Descoberto o mecanismo de ativação de genes: estava nas nossas costas

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Embora o DNA tenha essa imagem de dupla hélice bonitinha e bem-organizada, isso não corresponde exatamente à realidade. A macromolécula que armazena as receitas para criar e manter um ser vivo está mais para um grande barato doido de ácido nucleico… coisado. Como se ligam e se desligam genes nesse emaranhado todo? A resposta sempre esteve nas costas de (quase) todo estudante universitário. (mais…)

O Mistério do Homem de Somerton [Parte 3: Química, Fotografias e outras evidências]

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Mr. Somerton

Há quase 70 anos, um homem apareceu morto na praia de Somerton, em Adelaide, Austrália. Na primeira parte sobre a história e a investigação deste caso que ainda não foi esclarecido, vimos as circunstâncias da cena ocorrida na manhã de 1º. de Dezembro de 1948. Na segunda parte, estudamos dois códigos: o encontrado num livro e o DNA. As letras rabiscadas no livro ainda não foram decifradas. As evidências genéticas apontam para uma possível origem americana. Neste último capítulo, vamos ver as evidências químicas — que excluem a possibilidade de envenenamento e revelam que Mr. Somerton chegara a Austrália poucos dias antes de falecer. Novos exames de evidências colhidas na época, como fotografias post-mortem e registros dentários também jogam novas luzes sobre o caso. (mais…)

Neurô, o metrô neural

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Flagrante microscópico de um neurônio tomando um neurô, isto é, lançando um axônio através de um microtubo. [Imagem: Xiuling Li/University of Illinois]

Linhas de metrô e redes de neurônios têm muitas coisas em comum. Ambos os sistemas são complexos, caros, exigem conexões delicadas e crescem de modo lento e subterrâneo. Sim, neurônios também crescem em túneis e pesquisadores da Universidade de Illinois e da Universidade de Winsconsin estão usando microtubos para replicar esse ambiente sob o microscópio. Recém-descoberta, a técnica permite não só a observação direta do crescimento neuronal, mas vai facilitar o estudo das redes neurais e pode até acelerar e guiar o crescimento de neurônios para reparação de danos.

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A Bioquímica é Bela. Ainda mais com um Nobel.

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Células em prófase (esq.) e anáfase (dir.), com histonas e taxas de crescimento de microtúbulos. Gráfico mostra distribuição de taxas de crescimento de diferentes estágios da mitose, numa média a partir de um grupo de 9 a 12 células. [Crédito: Betzig Lab/HHMI]

Contrações musculares. Interações celulares. Citocinese. Intérfase. Metáfase. Anáfase. Presentes nas aulas de Biologia a partir do ensino médio, esses termos designam fenômenos riquíssimos que — como algumas reações químicas bem mais simples — estão acontecendo em cada ser vivo presente neste momento. Também há muita beleza oculta nos laboratórios de Bioquímica. E ela também está sendo descoberta e observada com novas tecnologias na microscopia, que começaram a ser desenvolvidas há 10 anos por Eric Betzig. Os resultados começam a aparecer agora e são tão promissores que já lhe valeram um Prêmio Nobel. (mais…)

Andrew Crosse e seus insetos elétricos II

Andrew Crosse

Andrew Crosse (1784-1855): gentleman, poeta e Frankenstein acidental.

Tudo começou em 1836, quando Andrew Crosse foi persuadido por um amigo a participar de um encontro da British Association for the Advancement of Science [Associação Britânica para o Progresso da Ciência], em Bristol. Informalmente, Crosse descreveu algumas de suas descobertas durante um jantar em Bristol, onde foi estimulado a fazer apresentações mais formais (e práticas) de suas eletrocristalizações para as seções de química e de geologia da Associação. (mais…)

Stanley Miller e sua caixinha de surpresas

Esquema do Experimento Miller-Urey, de 1953. [via wikipédia]

Stanley Lloyd Miller. Ao ler ou ouvir esse nome, qualquer estudante de Química ou Bioquímica deve se lembrar de um dos experimentos mais importantes do século XX. Mas antes de morrer, Miller deixou uma caixinha de surpresas que os bioquímicos do século XXI estão começando a abrir. As novas análises de velhas amostras — algumas inéditas — confirmam os resultados do célebre experimento de Miller (e Urey) de 1953 e ainda revelam outros caminhos de reação para a formação de moléculas orgânicas na Terra primitiva. (mais…)