Um boletim bem míope

Quem tem miopia às vezes não consegue enxergar bem algo que está exatamente ao seu lado. Parece ser o caso dos professores de um certo garoto de Liverpool… O ano letivo acabou e enquanto muitas crianças já estão livres e se divertindo, algumas ainda podem ter contas a acertar com Leia mais…

Hai-kais periódicos

Conhecido pelo tamanho diminuto e a temática elementar, esse tipo de poesia japonesa parece perfeito para descrever os elementos químicos Resumir tudo em apenas três versos de poucas sílabas. Esse é o desafio enfrentado por quem cria um hai-kai, (ou haicai ou mesmo haiku) poema tipicamente japonês. Do silêncio das Leia mais…

Até Homero e Virgílio

“AOS ASSISTENTES ESCOLARES — Procura-se um respeitável GENTIL-HOMEM de bom caráter, capaz de ENSINAR os CLÁSSICOS até Homero e Virgílio. Aplique-se…” Assim começa um anúncio publicado no Times no fim de 1826. Não há nada de extraordinário nele, como nota John Timbs em A History of Advertising from the Earliest Leia mais…

Trump, o presidente IgNobel

Antes mesmo de completar uma semana na Casa Branca, Donald Trump já foi agraciado com o prêmio mais engraçado importante do ano. Ou não. A premiação foi surpreendente até mesmo para o Improbable Research, blog responsável pelo IgNobel. Em post publicado ontem (25/01), o comitê do IgNobel comunicou ter recebido Leia mais…

IgNobel 2016: as pesquisas mais improváveis do ano

Existem pesquisas científicas que parecem engraçadas, dignas de cientistas malucos de desenhos animados. Botar calças em ratos, se coçar diante do espelho, fazer perguntas aos mentirosos (e acreditar nas respostas), observar e descrever o mundo de cabeça pra baixo. Todas essas são, na verdade, pesquisas científicas bem sérias. E ninguém as leva tão a sério quanto a revista Annals of Improbable Research, que acaba de premiar esses trabalhos com o IgNobel.

Realizada ontem à noite na Universidade de Harvard tendo como tema o Tempo, a 26ª. cerimônia de premiação do IgNobel foi bagunçada como já é tradição. Foram proferidas as palestras 24/7 (uma descrição técnica em 24 segundos seguida de um resumo em 7 palavras) e apresentada a ópera The Last Second (sobre um complô para acrescentar um segundo extra em todos os relógios do mundo e ganhar dinheiro com isso). Em meio a duas chuvas de aviõezinhos de papel e um campeonato de jogo-da-velha com um neurocirurgião, um cientista de foguetes e cinco laureados da versão chata do IgNobel (o Prêmio Nobel), foram anunciados os ganhadores em 10 categorias: (mais…)

O Mistério do Homem de Somerton [Parte 3: Química, Fotografias e outras evidências]

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Mr. Somerton

Há quase 70 anos, um homem apareceu morto na praia de Somerton, em Adelaide, Austrália. Na primeira parte sobre a história e a investigação deste caso que ainda não foi esclarecido, vimos as circunstâncias da cena ocorrida na manhã de 1º. de Dezembro de 1948. Na segunda parte, estudamos dois códigos: o encontrado num livro e o DNA. As letras rabiscadas no livro ainda não foram decifradas. As evidências genéticas apontam para uma possível origem americana. Neste último capítulo, vamos ver as evidências químicas — que excluem a possibilidade de envenenamento e revelam que Mr. Somerton chegara a Austrália poucos dias antes de falecer. Novos exames de evidências colhidas na época, como fotografias post-mortem e registros dentários também jogam novas luzes sobre o caso. (mais…)

Casamentos Clandestinos

Hogarth, William, Marriage a-la-Mode, plate I, 1745 Engraving, 14 4/25″ x 17 4/5″

Eram muito comuns na Inglaterra setecentista. Tanto que, durante algum tempo, o governo de Londres multava em 100 libras o falso oficiante e em 100 libras cada pseudo-cônjuge. Mesmo assim, havia tabernas e até casas de moral duvidosa que chegavam a contratar seus próprios ministros religiosos, muitas vezes formados em teologia em universidades respeitáveis. Ou não. Por uma pequena taxa pagas a algumas casas de moral duvidosa, informavam anúncios em classificados, era possível se casar nesses lugares. Pouco importava que você estivesse bêbado feito um gambá, ou só com tesão demais por alguém: o casamento era feito e, de alguma forma, registrado.

Mesmo que fossem ilegais, esses registros nem sempre eram destruídos quando descobertos pelas autoridades. Algumas das notas depositadas no Registrar of the Consistory Courts [algo como Cartórios das Cortes Eclesiásticas] de Londres são bastante divertidas: (mais…)

Tomando a parte do leão

O Capitão C. Kennedy relata, em sua Journey through Algeria and Tunis [Jornada através da Argélia e Tunísia]: — “Nós estávamos ansiosos por saber se havia qualquer chance de outro leão ser encontrado nas redondezas e fomos informados que sem dúvida haveria muitos. Mas tal era a natureza do terreno Leia mais…