A anarquia na internet: quanto estamos pagando por mais eficiência? (vol. 2, n. 2, 2016)

Diminuir a anarquia na internet para ganhar eficiência é um preço que vale a pena pagar?

 

Fig 1. Símbolo do anarquismo

Quando você estudou algumas das teorias anarquistas em História ou Geografia, deve ter aprendido que esse movimento repudiava a existência de um poder público centralizador, leis, governo, hierarquias, etc. Na matemática, mais precisamente na área chamada Teoria dos Jogos, também podemos utilizar o conceito de anarquia, de uma forma um pouco diferente.

Imagine um sistema dotado de vários elementos. Por exemplo, uma colmeia cheia de abelhas:

colmeia
Fig 2. Representação de uma colmeia cheia de abelhas

Se pudéssemos observar um abelheiro como esses de perto, veríamos que esse sistema funciona de forma impecável. A alta eficiência das colmeias tem uma explicação simples: todas as abelhas (rainha, operárias e zangões) seguem regras rigorosas de comportamento, e não possuem liberdade de escolha para agir de outra forma. Em outras palavras, o grau de anarquia do sistema colmeia é mínimo.

Definição – A anarquia é a liberdade que os elementos de um sistema têm de agir por vontade própria. Quanto maior o grau de anarquia de um sistema, mais os seus elementos têm poder de decisão.

Fig 4. Abelha preguiçosa
Fig 3. Abelha preguiçosa

Imagine agora que um grupo de abelhas operárias decide tirar um dia de descanso. Alguns zangões se recusem a fecundar a rainha. E a rainha avisa que vai mudar de colmeia. Isso, sem dúvida, causaria um enorme transtorno na sociedade das abelhas.

Ou seja, se os elementos do sistema colmeia tivessem liberdade de escolha e resolvessem agir por interesse próprio, a eficiência certamente iria diminuir.

Isso nos leva a uma conclusão importante em Teoria dos Jogos: Quanto maior for o grau de anarquia de um sistema, menor será sua eficiência, pois os indivíduos que o compõe, muitas vezes, tomarão decisões egoístas, priorizando o desempenho individual em detrimento do coletivo. Como acontece, por exemplo, quando um motorista opta por furar uma fila de carros e provocar um distúrbio na dinâmica daquela fila.

Em um sistema onde a anarquia é menor, como no caso das abelhas, reduz-se o poder de influência dos elementos, colocando o foco no desempenho global, em detrimento de privilégios individuais. Portanto, ao operar sob leis e critérios de otimização, o sistema terá menor grau de anarquia e, com isso, ganha eficiência.

 

Onde esse princípio se aplica?

Este princípio funciona muito bem em algumas situações:

1. TRÂNSITO: Você já viu um cruzamento de duas ruas movimentadas, em uma cidade média ou grande, que não tivesse sinais de trânsito? Se conhece, o resultado deve ser parecido com esse

Fig 3. Trânsito na cidade de São Paulo, fotografia de Milton Jung.
Fig 4. Trânsito em uma rua na cidade de São Paulo, fotografado por Milton Jung.

Nesse sistema caótico, onde os carros têm total autonomia de cruzar a pista quando quiserem, a eficiência do trânsito é mínima. Qual solução você daria ao prefeito dessa cidade?

Ora, instale sinais de trânsito, ou seja, reduza a liberdade de cada motorista forçando-o a agir não mais de forma egoísta (pensando somente no quão rápido ele vai atravessar o cruzamento). O sinal o obrigará a agir dentro de limites, onde cada um terá a sua vez. O motorista mais apressadinho não chegará tão rápido ao seu destino, mas o sistema como um todo estará mais organizado e otimizado. Logo, mais eficiente!

 

Fig 5. Máquinas de fliperama, onde a anarquia é mínima. Nelas, os jogadores têm pouquíssimas opções de ação, se comparado com os consoles modernos.

