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Trechos de resenhas da obra de Beethoven feitas pela revista oitocentista inglesa Harmonicon:
Junho de 1823:
“As opiniões obre a sinfonia Pastoral de Beethoven estão muito divididas, mas poucos negam que ela é longa demais”
Abril de 1825:
“Nós sabemos agora que [a duração da Nona Sinfonia] é de precisamente uma hora e cinco minutos, um período assustador, que põe os músculos e pulmões dos músicos e a paciência do público sob severa prova.”
Julho de 1825:
“[A Sétima Sinfonia] é uma composição na qual o autor dá-se ao luxo de uma considerável excentricidade desagradável. Sempre que nós ouvimos sua execução, não podemos descobrir qualquer propósito nela, nem se pode traçar qualquer conexão entre suas partes. Parece, enfim, ter sido feita como um tipo de enigma — nós diríamos que é quase uma farsa.”
Junho de 1827:
“[A Oitava Sinfonia] depende completamente do seu último movimento para conseguir arrancar aplausos; o resto é excêntrico sem ser divertido e trabalhoso sem ter efeitos.”
É, parece que Beethoven foi mais um gênio incompreendido.

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