Recebi uma resposta!

Hoje pela manhã recebi um e-mail do Ricardo Voltolini dizendo que havia sim enviado uma resposta à minha “denúncia”, 9 dias depois da resposta dele dizendo que iria procurar saber sobre o caso.

Por motivos que não sei explicar, simplesmente não recebi esse mail. Se eu tivesse recebido jamais deixaria de publicar aqui. Tanto que demorei mais de 3 meses para publicar esse fato aqui esperando uma resposta.

Segue o mail do Ricardo com a resposta do responsável pela Comunicação do Grupo Odebrecht. Inclusive já escrevi para ele enviando o nome da empresa que meu amigo trabalha trabalhava.

Cara Cláudia,

Depois do teu e-mail, estive com Marcio Polidoro, Responsável por Comuinicação do Grupo Odebrechet.

Reproduzo abaixo, na íntegra, texto de e-mail que ele me encaminhou.

A mensagem não me surpreende porque conheço a postura firme e séria da empresa. O texto demonstra, sobretudo, dois aspectos que julgo fundamentais em empresas socialmente responsáveis: a abertura para um diálogo interessado e a transparência na comunicação.

Márcio se colocou á disposição para investigar a história contada por seu amigo e dar respostas.

Um abraço

Prezado Ricardo:

Estou perplexo com o relato. O pessoal da Odebrecht Informa acabou de chegar de lá – e a história que trouxeram é muito, muito diferente. Estranho muito, também, que tenha ocorrido um episódio de intoxicação alimentar generalizada e nós não saibamos, porque este é o tipo de ocorrência que deve ser imediatamente comunicado ao Responsável por Comunicação. Curiosamente, a empresa não tem nome. É uma empreiteira em uma obra da Odebrecht? A Odebrecht NÃO TEM OBRAS. A Odebrecht faz obras para clientes que, estes sim, têm obras. Conheço os modelos de contrato com sub-empreiteiros e são rigorosíssimos, para que se evite problemas de qualquer natureza – seja ambiental, seja contratual, seja de gestão de pessoas – que refletem muito mais na imagem das grandes empresas, do que na das pequenas. A Cláudia nos ajudaria bastante se identificasse a empresa e a obra onde o amigo dela trabalhou.

Os fotógrafos que trabalham para nossa revista – que você conhece bem – são proibidos de produzir qualquer foto quando há trabalhadores sem uniforme, sem equipamento de proteção individual . Se há trabalhadores alojados em condições inadequadas eles imediatamente me informam. Acabei de chegar do Equador, onde construímos uma hidrelétrica na Cordilheira dos Andes, já em região amazônica e fiquei encantado com as condições de vida e trabalho das mil e tantas pessoas que foram levadas para lá, para fazer a obra a quase 4 mil metros de altitude. Conversei com um líder comunitário, de nome Oswado Viteri e ele comparou a Odebrecht com uma empresa sueca que construiu na mesma região, dez anos atrás, uma outra hidrelétrica. Nossa nota seria mil e a dos suecos, zero.

Estive em Portugal, em uma obra onde trabalhavam 900 pessoas, de 14 nacionalidades. Moravam em alojamentos com o máximo de 4 pessoas por apartamento, com banheiro privativo e ar condicionado, distribuídos por etnia, religião, costumes e hábitos alimentares. O mesmo está ocorrendo hoje no Djibuti. Você verá o relato na próxima revista.

Finalmente, nosso pessoal de linha – os Diretores de Países e os gerentes de obras – são avaliados por resultados econômicos (que todos sabem o que é) e por resultados não econômicos, que incluem capacitação de pessoas, relacionamento com a comunidade, qualidade de vida no canteiro, índices de saúde e segurança no trabalho, cuidados ambientais, etc…A nota obtida pelos caras define a remuneração variável que recebem (prêmio pelos resultados).

Se você achar que é o caso, pode encaminhar este e.mail para a Cláudia, de modo que,antes que ela prossiga com a intenção que manifestou, me dê a chance de investigar o que ocorreu ou vem ocorrendo.

Grande abraço.

Pelo visto mandar e-mail, ler blogs e discutir sustentabilidade pode ajudar em alguma coisa sim… 🙂

Apagar as luzes

Tá rodando pela internet um mail falando para as pessoas apagarem as luzes amanhã (29/02/2008) entre 19h55 e 20h.

Não sei de onde surgiu isso e tô vendo a mobilização bem fraquinha, não acho que vá ser uma coisa muito significativa.