2. COMPUTAÇÃO: Neste campo, fica mais clara a noção de que, muitas vezes a anarquia tem vantagens, apesar de comprometer a eficiência.

Se você está jogando vídeo-game, por exemplo, o aumento da anarquia te dá a possibilidade de escolher para onde você quer levar o seu personagem. Isso torna o jogo muito mais interessante do que estar em um espaço virtual onde eu só posso andar para frente ou para trás e no qual meu destino já está traçado.

Para definir o quanto um jogador terá de liberdade em um jogo, os especialistas calculam o chamado preço da anarquia (o quanto custa operacionalmente para aumentar as possibilidades de ação do personagem).

O preço da anarquia se calcula com um raciocínio simples, que é o custo operacional de se manter a anarquia mais alta, dividido pelo custo operacional do sistema trabalhando de forma otimizada, ou seja, com anarquia reduzida.

Quando mais alto for esse resultado, ou seja, quanto mais alto for o gasto computacional para se aumentar a liberdade dos usuários, mais caro será o preço da anarquia.

Por isso, ao desenvolver um software, deve-se pesar a relação custo da anarquia x benefício, para que se decida o quanto de liberdade o usuário terá.

 

A aplicação da redução da anarquia na internet

Suponhamos que você acabou de comprar um livro no Mercado Livre. Essa informação ficará registrada em algum banco de dados virtual, juntamente com vários dados sobre você. Nos próximos dias, em todos os espaços de publicidade na internet você verá propagandas daquele livro que você tinha comprado, ou de outros produtos que você apenas pesquisou.

Fig 6. Representação de um banco de dados
Fig 6. Representação de um banco de dados.

Por que isso acontece? Porque toda a publicidade na internet é baseada no princípio da redução da anarquia, com o objetivo de otimizar sua busca por livros que possam lhe interessar.

Os programadores pensam: Por que eu vou colocar uma propaganda de livros de auto-ajuda para um usuário que fez compras e pesquisas de livros de ficção científica? Isso só vai lhe tomar tempo. Portanto, é muito mais eficiente que o usuário veja propagandas apenas de livros que o interessam, assim ele encontrará mais rapidamente algo que seja de seu gosto.

 

Essa lógica faz sentido, mas o aumento da eficiência realmente é mais vantajoso?

A publicidade com anarquia reduzida tende a facilitar a vida do usuário de internet, pois ele sempre estará cercado por propagandas que, a princípio, lhe serão relevantes.

Porém, uma pessoa que vive imersa nos mesmos assuntos, sem conhecer opiniões contrárias às suas, sem ter experiências novas e sem se dar a chance de descobrir novos gostos, vai se tornando uma pessoa alienada.

Quando estamos tratando de seres humanos, a redução da anarquia representa um atentado direto à inovação e à democracia. Não haverá inovação, porque só se atravessa a fronteira do conhecimento humano aquele que está disposto a sair do lugar natural que se encontra. E não haverá democracia, porque um de seus princípios mais fundamentais é a pluralidade de pontos de vista, que permita aos indivíduos a livre escolha.

Outro lugar onde esse mesmo raciocínio é aplicado é o Facebook

unfollow
Fig 7. Opção para quem deseja parar de ver as publicações de alguma pessoa no facebook.

Se eu vejo algum amigo fazendo uma publicação de assuntos que não sejam do meu interesse, que entrem em conflito com meu posicionamento político, ou que sejam diferentes da minha visão de mundo, eu posso “deixar de seguir” este amigo, com apenas um clique.

Com isso, o ambiente da minha rede social será completamente amigável, na maioria das vezes concordante com minhas ideias e nunca me fará questionar minhas próprias opiniões e conhecer novas possibilidades.

 

 

 

Afinal, o que priorizar: Anarquia ou eficiência?

