Até Homero e Virgílio

“AOS ASSISTENTES ESCOLARES — Procura-se um respeitável GENTIL-HOMEM de bom caráter, capaz de ENSINAR os CLÁSSICOS até Homero e Virgílio. Aplique-se…” Assim começa um anúncio publicado no Times no fim de 1826. Não há nada de extraordinário nele, como nota John Timbs em A History of Advertising from the Earliest Leia mais…

A viúva de Cabochard

Um dos anúncios mais curiosos reproduzidos por John Timbs em sua History of Advertising [1874, p. 280] teria sido inscrito numa lápide do Père la Chaise, o famoso cemitério parisiense. As palavras no monumento funerário do padeiro Pierre Cabochard terminavam assim: Sua inconsolável viúva dedica este monumento à sua memória Leia mais…

Precisa-se de ratos

A cláusula que determina a devolução de um imóvel em estado tal qual foi alugado pela primeira vez tem o objetivo de evitar reformas indesejadas pelo locador ou, pior ainda, uma falta de manutenção que torne o imóvel inabitável. Mas e quando a propriedade foi sido entregue pelo proprietário em Leia mais…

Um bilhete dos ladrões

Em 1798, conta-nos Sampson em sua History of Advertising, uma casa foi arrombada e roubada em Stanhope Street, Londres. Buscando reaver os itens surrupiados, o proprietário publicou o seguinte e singular anúncio numa edição do Daily Advertiser: Mr. R—— de Stanhope Street apresenta seus mais respeitosos Cumprimentos aos Gentlemen que Leia mais…

Um Anúncio Obscuro

Há quem reclame que os anúncios publicitários impressos de hoje são pobres em texto, supérfluos e muito dependentes da imagem. Os argumentos deram lugares a trocadilhos. Mesmo os anúncios classificados têm, por motivos diversos, um texto pobre. O amante de textos de publicidade deve, porém, lembrar-se que textos longos nem Leia mais…

Spotted: século XVIII

Ei, George, acho que esse anúncio é pra você! Ouça... [gravura de PUNCH, OR THE LONDON CHARIVARI. Vol. 156. May 7, 1919., via gutenberg.org]

Ei, George, acho que esse anúncio é pra você! Ouça… [gravura de PUNCH, OR THE LONDON CHARIVARI. Vol. 156. May 7, 1919., via gutenberg.org]

Esse negócio de publicar anúncios sob anonimato em busca de amores à primeira vista é mais velho do que se pensa. Talvez tão antigo quanto a imprensa, o ato de descrever alguém e fazer-lhe uma proposta (com ou sem segundas intenções) acontecia nos murais de redes sociais de 1700 e pouco: as páginas dos classificados.

Os seguintes exemplos são apresentados por Henry Sampson em A History of Advertising from the Earliest Times, Illlustrated by Anecdotes, Curious Specimens and Biographical Notes [Uma História dos Anúncios desde os Tempos mais Antigos, Ilustrada por Anedotas, Espécimes Curiosos e Notas Biográficas] (1874). O primeiro encontra-se no General Advertiser de outubro de 1748: (mais…)