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De forma menos poética também pode ser chamada de Guerra da Sucessão Chinesa (290-307 E.C.). Como pode se imaginar, foi um conflito confuso e sangrento, que começou após a morte do Imperador Wu em 290. O sucessor, Imperador Hui, foi considerado incapaz de governar, gerando uma disputa dentro do poderoso clã Sima

Inicialmente, o poder ficou nas mãos da madrasta do imperador incapaz, que passou à História como Imperatriz Dowanger Yang. Em vista disso, a esposa do Imperador, Jia Nanfeng procurou a ajuda de Sima Wei, Príncipe de Chu (príncipe 1) e Sima Yao em 291. A madrasta-imperatriz foi deposta e morreu na prisão.
O poder foi entregue a Sima Liang, Príncipe de Runan (príncipe 2), sobrinho-neto do Imperador incapaz. Entretanto, a Imperatriz Nanfeng continuou conspirando com Sima Wei, e convenceu-o a matar Liang. Após o assassinato, ela declarou que o Príncipe de Chu agiu contra a ordem imperial e executou-o. A Imperatriz manteve-se no trono até o ano 300, quando desposou (e depois assassinou) Sima Yu, filho do marido dela com uma concubina (?!?) e considerado outro herdeiro do trono.
Após esse crime, Sima Lun (Príncipe de Zao e nº. 3), comandante da guarda imperial, matou a Imperatriz Nanfeng e exterminou os partidários dela. Estabelecido no poder, Lun buscou consolidar o controle sobre os outros príncipes. Em consequência, Sima Yao (príncipe 4) rebelou-se e marchou contra a capital, Luoyang — mas também foi morto pelas forças de Lun. Em seguida, o Príncipe de Zao deteve o Imperador Hui e declarou-se novo Imperador.
Em resposta, Sima Jiong (Príncipe de Qi, o 5º pretendente) liderou uma coalização, contando com o apoio de Sima Ying (Príncipe de Chengdu, o 6) e Sima Yong (Príncipe de Hejian, o 7) contra Lun. A coalização derrotou as tropas do Príncipe de Zao, matou-o e restaurou o Imperador Hui — embora de fato o poder tenha ficado com Jiong. Quando o Príncipe de Qi tentou centralizar definitivamente o poder em suas mãos, os outros príncipes se rebelaram novamente. Jiong foi derrotado e morto por Sima Ai (Príncipe de Changsa).
Ai também esteve no poder por curto período; foi derrotado por Sima Yue (Príncipe de Donghai, o 8) e também acabou morto. Eventualmente, Sima Ying, Príncipe de Chengdu, assumiu o poder, para em seguida ser derrotado e fugir, levando junto o Imperador. Ele foi capturado por Sima Yong, que por sua vez foi derrotado pelos homens de Sima Yue, Príncipe de Donghai. O Imperador Hui foi envenenado em 306 (como é que não pensaram nisso antes?) e o irmão dele, Huai, subiu ao trono.
Sima Ying e Sima Yong acabaram capturados e mortos em 307, marcando o fim do conflito. O Imperador Huai permaneceu no trono até 313, quando morreu.
Talvez seja mais fácil entender com a ajuda da árvore genealógica da dinastia Jin:
dinastia Jin

Ou não.


0 comentário

Alexandre · 10 de julho de 2010 às 0:33

>Sima Ai (Príncipe de Changsa) não deveria ser o n° 8? Se sim, Sima Yue (Príncipe de Donghai, o 8) seria contado como o n° 9? Então teríamos de renomear o conflito. O que não ajudaria a simplificar as coisas…É realmente uma história interessante e confusa.

rntpincelli · 10 de julho de 2010 às 19:02

>Os príncipes são oito mesmo, segundo a tradição chinesa. Talvez alguns não sejam contados por que tiveram um papel mais secundário, foram considerados bastardos ou simplesmente caíram rápido demais.Mas se fôssemos ser rigorosos, seriam 10 príncipes numa guerra de sucessão, pois além de Sima Ai, Sima Yao também não entrou na conta. Ou 11, pois ainda teríamos "Sima Yu, filho do marido dela [a Imperatriz] com uma concubina (?!?) e considerado outro herdeiro do trono."

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