O que eu sei é que a WWF está organizando no dia 08/03/2008, às 20h, horário local, para que o mundo todo apague suas luzes por uma hora, a mobilização chama-se 60 earth hour. No site 54.337 pessoas já se comprometeram a fazer isso e 3.200 empresas também.

Não achei um selo no site para colocar aqui, nem consegui linkar o video…
O mais legal dessas campanhas é tentar fazer com que as pessoas pensem sobre o assunto, apagar a luz por apagar e não mudar nada depois, não tem significado nenhum, então fica a mensagem para todo mundo apagar suas luzes e pensar no que mais pode fazer para melhorar o ambiente em que vivemos.

Esse é um estudo de caso de sustentabilidade

Essa é uma história meio longa e que pra mim não teve fim e por isso demorei tanto para colocar aqui no blog, mas vamos lá.

Em novembro estive conversando com um amigo de faculdade sobre a “aventura” dele trabalhando na República Dominicana e eis que eu mandei o mail que reproduzo abaixo para o editor da Revista Idéia Socioambiental. Segue logo abaixo a resposta que recebi do editor.

Líderes da Sustentabilidade?
Olá Ricardo,

Na verdade nem sei bem como começar esse mail, mas vamos lá… Sou uma leitora recente da Revista Idéia Socioambiental e gostei muito de ver a última reportagem sobre líderes da sustentabilidade. Achei fantástico saber como pensam as pessoas que trabalham pela tão sonhada sustentabilidade no país e descobrir algumas empresas que tem tentado seguir esse caminho.

Bom, eu sou geóloga e semana passada um amigo meu, também geólogo, acabou de voltar da Republica Dominicana onde trabalhava numa empresa de construção civil. Após uma série de problemas de saúde, ele retornou com um mês de licença medica. Hoje telefonei para ele pra saber a saga depois de 14 meses naquele país, sendo o ultimo mês passado por uma pneumonia, uma intoxicação alimentar e uma cirurgia de apendicite.

É chocante, pra dizer no mínimo, o relato do meu amigo… Condições de trabalho péssimas, degradação ambiental total, desrespeito generalizado aos trabalhadores… A intoxicação alimentar que meu amigo teve foi uma intoxicação que todos os trabalhadores da obra tiveram por causa das condições da comida servida pela empresa. Aqüíferos sendo literalmente secados por conta da obra que estava sendo realizada, lixo sem o menor tratamento sendo despejado em rios, equipamentos de produção individual regulado para os trabalhadores…

Mas o dado que mais me chocou foi q ele só trabalhava para uma empreiteira de uma obra da Odebrecht. Entende a relação com a reportagem sobre líderes da sustentabilidade? Um dos entrevistados é ninguém mais que Norberto Odebrecht.

Poxa, eu e meu amigo temos 26 anos, estamos no inicio de carreira e quando vemos coisas como essas acontecendo me faz perder as esperanças na sustentabilidade e um futuro melhor para se um dia eu tiver filhos… Será que a população em geral está certa mesmo dizendo que tudo esse papo de responsabilidade sociambiental não passa de marketing?

Não sei Ricardo, se você é a pessoa mais indicada para eu estar contando isso, provavelmente não será a única que vou repassar esse mail, mas me senti na obrigação de fazê-lo uma vez q a sua revista tem o apoio dessa instituição. E como eu acredito que as coisas podem ser diferente, que a sustentabilidade é possível não pude deixar de te enviar esse mail.

Obrigada,
A resposta:

Claudia, minha cara.

Não perca as esperanças não.
Você é um profissional bastante jovem.
E creia: o movimento de sustentabilidade que está tomando corpo entre as empresas de todo mundo é algo que veio para ficar. E que vai gerar benefícios para todos nós, não tenha dúvida disso.
Acredito profundamente nisso.
Mas como toda mudança de paradigma civilizatório, certamente levará algum tempo para que as coisas se encaixem, práticas antigas sejam mudadas, princípios revistos enfim…
Não tenho informações para fazer um julgamento do caso que vc menciona em seu e-mail.
Mas vou procurar levantar.
Um grande abraço.

