Edições Anteriores – A impossível simbolização ‘daquilo que foi’.

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Por Kátia Kishi

“Queria fazer os nazistas parecerem ridículos”, respondeu o fotógrafo, Hans Ballin, para mãe de Hessy ao admitir que inscreveu de propósito a foto da judia em um concurso para eleger o bebê ariano mais bonito.

A contradição que transforma as artes/publicidade nazista em “ridículas”, leva à análise sobre a expropriação de galerias e coleções de origem judia, além da reflexão de como foi o “trabalho de luto” dos mortos no pós-guerra.

Em artigo publicado na Tempo Social da USP, o Diretor de Estudos da EHESS – Paris, Jacques Leenhardt afirma: “Impossibilitada de condensar a memória do horror no ritual e no monumento, a arte, após Auschwitz, pode apenas formular questões, tais como a da reversibilidade dos papéis do artista e do espectador e a da necessidade histórica de uma memória viva depois da violência escandalosa, assimbólica, inominável.”

Artigo: A impossível simbolização ‘daquilo que foi’
Autor: Jacques Leenhard
Revista: Tempo Social, vol.12, nº2, 2000
Link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702000000200007&lang=pt