Consumo

Faz tempo que estou querendo fazer um post sobre consumo, mas ultimamente não andei tão inspirada como gostaria… E acho que não vai ser bem hoje que ele vai sair…

Procurando inspiração pra escrever sobre o assunto fui no You Tube procurar uns vídeos do Instituto Akatu. O Instituto Akatu é uma ONG que trabalha pela conscientização do consumo dos cidadãos brasileiros.

Encontrei alguns vídeos bem interessantes mas só quem tem um pouco de consciência pode entendê-los, senão, passa batido, soa até bonitinho (principalmente o das crianças).

Ainda não amadureci suficiente a idéia de consumo consciente, volto sobre o assunto ouro dia… Enquanto isso pense você também sobre o assunto.

Publicações

Fora os blogs que eu acompanho diariamente (alguns links ao lado) tem algumas publicações impressas que me agradam muito. São elas a Página 22, que acompanho já tem um tempinho, a Idéia Socioambiental que acabei de descobrir e o caderno do Globo Razão Social.

A Página 22 é uma publicaçao do Centro de Estudos em Sustentabilidade da EAESP-FGV, está no número 13 e aborda os mais diversos assuntos relacionados à sustentabilidade. As entrevistas são sempre muito boas, uma das minhas favoritas foi o debate na ediçao 11 com 5 perguntas para 8 especialistas no assunto, entre eles economistas, geógrafo, geólogos, jornalista… Muito interessante como cada um deles pensam sobre o mesmo assunto.

A idéia Socioambiental eu ainda não tive a oportuniade de folheá-la (espero fazê-lo em breve), somente li algumas reportagens pelo site e adorei a abordagem deles do ponto de vista coorporativo (pelo menos as reportagens que li tinham bem esse enfoque), confesso que li poucas reportagens por enquanto porque ler revista pela internet não é uma coisa que sou muito fã.

E o caderno Razão Social que de verdade nunca li, mas acompanho o blog da Amélia Gonzalez que é uma das responsáveis pela publicação. Apesar de não ter lido nenhuma reportagem inteira da revista (infelizmente elas não estão disponíveis on-line na íntegra), os temas abordados e o blog dão o tom da publicação que sempre apresenta casos de sucesso pelo país a fora.

Agora você já sabe alguma das minhas “fontes” de inspiração, motivação e entusiasmo pra continuar esse blog… 🙂

Se você tiver mais publicações do gênero para indicar, por favor o comentário está aberto!

Precisamos de um ambientalista famoso?

Leonardo DiCaprio. Já falei dele e do site dele aqui. Nunca fui fã dele, mas depois do site e provavelmente depois do filme acho que no mínimo vou simpatizar mais com ele.

Alguém aqui no Brasil poderia tentar fazer algo parecido, né? Nem que seja só fazer uma versão em português dos curtas que você encontra no site, achei que seria tão interessante passar esses vídeos nas escolas… A educação ainda falta muito aqui no Brasil.

Um vídeo brasileiro tão interessante como o Ilha das Flores eu só fui conhecer na faculdade.

Não, não vamos colocar a culpa no governo, por favor, pois os EUA é a maior prova de que não quer e não vai ensinar isso nas escolas de maneira nenhuma. Gostaria de ganhar na loteria pra poder investir em educação e acreditar que o futuro não está perdido.

Dessa vez encontrei os links dos curtas do Leonardo DiCaprio que deveriam ser feito em todas as línguas. Principalmente o Planeta Água, pois não há o que polemizar sobre o assunto.

Simulação interessante

Adorei a simulação feita nesse vídeo, o que aconteceria com Manhattan, ou qualquer outro lugar do planeta, se os humanos desaparecessem.

Achei esse vídeo no blog da Miriam Salles.

Incrível ver como o ser humano está o tempo todo modificando o meio e interferindo na natureza, coisas que a gente nem se dá conta como por exemplo bombear água de túneis e garagens subterrâneas, ou alterar a temperatura dos locais com construções e ar condicionado.

Como nos afastamos completamente da natureza, chegamos ao ponto de lutarmos contra ela, enquanto deveríamos aprender e conviver com ela.

Não acho que devemos voltar para as cavernas e negar todas as conquistas dos humanos, mas acredito que poderiam ter existido formas e formas de fazermos as coisas, aliás deveríamos aproveitar esse momento de consciências coletiva mundial sobre as limitações do planeta e o que tem sido feito de errado para mudarmos o rumo a ser seguido. Vamos ver se os humanos serão capazes disso.

