A cura pelo choque

No fim do século XVIII, uma pegadinha numa fábrica deu origem a uma histeria coletiva entre funcionários e vizinhos. O tratamento foi a primeira terapia de choque que se tem notícia. Por Romeo Vitelli no Providentia. Tradução de Renato Pincelli. Da Idade Média até meados do século XX, epidemias de Leia mais…

Por dentro da URSS: os sindicatos

Os sindicatos soviéticos têm 47 000 000 de membros. O chefe supremo dos sindicatos é V. V. Grichin. Há, ao todo, 46 sindicatos sob o Conselho Central dos Sindicatos, organizados com base nas respectivas atividades industriais, como o CIO [Congress of Industrial Organization, central sindical norte-americana]. Todavia, não se parecem Leia mais…

O que andei vendo no Netflix em março

Março foi um mês agitado para mim: comecei a frequentar as disciplinas do Mestrado em Mídia e Tecnologia da UNESP-Bauru e meu local de trabalho foi assaltado há alguns dias. Apesar de tudo, considero que tive uma quantidade satisfatória de documentários. Entre as recomendações deste mês, temos filmes sobre feminismo, boxe feminino, refugiados, detetives, desastres naturais e humanos e arquitetura e construção. (mais…)

A salvação de Ezra Pound

Ezra_Pound

[tradução de Saving Ezra Pound, publicado pelo Dr. Romeo Vitelli em Providentia]

Em 1945, o fim da II Guerra Mundial foi um tempo não só de celebração mas também de penitências. Enquanto os julgamentos de Nuremberg para os criminosos de guerra nazistas estavam sendo planejados, os processos contra os colaboracionistas avançavam rapidamente. Na Grã-Bretanha, o julgamento de William Joyce (a.k.a. Lord Haw-haw), acusado de traição por fazer propaganda nazista pelo rádio, terminou com sua execução em 1946. Mas ainda havia Ezra Pound(mais…)

Casamentos Clandestinos

Hogarth, William, Marriage a-la-Mode, plate I, 1745 Engraving, 14 4/25″ x 17 4/5″

Eram muito comuns na Inglaterra setecentista. Tanto que, durante algum tempo, o governo de Londres multava em 100 libras o falso oficiante e em 100 libras cada pseudo-cônjuge. Mesmo assim, havia tabernas e até casas de moral duvidosa que chegavam a contratar seus próprios ministros religiosos, muitas vezes formados em teologia em universidades respeitáveis. Ou não. Por uma pequena taxa pagas a algumas casas de moral duvidosa, informavam anúncios em classificados, era possível se casar nesses lugares. Pouco importava que você estivesse bêbado feito um gambá, ou só com tesão demais por alguém: o casamento era feito e, de alguma forma, registrado.

Mesmo que fossem ilegais, esses registros nem sempre eram destruídos quando descobertos pelas autoridades. Algumas das notas depositadas no Registrar of the Consistory Courts [algo como Cartórios das Cortes Eclesiásticas] de Londres são bastante divertidas: (mais…)