Brexit Pré-Histórico

Como e quando aconteceu a separação entre a Grã-Bretanha e o continente europeu? Foi, literalmente, uma cascada de eventos. São apenas 30 os quilômetros de mar que separam Dover, na Inglaterra, de Calais, na França. Há milhares de anos, era possível fazer esse trajeto a pé. Onde hoje é o Leia mais…

O geólogo autômato

Não é fácil trabalhar com a geologia dos rios. Recolher as amostras é simples: bastam algumas pedras ou seixos extraídos dos leito de um rio. Analisá-las, determinando sua idade e composição, é algo bem mais delicado — e lento, muito lento. Se for preciso organizar as pedras segundo esses critérios, Leia mais…

Rock Music

Clink-stones [em português, Fonolitos] indicam por seu próprio nome suas qualidades sonoras. O granito vermelho de Tebaida, no Egito, possui propriedades similares. As rochas graníticas nas margens do Orenoco são tão musicais que seus sons são considerados obra de bruxaria pelos nativos, enquanto as próprias pedras foram chamadas pelos missionários de Leia mais…

Tempestade em Titã

Depois de muitos anos, nuvens carregadas estão chegando do sul, trazendo riscos de temporais e desmoronamentos. Esta é a previsão do tempo para Titã, a única lua do sistema solar com uma atmosfera. Maior lua do sistema de Saturno, Titã tem chamado a atenção dos astrônomos desde que descobriram que Leia mais…

Uma alegoria geológica

Os escritores árabes da Idade Média cultivaram, com algum sucesso, o estudo da mineralogia, mas seus trabalhos não resultaram em descobertas geológicas. Sir Charles Lyell [1797-1875] cita uma alegoria árabe que remonta a essa época e que antecipa, de maneira notavelmente bela, algumas das conclusões alcançadas pela geologia moderna. Ela Leia mais…

A cidade que não era

Ruínas de uma cidade perdida ao largo de uma famosa ilha grega foram examinadas por cientistas da Grécia e do Reino Unido. Resultado: não eram ruínas. Cidades submersas não são um fenômeno incomum no litoral do Mar Mediterrâneo. Exemplos bem conhecidos e bem documentados são partes de Alexandria (Egito) e Leia mais…

Chuva de ferro que cai sem parar

Restos da supernova SN 1006 expandindo-se pelo espaço afora. Há dois milhões de anos, o sistema solar passou por uma bolha parecida. [imagem: APOD/NASA]

É aquela velha história, repetida vez após vez em todos os recantos da galáxia: quando uma estrela com mais de 10 massas solares esgota seu combustível, ela explode num clarão visível a anos-luz de distância. Os escombros químicos da supernova espalham-se por uma área imensa e, a longo prazo, podem dar origem a uma nova geração de estrelas e planetas. Vez por outra, porém, essa nuvem de poeira estelar pode ser atravessada por um sistema solar como o nosso e deixar rastros entre seus habitantes mais modestos: as bactérias. (mais…)

Do que são feitas as Super-Terras?

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Exemplos de Super-Terras em zonas habitáveis. [imagem: space.com]

Ao longo dos últimos vinte anos, a observação de diversos sistemas exoplanetários nos revelou uma nova classe de planetas, que chamamos de Super-Terras. Em comum com o nosso, esses planetas só têm o nome: suas massas e diâmetros são muito maiores, suas posições em relação à estrela-mãe variam e suas composições químicas e geológicas continuam desconhecidas. Mandar sondas geológicas para lá é evidentemente impossível (ao menos nesse século), mas não custa nada sonhar fazer umas extrapolações teóricas — e ainda pode nos ajudar a compreender a própria Terra. (mais…)

Mais um marciano à vista

Enquanto jipe-robô-laboratório Curiosity continua subindo ladeiras e perfurando rochas do Planeta Vermelho e o veterano Opportunity se aproxima da maratônica marca de 41km rodados em Marte, o próximo marciano está nascendo na Terra. Nesta semana, a Lockheed Martin começou a fase de montagem da sonda InSight Mars [algo como “Marte Leia mais…

Darwin abalado

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Em seu diário de viagem, Darwin relata uma experiência sísmica enquanto estava no Chile:

20 de Fevereiro — Dia memorável nos anais de Valdívia, pelo mais severo terremoto experimentado pelos seus habitantes mais antigos. Aconteceu de eu estar na praia, deitado no mato para descansar. Veio subitamente e durou dois minutos, mas o tempo pareceu muito maior. O tremor do solo era muito sensível. As ondulações apareceram ao meu companheiro e a mim como vindas do leste, embora outras proviessem do sudoeste. O que demonstra o quão difícil é perceber a direção dessas vibrações nesses casos. Não tive dificuldade de me levantar, mas o movimento me deixou quase zonzo. Era como um movimento de um barco num mar meio ondulado, ou mais ou menos como o sentido por uma pessoa esquiando sobre gelo fino, que parte-se sob o peso de seu corpo. (mais…)