A eficiência traz resultados ótimos em curto prazo e, quando aplicada no contexto econômico, no trânsito, no desenvolvimento de softwares, etc., tem vantagens legítimas e comprovadas. Mas ao aplicá-la em seres humanos, ela aliena, reprime a criatividade e a inovação. Enquanto o aumento da anarquia, em longo prazo, contribui para uma sociedade mais criativa, diversificada e adaptável.

Dito tudo isso, tenha sempre em mente que quando você é alvo de uma publicidade direcionada, quando existem regras demais cerceando a sua criatividade, quando um aplicativo te sugere músicas baseadas no seu gosto, quando cientistas manipulam DNA em larga escala para obter o que lhes é mais interessante, quando tiramos o fator “acaso” de nossa vida por completo, quando as pessoas próximas de você parecem pensar como você, quando suas redes sociais são muito mais amigáveis do que provocativas, etc… você está comprando eficiência e pagando com a sua liberdade. Será que a eficiência é tão cara que custe nossa liberdade, ou será que nossa liberdade está tão desvalorizada a ponto de ter virado moeda de troca?

 

E você, o que acha? Vale a pena pagar o preço da anarquia, que é uma menor eficiência de curto prazo, para colher os seus benefícios futuros?

 


Essa postagem foi inspirada na matéria “The hidden danger of big data”, publicada na Al Jazeera em 19/ago/2016. Você pode conferi-la aqui!

Lucas Miranda

Físico e mestre em Divulgação Científica pela Unicamp. É professor no Sistema Anglo de Ensino, Colunista da Revista Ciência Hoje, Coordenador do projeto Ciência ao Bar e Cinegrafista, Editor e Tradutor na TV NUPES (Fac. de Medicina - UFJF)

10 thoughts on “A anarquia na internet: quanto estamos pagando por mais eficiência? (vol. 2, n. 2, 2016)

  • 21 de novembro de 2016 em 09:44
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    Ótima discussão Lucas.
    Apesar do conceito Anarquia ser um pouco mais complicado do que usado no seu artigo (existem várias escolas na ciência política que procuram definir o termo, mas basicamente seria uma organização onde não existe hierarquia, mas com regras, baseado na livre associação), creio que o ponto levantado é extremamente relevante.
    Tenho também me preocupado bastante em como estamos formando gerações de preguiçosos e conformados, já que todos os ambientes são criados para manter o conforto do “usuário”, na internet, nas escolas, nas universidades, nos serviços, etc. Tudo é feito baseado no que “é mais confortável ao usuário”, baseados em estudo de perfil e Big Data.
    E isso tem causado justamente o que você aponta no final do texto, um tipo de mentalidade de reprodução do “mais do mesmo”, sem diversidade, sem experimentação e criatividade. Talvez isso até fortaleça as posições extremistas que temos visto atualmente em grande parte da população, e a necessidade de se enquadrar as pessoas e a si mesmo em categorias, como “comunista”, “petralha”, “conservador”, “coxinha”, etc.
    No meu ver, o que você chama de anarquia em seu texto é condição necessária para o livre pensamento e o desenvolvimento intelectual do ser humano. Coisa que, provavelmente, aconteça cada vez menos, com a disseminação de tecnologias que mantém seus usuários nas suas zonas de conforto.

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    • 21 de novembro de 2016 em 11:01
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      Obrigado André!
      Realmente eu simplifiquei muito o conceito de anarquia no início (pro texto não ficar maior ainda e porque não o domino rsrs).
      Eu também tenho essa preocupação, mas ao mesmo tempo eu evito me manifestar sobre isso. Porque parece que a tendência das áreas de computação é essa, minimizar o esforço e aumentar a velocidade das coisas e a eficiência. E eu fico pensando, será que não estou raciocinando de forma retrógrada, já que essa é a tendência?
      Diante disso, acredito que esse seja um bom momento de começar a se estudar uma filosofia da tecnologia, ou filosofia da computação, ou algo do tipo (que deve existir, mas ainda é muito tímida). O desenvolvimento tecnológico toca em questões que impactam toda a nossa sociedade, e fazer isso desenfreadamente, sem uma reflexão sobre esse processo e suas consequências, é bem assustador mesmo.
      Isso com certeza fortalece as posições extremistas, porque faz as pessoas desaprenderem a lidar com a diversidade, com divergências, e gera quase um sentimento de pertencimento à sua própria ideia, como se você fosse refém dela. Enquanto na verdade, ideias não são como times de futebol (nem os próprios times deveriam ser como são rsrs), elas podem ser trocadas ou alteradas.
      Enfim, obrigado novamente pelo comentário! E fico feliz por ter gostado da discussão. Grande abraço!