Ricardo Voltolini

Não mandei o mail só para ele, mandei também para a Amélia Gonzalez editora do caderno Razão Social do O Globo. Eis a resposta que ela me mandou:

Claudia
Evidentemente que o assunto me interessa.
Vou tentar lhe explicar como vejo esse tipo de coisa: nenhuma empresa pode se considerar socialmente sustentável. Essas palavras não são minhas, mas do próprio diretor do Ethos, Paulo Itacarambi. Como o movimento ainda é recente – falamos de uma década – ainda estamos num processo em que várias coisas estão sendo aprendidas. Entre elas, lidar com a tal da cadeia produtiva…
Que nada mais é do que as empresas que trabalham para uma empresa maior, só que longe “dos olhos do dono”.
Sendo assim, agem de maneira inadequada, muitas vezes apenas replicando o mau exemplo do próprio país, e carregam a bandeira da empresa maior.
Uma das sugestões do Ethos é que as grandes empresas mantenham a cadeia produtiva sob olhar atento.
Recentemente isso aconteceu com a Vale, que andou cortando o fornecimento de minério de siderúrgicas no Pará que trabalhavam com carvoarias com trabalho escravo (veja como a cadeia é grande…). Se você tiver tempo, dá uma olhada nos posts sobre a Vale que venho botando para anunciar as medidas.

Ou seja: dizer que a Odebrecht não tem culpa neste “cartório” que você descreve aí, seria uma inverdade.
Mas, como estamos em processo, pode ser que ela ainda não saiba como lidar com esse tipo de atitudes na cadeia produtiva.

E, como depende de nós mesmos, cidadãos comuns, não só acreditarmos que é possível haver responsabilidade social como apontarmos os problemas, discuti-los, (sem vilanizar ninguém para que não se tornem apenas denúncias que se esgotam) e oferecer sugestões, eu sugiro a você: por que não põe este texto, exatamente como está, no Blog da Razão?
Se vc me permitir, eu faço isso, assinado por você mesmo.
Pode ser uma forma de a empresa começar a se movimentar. Ao menos uma resposta ela daria, já que eu acionaria a assessoria de imprensa para que soubessem do ocorrido.
Topa?
No aguardo de um retorno

Amélia

Conversei com meu amigo sobre o assunto, afinal a história não era minha e não podia sair contanto por aí sem a permissão dele, depois de conversarmos ele topou, mas achei melhor omitir que somos geólogos e coloquei que as informações obtive por meio de pesquisas.

Resumindo o papo, não aconteceu nada e cansada de esperar resolvi publicar aqui… Mandei o mail reformulado e a Amélia deve ter esquecido do assunto, ela ficou de pensar na melhor forma e até hoje nada. E você acha que o Ricardo Voltolini deu algum retorno de algum levantamento que ele vez? Não para mim… Ficou tudo por isso mesmo, nem sequer a empresa foi incomodada com o assunto. Eu só gostaria de ter algumas fotos para poder mandar para eles pedindo explicações, mas eu não tenho, nem meu amigo. Enquanto isso ficamos aqui lendo blogs, e-mail revistas e discutindo a sustentabilidade das empresas, e quem sabe um dia ela chegue em lugares ermos onde acontecem as obras de infra-estrutura tão clamadas pelos governos do mundo todo.

A energia que gastamos e não vemos

Achei esse post muito interessante. Meu mail é Gmail e não imaginava a quantidade energia necessária para armazenar meus mails. Eu até que não uso tanto a capacidade dele assim (10%), tenho 290 mensagens na minha caixa de entrada, outro dia vi uma pessoas que tinha mais de 1000!!!

Como algumas atividades do dia-a-dia podem ter impactos tão grandes, não? Ninguém imagina que as mensagens armazenadas na sua conta de mail consome energia mesmo quando você está longe do computador, aliás, não só os mails, mas também as fotos nos álbuns virtuais, os posts do blog, os arquivos nos discos virtuais, suas informações no orkut.

Temos que ter mais consciência das nossas atitudes. Mas muitas vezes é difícil fazer as pessoas separarem seu próprio lixo, que dirá apagar os mails desnecessários para poupar uma energia que ela nem vê! O caminho para consciência é longo e cheio de obstáculos.

Mas fica a dica: apague seus mails desnecessários, acho q uma atitude legal é manter sempre sua caixa de spam sempre vazia, pra que disperdiçar energia armazenando coisa inútil?

A corrida da humanidade contra as Mudanças Climáticas?

Eu tenho certeza que as mudanças climáticas estão acontecendo e que isso está tentando gerar uma mobilização da humanidade para minimizar os impactos que essas mudanças causarão. Mas veja bem, minimizar os impactos, porque eu não acredito que o ser humano vai ser capaz de reverter o processo de alteração climática do Planeta, o máximo que vamos conseguir é minimizar os impactos, se conseguirmos…

Os dados do IPCC são os seguintes: se a temperatura global aumentar mais de 2º C, estima-se que entre 0,7 e 4,4 bilhões de pessoas sofrerão de crescente falta de água; que haverá queda de rendimentos agrícolas em muitos países pobres; que as florestas amazônicas serão irreversivelmente comprometidas; que de 15 a 40% das espécies se extinguirão; que geleiras desaparecerão; que o derretimento da placa de gelo da Groenlândia acelerará a elevação do nível do mar; e que o permafrost siberiano exalará seu imenso estoque de metano (CH4), gás-estufa bem mais furioso que o CO2.