Banco Real mais uma vez…

Eu já falei das ações pela sustentabilidade do Banco uma vez aqui, já falei mal dos bancos aqui também… Agora vamos falar de novo do Real, que foi comprado pelo Santander e que já avisou que em 3 anos pretende extinguir a marca Real.

Em setembro estive participando de uma “Casa Aberta” (Open House, pois toda vez que eu falo em português as pessoas me olham com estranheza, não sei porquê!) do Banco Real, lá na avenida Paulista. Na realidade esse “evento” é uma palestra sobre a política de sustentabilidade do banco. A palestra é longa (2 horas), com muita gente (acho que pelo menos umas 100 pessoas) e um público bem diversificado (universitários, estudantes de ensino médio, curiosos como eu…). A palestra dissertou basicamente sobre vários casos do banco em que eles mudaram sua maneira de ver as coisas e como influenciaram essa mudança para seus fornecedores e clientes. Descobri que essa política de sustentabilidade é uma prática que vem do Brasil, cuja “responsabilidade” é do presidente do Banco Real, o Fabio Barbosa.

Agora com a venda do ABN para o Santander tudo pode mudar, podemos perder um modelo de banco que tem pensando na sustentabilidade e por conta disso já até ganhou prêmio Sustainable Banking Award, do Financial Times em 2006 . Será que o Santander vai comer essa bola e acabar com uma política e uma marca dessas? Espero que não. Se por um acaso isso acontecer e se eu tivesse uma conta no Real pode ter certeza que a fecharia…

Pra fechar segue a última propaganda lançada pelo Banco Real, gosto de propagandas que não subestimam a inteligência das pessoas, algumas pessoas podem até não entender, mas pra quem não tem preguiça de pensar, é estimulante.

Projeto Cidadão Consciente

Esse é um projeto da Equipe SOS Mata Atlântica de Aventura o objetivo deles é formar uma “corrente” de pessoas disposta a mudar os seus hábitos para ajudar a minimizar o impacto dos seres humanos no planeta. Se você quiser participar acesse aqui . Nesse site você vai encontrar todas as explicações do projeto, não tem motivo eu repetir tudo aqui.

Como eu sei que a maioria das pessoas que procuram sites como o meu blog já tentam fazer alguma coisa pelo meio ambiente, não vai ser difícil tomar as atitudes sugeridas por eles.

Embalagens

Recebi esse mail e achei muito interessante, será que alguma Cia aérea está pensando a respeito? E não são só as Cias aéreas, as Cias de ônibus estão igualzinhas, utilizando até as mesmas marcas dos produtos. Uma dessas marcas por exemplo até hoje ainda mantém as gorduras trans nos seus produtos, provavelmente suas vendas para as cias de ônibus e aéreas são tão maiores que a dos consumidores normais que ela nem se preocupou com esse detalhe. E geralmente os viajantes não pensam muito antes de aceitarem os “lanchinhos”.

Segue o mail… Com autorização do seu autor para a publicação, sintam-se livres para reprodução…

Amigos/as

Compartilho com vocês uma mensagem que acabo de enviar a uma
companhia aérea. Como aguardo a resposta, vou omitir o nome da
empresa e a marca dos produtos mencionados.

Prezado Sr.

No dia 27/09/2007 viajei por esta companhia de Fortaleza a Curitiba,
com conexão em Brasília. Num dos trechos foi servido um café da
manhã. Gostaria de ponderar alguns detalhes acerca das embalagens e
dos conteúdos.

O conjunto se compunha de:
* 1 embalagem plástica quadriculada;
* 1 bandeja plástica transparente para acondicionar os demais itens;
* 1 embalagem plástica transparente para acondicionar uma faca
plástica e um guardanapo;
* 1 embalagem plástica para acondicionar duas torradas (15 gr.de
alimento);
* 1 embalagem plástica para acondicionar uma bolacha recheada (30 gr.
de alimento);
* 1 embalagem plástica para acondicionar um cubinho de requeijão (20
gr. de alimento);
* 1 embalagem plástica de um potinho de marmelada (15 gr. de
alimento);

Ao todo foram 80 gramas de alimento e 7 embalagens plásticas, somadas
a uma faquinha plástica, um copo plástico e um guardanapo de papel.

