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Não há nada tão desagradável no serviço postal quanto selar e fechar as cartas. Isso é ainda mais desagradável quando se usa a língua para umedecer a cola que vem nos selos e nos envelopes. Mas graças a David B. Poynter, de Cincinnati, Ohio, você não precisa mais ficar lambendo sua correspondência. 
No começo da década de 1980, Poynter deve ter tido uma grande ideia na fila do correio e resolveu patenteá-la na forma de um “Aparelho para umedecimento do revestimento adesivo de selos e envelopes postais”. A patente, de nº. 4.300.473 foi emitida em 17 de novembro de 1981. O resumo no início da patente fornece uma boa descrição: 

Aparato para umedecer o revestimento adesivo em materiais postais e similares que inclui um recipiente que contém um líquido em seu interior. Um pistão é usado para levantar o aplicador absorvente do líquido e passar o aplicador através de uma abertura em um dos lados do recipiente. Um membro de fechamento para a abertura abre-se em resposta ao movimento do aplicador. O aplicador pode ser em forma de língua humana e o membro de fechamento pode ser em forma de um lábio humano.
Ou, para ser ainda mais claro: trata-se de uma caixa com uma boca, uma língua e um botão que faz a língua — devidamente molhada por líquido dentro da caixa — saltar para fora. Assim você pode “lamber” seu selo ou seu envelope sem gastar suas papilas gustativas. Mais adiante, o texto da patente explica a necessidade que foi a mãe dessa invenção:
Devido aos sabor desagradável dos revestimentos adesivos colocados em selos postais, envelopes e similares, muitas pessoas que usam tais artigos detestam lamber o adesivo com suas línguas. Muitas outras pessoas têm objeções à lambida de selos por razões de saúde e higiene ou por propensões pessoais. Por essas e outras razões, é desejável umedecer o revestimento adesivo por meios outros que o uso da boca humana.
Mas por que não usar um simples pincel levemente úmido? Porque “muitas pessoas obtêm grande satisfação com aparelhos inovadores. Por isso, para muita gente, é desejável apresentar um aparelho para a realização da grandemente útil função de umedecer adesivos através de um arranjo inovador.” Ou nem tão inovador assim.

A patente nº. 4.079.695, aprovada em 21 de março de 1978 — uns três anos antes da de Poynter — em nome de Ronald M. Stephens, de Victoria, British Columbia, Canadá, é praticamente a mesma coisa. A única diferença é que o “lambe-selos” de Mr. Stephens é cilíndrico e com a boca mais próxima da tampa, enquanto o de Mr. Poynter é quadrado e tem a boca mais perto do fundo.

É plágio ou não é? Leiam as patentes e tirem suas próprias conclusões.


0 comentário

Julia-Sama · 18 de setembro de 2011 às 19:56

>Quando vi, jurava que era uma maquina para beijar…

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