Ótimo, alarmante, vamos todos investir milhões de dólares e euros para que isso não ocorra (minha opinião é de que isso é impossível). Mas o que mais me intriga é: suponhamos que a Terra não estivesse sofrendo alterações climáticas, suponhamos que o clima do planeta estivesse como sempre esteve, estável e sem maiores alterações. Por um acaso alguns milhões de pessoas não continuariam sofrendo por falta de água? As florestas amazônicas não continuariam sendo sistematicamente destruídas? A biodiversidade não estaria comprometida? Talvez as geleiras não tivessem a possibilidade de derreter, os rendimentos agrícolas não estariam comprometidos ou o CH4 do permafrost não estaria nos ameaçando, mas os problemas que serão piores com as mudanças climáticas estariam acontecendo do mesmo jeito…

De verdade, você acha que faz diferença para os EUA se ontem tínhamos meio milhão de pessoas sem água e amanhã teremos meio bilhão? Pra mim é preocupante se temos 1 pessoa no mundo sem acesso à água, mas para os países ricos que pouco fizeram até hoje para diminuir de verdade a pobreza no mundo, esse número faz alguma diferença?

É notável que as ações para diminuir as conseqüências das mudanças climáticas tem sido mínimas diante dos problemas que virão, mas isso só reflete o que o mundo sempre fez sobre o assunto, não acredito que vá acontecer um milagre e de repente o fato do número de pessoas vivendo sem água no mundo dobrar vá fazer as ações serem mais efetivas.

Posso estar sendo pessimista, mas a realidade é: pra mim, pra você que está diante de um computador lendo isso as mudanças climáticas não farão muita diferença, provavelmente vamos pagar mais caro por uma variedade menor de comida, vamos gastar mais com energia e água potável, vamos sentir mais calor, mas ninguém aqui vai morrer, talvez se houver uma epidemia? Talvez… O problema é que as conseqüências das mudanças climáticas vão afetar mais quem já sofre hoje e essas pessoas são as que estão mais distantes das pessoas que realmente podem fazer alguma coisa pra mudar esse quadro. E convenhamos, as pessoas que realmente podem fazer alguma coisa são as que menos se preocupam.

Impressões da Campus Party Brasil 2008

Confesso que quando soube da realização do Campus Party Brasil achei a idéia bastante interessante, mas pouco me interessei em participar porque achei que não teria muita coisa sobre sustentabilidade/ meio ambiente por lá. Quando veio o convite do Planeta Sustentável para comparecer achei que seria intrigante ir a um evento de tecnologia com meus olhos “verdes” e se um site como eles estavam indo, eu não me sentiria tão sozinha.

Bom, de verdade a perspectiva verde do evento não me supreendeu, antes do início do evento li no site deles o que seria o Campus Verde e não esperava nada mais que algumas palestras sobre o assunto e só. E realmente de verde e sustentável foi só o que aconteceu.

Como eu estive por lá somente 2 dias e não foi o dia todo acho que tenho pouca propriedade para falar de algumas coisas, como por exemplo qualidade das palestras realizadas, mas uma coisa que me surpreendeu foi ver uma palestra sobre blogs super básica, exatamente ensinando como fazer um blog (numa área chamada Campus Blog que estava reunindo blogueiros de todo o Brasil, inclusive alguns profissionais na minha opinião) e nenhuma palestra relacionando ações do dia-a-dia e o meio ambiente ou sobre consumo responsável, por exemplo. Talvez eles não sabiam como eu pude perceber no post anterior, que a galera precisa de muita informação sobre meio ambiente ainda.

O que fica do Campus Party é o que melhorar para a próxima edição, pelo menos no que toca ao assunto meio ambiente, o que eles chamam de Campus Verde. Uma ação primordial é a conscientização da galera sobre o que o meio ambiente, sustentabilidade, mudanças climáticas tem a ver com tecnologia e suas ações individuais. Outro ponto relevante são os cuidados que o evento deve ter em relação à coleta de lixo, que tipo de gerador utilizar, que fornecedores escolher. Acho que se esses aspectos forem levados a sério estamos caminhando para um evento mais consciente.

