Haverá a idade das coisas leves – Design e desenvolvimento sustentável – Resenha

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Sabe daqueles livros que você pega pra ler e conforme vai passando as páginas não tem muita certeza se está folheando um livro ou uma revista de tão bem ilustrado e uma diagramação toda diferente? Esse é um livro assim com várias fotos, ilustrações e muitas cores. Se nota que é um livro de design e que aborda a sustentabilidade de uma forma bastante inusitada.

Bastante inusitada por que é bastante criativo, a parte mais interessante do livro é a apresentação de 7 empresas fictícias que pertence, cada uma delas, a uma área essencial  e cotidiana da vida: água, alimentação, energia, habitação, esporte e multimídia. São idéias como por exemplo utilizar toda a energia produzida com os exercícios das pessoas, em academias de ginásticas, em energia para abastecer pilhas, baterias e a própria academia ou então, um sistema de utilização coletiva de automóveis, que em alguns aspectos é bastante parecido com o que já existe na França com as bicicletas.

Numa outra parte do livro ele mostra dados bastante interessantes como por exemplo: você sabia que a renda de um francês médio hoje em dia dá acesso à mesma profusão de equipamentos que de um milionário na década de 30? Ou que nos EUA, 99% dos materiais utilizadas na produção das mercadorias são descartados nas 6 semanas seguintes à venda?

Outra coisa bastante interessante do livro é que no fim da apresentação de cada empresa fictícia existe uma entrevista com um representante de empresas francesas líderes nos setores de atividades daquela ideia, é um confronto interessante não só do ponto de vista para saber a opinião dessas pessoas sobre um novidade, mas o que elas realmente pensam sobre sustentabilidade.

É um livro recomendadíssimo para novos empreendedores que querem começar um negócio de uma forma diferente e ideias novas.

Esse livro foi gentilmente cedido pela Editora Senac SP.

O Eco-capitalista

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Esqueça o cara dos carpetes, esqueça todos os Bancos da Sustentabilidade e tudo de eco-empresas que você já ouviu ou viu por aqui. Essas empresas são parte do passado por simplesmente se “adaptarem”, elas já existiam quando ninguém se preocupava com meio ambiente, mudaram um pouquinho e lançaram uma nova tendência. O mais fantástico mesmo é a Terra-Cycle, uma empresa que nasceu pra ser sustentável, desde a origem da matéria-prima dos seus produtos até as embalagens.

Afinal o que tem de tão maravilhoso essa empresa?

A TerraCycle foi originalmente concebida como uma transportadora de resíduos alimentares, eles seriam pagos para remover os resíduos e dá-los a minhocas. O adubo de côco de minhoca foi apenas um bom subproduto, mas logo depois virou o produto deles. E um produto feito e embalado por resíduos, como eles não tinham dinheiro para comprar embalagens para o húmus, resolveram utilizar garrafas PETs usadas. Desde então todos os produtos partem desse princípio: reutilizar resíduos que teriam como destino o lixo. Hoje os produtos da empresa são os mais variados desde os famosos fertilizantes de côco de minhocas até repelentes, materiais de limpeza, mochilas, bolsas e materiais de escritório. Todos produzidos ou embalados com garrafas de refrigerante, leite, embalagens de salgadinhos, sacolas plásticas, jornais e etc.

Tom Szaky, um dos fundadores e CEO da empresa, possui um blog chamado The Eco-capitalist, é nascido na Hungria e largou Princeton no segundo ano para fundar a Terra Cycle. Uma das coisas que eu mais gostei de ler nas entrevistas dele é que ele sempre bate na tecla de que o interesse não é reciclar materiais, isso sai tão caro quanto usar materiais novos, a idéia principal mesmo é reutilizar lixo como matéria-prima.

Se você for parar pra pensar bem sobre essa empresa ela não tem nada de muito revolucionário, convenhamos, quem não está cansado de ver aqui no Brasil gente fazendo os mais variados objetos de garrafas PET? Vermicompostagem não é uma coisa nada nova, existe desde sempre, só que Tom Szaky profissionalizou tudo isso e vendeu muito bem a idéia, ele é um empreendendor e o que me deixa mais feliz é ver produtos eco em sua essência.

Essa empresa é ou não um exemplo do que deveriam ser negócios sustentáveis? Espero que os jovens se inspirem em Tom Szaky e daqui pra frente não almejem ser os CEOs de empresas velhas, com conceitos velhos e ultrapassados, são dessas inovações que precisamos, novos conceitos e um modo completamente diferente de se fazer negócios. Isso é um exemplo de revolução verde.

Segue o video promocional da empresa.