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  • 21 de novembro de 2016 em 14:48
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    Adorei o seu texto, Lucas, me fez refletir bastante sobre o assunto!
    É realmente mais fácil e mais cômodo simplesmente fechar os olhos para as opiniões diferentes, que nos incomodam. O ambiente virtual com certeza facilita muito as coisas para nós nesse sentido. Já vi casos de amigos que brigaram depois de descobrir nas redes sociais que suas opiniões políticas divergiam, o que me causou muita estranheza. Primeiro porque olha que coisa, eles tiveram que ler nas redes sociais, ou seja, eles não conversavam disso pessoalmente… E ainda, porque eram amigos de muitos anos… então o que fez com que, de repente, uma única divergência causasse um efeito tão drástico na amizade?
    Eu acho que é justamente porque as pessoas estão acostumadas a se cercarem sempre das mesmas opiniões, o que reforça ainda mais suas certezas individuais… eu acho que as certezas são o que há de mais perigoso no mundo… E se você acha mais alguém que concorda com você, pronto, é só bloquear todo mundo, ignorar que existem opiniões diferentes, e continuar a amizade só com aquele que concorda com você, afinal, é bem menos desgastante. E aí vão se criando grupos de pessoas que rotulam os outros grupos que pensam diferente, como o André mencionou no comentário dele… e aí isso só reforça as diferenças, e afasta ainda mais as opiniões de chegarem num ponto de compreensão e entendimento. Difícil, né?

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    • 22 de novembro de 2016 em 14:33
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      Muito obrigado pelos comentários Carolina! E fico feliz que o texto tenha provocado tantas reflexões.
      E é como você disse, as certezas são o que há de mais perigoso no mundo, porque elas nos paralisam e impedem que a gente aprenda mais e até que vivamos em sociedade.
      Apesar do cenário parecer um pouco catastrófico, é bom ver que muitos de nós ainda buscamos pensar sobre isso tudo e não nos conformamos com o que nos é colocado hoje. E passa a ser uma função nossa, como jornalistas, professores, ou de modo geral, como seres humanos, levar essas discussões para onde estivermos.

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  • 21 de novembro de 2016 em 15:10
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    Lucas, se me permite, também vou copiar abaixo um texto que escrevi em 2012, quando fui moderadora de um grupo do Facebook, e passei por uma situação muito desgastante. Acho que tem bastante a ver com este tema, pode ser interessante para a nossa discussão aqui:

    “É muito fácil assumir um lado de uma discussão, se convencer de que este é o lado certo, defender com unhas e dentes todos os que compartilham dessa opinião com você e saber que todos também vão estar lá para lhe defender se você precisar. Dentro do seu grupo “certo” também é extremamente fácil se convencer de que o outro lado está completamente errado e aí vira quase que um esporte ficar criticando todos aqueles que têm uma opinião diferente, só porque fazem parte daquele grupo “errado”. O problema é que o grupo “errado” também já se convenceu de que ele é que é o “certo”, e também conta com outras pessoas que compartilham da mesma opinião para defender fervorosamente esse lado da discussão.
    E aí como você faz quando passa por uma situação em que você entende os dois lados da discussão e concorda e discorda com alguns aspectos de cada um? Nessas horas dizem que você está em cima do muro, que você tem medo de assumir um dos lados da discussão, enfim, falam um monte e ficam achando que sua opinião não merece atenção porque na verdade não é uma opinião forte. Mas se formos pensar bem, em cima do muro você tem a oportunidade de olhar bem para os dois lados, o que permite uma análise mais completa e menos tendenciosa da situação. Aí depende de você decidir se você quer continuar lá em cima do muro para sempre, sabendo de várias informações, mas omisso, ou então se você quer derrubar logo esse maldito muro!
    Mas e se você então acha que já está mais do que na hora de colocar o muro abaixo e decide expor essas ideias para os dois grupos para tentar algum tipo de entendimento entre eles? Aí você percebe que é bem mais fácil que os dois lados continuem julgando você… E pior, você que antes achava que estava em segurança em cima do muro percebe que os grupos podem se unir contra você e atirar pedras de todos os lados para ver se você cai logo e assume de vez algum desses lados.
    É nessa hora que você percebe como é ingrata a tarefa de tentar trazer o entendimento para esses dois grupos que se acham os “certos” e que não querem saber de se entender. Como é que você vai conseguir fazer eles se entenderem enquanto você mesmo está levando pedradas? Nessas horas ninguém quer te ouvir, eles só estão concentrados em te derrubar. Mas que muro maldito esse, hein? Deve ser um daqueles cheios de caquinhos de vidro, ou não, pior, deve é ter uma cerca elétrica, só pode!
    Destruidores de muros, uni-vos!!!!”

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    • 22 de novembro de 2016 em 13:28
      Permalink

      Nossa, a Carolina fez um “postception”, um post dentro do post! hehehe
      Na verdade a crítica a essas posturas existem desde que existe a reflexão filosófica, se você começa a ler os clássicos, eles já falam da questão da necessidade de ser um livre-pensador, buscar diferentes pontos de vista, aceitar o fato de que você é ignorante (ponto importante para a sabedoria), aceitar o diferente (pois ele pode te ensinar muito), etc. O que acontece é que atualmente se lê e se reflete muito pouco fora dos centros acadêmicos e a ignorância pode gerar fundamentalismos. Puxando um pouco do assunto do post e a resposta do Lucas, as tecnologias podem sim ser criticadas, e podemos sim ser contra-tendência, porque nem toda tendência ou fenômeno de massas é positivo (geralmente é alienante). Hoje o homem é escravo da ferramenta e não mais um livre usuário. Já existem muitas reflexões sobre isso, como por exemplo as do sociólogo Zygmunt Bauman, critico do pos-modernismo e da sociedade consumista e já vemos isso nos episódios da série Black Mirror. A crítica e o conhecimento estão lá, mas não chegam nas massas e nem ela se interessa por isso, porque é desconfortável.

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      • 22 de novembro de 2016 em 14:53
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        Ótimos apontamentos André!
        Realmente, a discussão existe. Temos sociólogos, filósofos, educadores, etc. que questionam essa forma como temos “consumido” a tecnologia (ou talvez seja ela que nos consuma). Mas infelizmente ela não consegue ir muito além dos muros da academia. E é compreensível. Primeiro porque se nem as ciências exatas contam com uma divulgação científica intensa, imagina as ciências humanas e sociais, que mal são consideradas ciências por muita gente. E segundo, porque como você disse, essas reflexões nos tiram de uma zona de conforto, não são fáceis de fazê-las.
        Adorei a referência a Black Mirror (eu já estou planejando fazer posts sobre alguns episódios rsrs) e, de fato, a série foi muito bem sucedida em explorar as nossas relações com a tecnologia e, de certa maneira, fez isso de modo muito acessível. Acho que os episódios têm várias camadas. Existem reflexões mais lights nas camadas mais superficiais, praqueles que estão buscando só o entretenimento, mas também existem reflexões mais profundas (e que evocam conceitos clássicos da sociologia, filosofia, antropologia, etc.) pra quem se interessar por essas discussões.

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