Pra mim uma lição importante foi de que fazer um evento que aborda o assunto meio ambiente, mas não é o assunto principal precisa vir junto de comunicação e conscientização do público, senão vai passar batido e ninguém vai perceber a importância do tema. E as pessoas que estão realmente interessadas vão se decepcionar com a abordagem.

E acredito que o mais interessante da Campus Party com certeza é a interação que se faz com as pessoas, isso sem dúvida nenhuma é o que todos que foram levam de mais positivo e importante. Nesse papel o evento não peca em nada.

Você sabe o que é TTS?

Uma das coisas que eu tinha em mente antes de vir para o Campus Party era fazer uma pesquisa com os participantes sobre o que eles pensavam sobre sustentabilidade, meio ambiente e afins… Não acabou rolando por diversos motivos e eis que descobri qual seria o resultado da pesquisa caso eu a fizesse…

As pessoas com certeza me olhariam com espanto e não entenderiam o sentido das minhas perguntas sobre o assunto num evento de tecnologia. Veja só a experiência que eu tive andando por aqui.

Estava eu e a Paula do Rastro de Carbono passeando pela CParty e eis que aparece uma pessoa que pergunta: Você sabe o que é TTS? As duas com cara de espanto: Não! Ficamos na dúvida e o cara continuou andando… Ai, depois cruzei com ele de novo e fui lá conversar pra saber o que afinal era o tal de TTS.

TTS é Text to Speech, nada mais é do que uma técnica de sintetização da fala humana, que converte texto em linguagem normal. Ou seja uma pesquisa sobre um conceito de tecnologia num evento de tecnologia. E adivinha quantas pessoas tinham até o momento respondido que sabia o que era TTS?? Nenhuma!! Imagina se eu saio por ai perguntando para as pessoas se elas sabem o que é sustentabilidade ou o que o meio ambiente tem a ver com esse evento… Já dá pra saber o resultado, né?

Ainda precisamos de MUITA divulgação, conscientização, educação sobre o assunto.

Pra saber mais sobre TTS acessem aqui.

Salões de Humor – Tema: Meio Ambiente

Lendo essa reportagem em O Eco achei interessante divulgar aqui.

Como é legal ver a criatividade dos cartunistas abordando o tema meio ambiente, esses cartoons deveriam ser divulgados amplamente em escolas para ajudar na educação ambiental das pessoas.

Um dos meus cartoon favoritos foi esse:

Lixo no Campus Party


Lá fui eu hoje ao Campus Party, depois de uma pequena volta pela cidade de SP, consegui chegar no Ibirapuera, tinha conversado com a Paula de vermos a quantas andava a coleta seletiva do evento…
Não dá pra negar que há uma boa intenção, eles colocaram os cestos de coleta seletiva em vários pontos do evento, mas os cestos são pequenos e não nenhuma indicação para as pessoas para separarem o lixo.

Inclusive tem um cesto sem nenhuma identificação cheio de lixo reciclável…

De quem será a culpa? Do evento que não avisou as pessoas para se atentarem a isso ou das pessoas que ainda não estão nem ai pra isso?

Mais sobre o assunto no Rastro de Carbono.

Uma pausa para o Campus Party


Vou dar uma interrompida na discussão muito interessante do blog e entrar no mundo geek e falar do Campus Party.

Como já havia comunicado aqui fui convidada a participar do Campus Party pelo site Planeta Sustentável. Amanhã (finalmente) vou dar uma passada pelo Ibirapuera, o local do evento, e ver o que está rolando…

Tenho acompanhado o LiveStream do evento e a Paula Signorini, do Rastro de Carbono, tem estado lá e acompanhando. Inclusive, do ponto de vista “Verde” a melhor cobertura é a dela que está em cima do pessoal da organização sobre a neutralização de carbono. Conversamos sobre o assunto, trocamos algumas idéias e amanhã vamos ver se a coleta seletiva do evento tá rolando mesmo, afinal, um evento não precisa ser verde pra fazer uma coleta seletiva, qualquer um deveria fazê-la, isso deveria ser uma ação inerente em qualquer ser humano nos dias de hoje.

Mas de nada adianta um evento ser sustentável se seus participantes não tiverem consciência das conseqüências de seus atos, será que eles se preocupam em desligar seus monitores quando estão longe do computador, usam seus computadores e seus equipamentos eletrônicos ao máximo até comprarem outro mais novo e mais moderno ou ainda se preocupam com o destino dado a eles depois de descartados? Essas são uma das indagações que gostaria de poder descobrir, gostaria de ter a feliz surpresa de que essa galera super ligada em tecnologia e inovações estão tentando fazer a diferença e fazem a sua parte nesse quesito.

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