teóricos e professores de Física de uma universidade da África do Sul. (mais…)

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