E alguns dos textos que li sobre a empresa e seu fundador (Todos em inglês):

http://ecofrenzy.wordpress.com/2008/08/25/broke-and-trying-to-grow-better-pot-two-ingredients-for-world-class-eco-innovation/

http://www.greenbiz.com/blog/2009/03/09/tom-szaky-writes-garbage

http://www.terracycle.net/media/08-09-02–greenbuzinnovators/08-09-02–greenbuzinnovators.html

Pensamentos escritos (sobre a campanha da SOS Mata Atlântica)

Fiquei na dúvida se publicava ou não, ai vai…

E o xixi no banho, você viu a campanha da SOS Mata Atlântica? Se eles queriam um #mimimi conseguiram, todo mundo saiu dando sua opinião, desde blogs de meio ambiente até de publicidade. Até no Jornal Nacional saiu!

Eu não quero dar minha opinião a respeito da campanha, o que eu quero é perguntar por que eles não fazem mais campanhas assim, e sugerir por exemplo para as pessoas não tomarem banho uma vez por semana, tem gente que toma 2 banhos por dia, deixar de tomar um banho na semana não faz mal e economiza uma quantidade boa de água.

Ou economizar umas descargas depois do xixi também ajuda. Um conhecido meu me contou que uma vez esteve na Noruega (ou seria Suécia?) e logo que saiu do banheiro da casa de uns amigos a filha mais nova ficou apontando pra ele e dizendo: Ele deu descarga, ele deu descarga! Ele respondeu: Ué? Não era pra dar? O amigo explicou: É que aqui a gente só dá descarga depois de usar o banheiro 3 ou 4 vezes.

De vez em quando faço isso aqui em casa, será que meu banheiro fede? Pessoas que freqüentam minha casa, por favor, me digam se meu banheiro cheira mal! Acho que a maioria das pessoas que freqüentam a minha casa não freqüentam esse blog… Paciência…

Eu tô tentando não lavar o cabelo todos os dias, já estou na segunda semana lavando um dia sim dia não e até que tem funcionado, principalmente porque estamos no outono, no verão fica mais complicado.

Xixi no banho? Se eu faço? Faço de vez em quando, assim como de vez em quando não tomo banho, nem lavo o cabelo, mas não por causa de uma campanha, ou porque ajuda a natureza, mas porque deu ou não deu vontade, só por isso… E a campanha, é boa? Funciona? Me tragam os números das companhias distribuidoras de água daqui alguns meses, ai a gente vê.

Blogagem coletiva – LUZ – Reciclagem de lâmpadas fluorescentes

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Como estava sem criatividade pra escrever algo muito original sobre luz, aceitei a sugestão dos meus Science amigos de falar sobre lâmpadas fluorescente. Mas eu continuei sem muita criatividade e resolvi colocar um vídeo de um programa muito bacana, o Cidades e Soluções. Segue o vídeo abaixo:

Achei esse vídeo nesse post que tem muitas informações interessantes sobre reciclagem das lâmpadas fluorescentes, inclusive uma lista das empresas de reciclagem.

Essa não é a primeira vez que falo sobre lâmpadas. Além de consumir menos energia é importante descartá-las corretamente, pois elas contém vários componentes tóxicos que caso tenham como destino o solo ou a água podem causar sérios problemas de saúde pública.

Por que e como empresas criam programas de sustentabilidade e possuem um Executivo Chefe de Sustentabilidade (CSO)

Eu não tenho essa resposta, mas encontrei um artigo (Why, and how, companies create sustainability programs and appoint chief sustainability officers) do Instituto Korn/Ferry que tenta indicar respostas a essa pergunta.

Um dos principais motivos, segundo o texto, que levaria uma empresa a implantar programas de sustentabilidade é a demanda do consumidor.

Eles mostram os 4 passos que ocorrem a partir da demanda do consumidor até a criação de programa formal de sustentabilidade para as empresas, são eles: 1) Demanda do cliente, 2) Unidade de negócios responsável, 3) “Aha!” do Executivo, 4) Programa de Sustentabilidade. Ou seja, tudo começa com a demanda dos clientes (olha a nossa responsabilidade como consumidores), aí é criada uma unidade de negócios com o tema, alguém do alto escalão da empresa incentiva a sustentabilidade para diferentes partes do negócio e em resposta a isso é criado um “departamento” e designado um Executivo Chefe de Sustentabilidade para gerenciar o assunto.

O artigo descreve várias características e algumas das funções que esse executivo deve ter, mas como não manjo muito dessa área não achei nenhuma das características e funções citadas algo muito diferente do que qualquer executivo deve fazer por aí, deve ser um pouco mais específico, mas nada fora do comum pra quem segue esse caminho.

Nesse artigo encontrei, talvez, a resposta para a minha pergunta por que é tão difícil achar um emprego nessa área. A maioria das pessoas que estão envolvidas nos programas de sustentabilidade das empresas não se dedicam a esse cargo 100% do tempo, geralmente elas acumulam funções, isso demonstra, para a autora do artigo, que as empresas não querem ter custos significativos com o programa de sustentabilidade. Portanto se você quer trabalhar nessa área é mais fácil se você estiver dentro da empresa, contratar alguém significa mais custos, então é realmente mais difícil de acontecer. Sustentabilidade ainda significa mais custos e ninguém ta disposto a gastar mais por isso, pelo menos não por enquanto, espero.

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