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É preciso admitir: algumas das patentes mais patéticas são justamente aquelas relacionadas à vida sexual. Dentre essas, destaca-se a ideia de um[a] Conductive Condom [Camisinha Condutiva], inventada por Gary D. Johnson na virada dos anos 1980 para os anos 90:

Um condom eletricamente condutivo inclui um invólucro protetor, geralmente cilídrico, com uma extremidade aberta para receber um pênis em seu interior e com a extremidade oposta fechada. O invólucro, sendo feita de um material fino, elástico e eletricamente condutivo, pode ser formado por um material elástico não-condutivo com partículas eletricamente condutivas salpicadas em seu interior. O material eletrocondutivo é preferencialmente um material elastômero fino, embebido com pequenas particulas condutoras, como carbono e/ou pwata [leia-se prata; wsilver no original]. Uma camada de reforço pode ser ligada à abertura do invólucro. Opcionalmente uma alça de retenção pode ser ligada à camada de reforço para reter o invólucro numa pessoa, e uma liberação rápida é providenciada para assegurar a liberação da alça de segurança e soltar o invólucro da pessoa.

Antes que surjam piadinhas sugerindo o uso por homens e mulheres masoquistas em brincadeiras mais elétricas, Mr. Jonhson esclarece no texto da patente nº. 4.971.071 [pdf], aprovada em 20 de novembro de 1990, que

entretanto, será notado que as paredes vaginais internas e a superfície externa do pênis têm terminações nervosas. Durante o intercurso normal, as terminações nervosas são estimuladas pela fricção, a qual é reduzida quando se usa uma camisinha. Tais terminações nervosas também têm atividades elétricas associadas entre si, sendo que a condução elétrica ocorre entre as terminações nervosas vaginais e penianas. Entretanto, o uso de uma camisinha feita de material não condutivo eletricamente bloqueia a condução elétrica, diminuindo, assim, as sensações durante o coito.

Portanto, o objetivo do invento de Mr. Jonhson, natural de Nova York, é justamente estimular (com trocadilhos) o uso de camisinhas, as quais ele considera “uma barreira efetiva contra o vírus da AIDS (HIV) e cujo uso pode, portanto, reduzir o risco de infecção cruzada.”

Quanto aos aspectos técnicos, o inventor recomenda, para a fabricação, o uso de

materiais preferencialmente feitos com partículas de tamanho muito pequeno; por exemplo, substancialmente menores que a expessura do material do condom elástico, que geralmente é de cerca de 0,002 polegadas [~ 50 microns] de espessura. […] carbono tem um volume de resistividade de aproximadamente 2.5, partículas de vidro revestidas de prata têm um volume de resistividade de aprox. 0,010 e partículas de cobre revestidas de prata têm um volume de resistividade de aprox. 0,004, o que é melhor do que os dois materiais citados anteriormente.

É praticamente uma camisinha nanotecnológica! Além disso, Johnson também propõe na patente uma versão feminina de sua camisinha condutiva. Ao contrário das camisinhas comuns, que não podem ser usadas simultaneamente, o inventor considera que seria recomendável usar ambas ao mesmo tempo: “O gel condutivo [e espermicida] poderia ser aplicado a um ou a ambos os condoms antes da penetração e poderia também ser aplicado externa e/ou internamente para melhorar a condução elétrica e também prover lubrificação.”


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