Abrindo-se o conjunto das embalagens em uma superfície plana e
colocando-as uma ao lado da outra podemos formar com essas embalagens
e recipientes uma espécie de quadrado, medindo 50 cm por 45cm.

Para ficarmos apenas nos itens plásticos, deixando de lado a área do
guardanapo de papel, temos uma superfície de quase meio metro
quadrado de lixo gerado por passageiro para a ingestão de 80 gramas
de alimento.

Ora, de janeiro a março do ano passado (2006) esta companhia
transportou 5,55 milhões de passageiros. Se esse nível se mantivesse
(não sei se o foi ou foi superado) até o final do ano, ela teria
transportado 22,2 milhões de passageiros. Mas como em muitos vôos há
escalas e conexões e o serviço de bordo é repetido, o número de
lanches servidos seria bem maior que 22 milhões. E igualmente a
superfície de lixo plástico gerada.

Mas considerando que cada passageiro fosse servido apenas uma vez,
independentemente das escalas e conexões, e que o meio metro quadrado
de plásticos de cada um fosse colocado um ao lado do outro, formando
uma espécie de passarela de meio metro de largura, teríamos uma
trilha de 11 milhões de metros de comprimento ou, o que dá no mesmo,
de 11.000 quilometros. Como a costa brasileira mede 9.198 km –
considerando todos os recortes do litoral – o lixo plástico gerado em
um ano pela companhia permitiria formar uma passarela acompanhando
toda a costa do país e ainda sobraria quase dois mil quilometros!

Se considerarmos ainda que o diâmetro equatorial da Terra é de 12.756
km, com as embalagens plásticas do serviço de bordo descartadas pela
companhia em 14 (quatorze) meses seria possível concluir uma
passarela de embalagens plásticas abertas que daria uma volta
completa no planeta. Isso considerando apenas um serviço de bordo por
passageiro, como detalhado acima, sem contar os serviços de bordo das
escalas e conexões.

Ao final dessas considerações, a minha pergunta é muito simples: não
é possível encontrar uma solução mais ecológica para embalar 80
gramas de alimento?

Atenciosamente,

Euclides André Mance
euclidesmance@yahoo.com

!!!

Quando vejo esse tipo de notícia chego a triste conclusão que o Brasil, com pouquíssimas exceções, é terra de ninguém. Esse é o tipo de coisa que deveria sair em capa de jornais como inadmissíveis e vergonha nacional.

Ontem meu pai, enquanto assistia a um jornal na TV, perguntava por que o governo ainda permitia desmatamentos no país, era uma reportagem que mostrava inúmeras queimadas. Que fiscal vai multar, prender ou punir qualquer pessoa que pratica esse tipo de ação, correndo o risco de ser baleado e não voltar para casa? Fiscalização ambiental tem que ser feita em companhia da polícia…

É uma vergonha quando vejo esse tipo de coisa acontecer no meu país, sinto uma profunda desesperança…

Mudança de imagem

Com as empresas de petróleo querendo negar de todas as formas o aquecimento global como culpa do homem, querendo mais que o gelo no Alaska derreta todo para poder explorar enormes campos de petróleo que lá estão, fica difícil ser bem vista pelo público em geral.

Mas por conta de várias atitudes questionáveis, inúmeros erros e acidentes ao redor do mundo as empresas de petróleo não possuem uma imagem muito boa. Para tentar minimizar essa imagem, a Chevron lançou um vídeo interessante, mas é tão “sentimental”que, pelo menos pra mim, ficou artificial. É estranho ver uma empresa dessas afirmando que está preocupada em levar energia limpa para todos, pois afinal vivemos no mesmo planeta. E que todo seu esforço e conquistas do homem é por causa da energia humana! Ah, é um vídeo legal, mas ficou parecendo mesmo campanha de seguro de vida.

Aqui no Brasil acho que essa imagem ruim das empresas de petróleo não é muito forte pois até bem pouco tempo atrás a Petrobrás era a única empresa petróleo e ainda é a única com refinarias no país. Ela tem uma imagem razoavelmente boa, acredito que é assim pois é uma empresa pública que dá certo e de uma forma ou de outra todo brasileiro tem orgulho. Apesar de já ter cometido várias “gafes” ambientais.

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