Lixeiras em Praças de Alimentação

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Quando você vê lixeiras como essas no shopping você não fica contente? Eu fico! “Poxa, que legal eles separam o lixo aqui.” Mas eu não sou ingênua e fui lá conferir se as pessoas realmente separavam o lixo de forma correta.

 

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A foto não ficou lá muito boa, mas deu pra ver um pedaço de papel e um copo com um canudo na lixeira de orgânico? É nem tudo é perfeito…

 

Num outro shopping eu até encontrei um cesto só para latinhas, o que pra mim já parece um pouco mais eficiente. Veja:

P1908090006 Um outro diferencial nesse shopping é que eles também fizeram um cesto separado para líquidos. Olha só:

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Em qual shopping você acredita que realmente se preocupe em separar seu lixo?

 

Vou ser bem cética, não tenho certeza se depois que o lixo sai da praça da alimentação ele realmente se mantém separado e vai ser reciclado, mas o fato deles terem tido o cuidado de colocar mais 2 lixeiras mostra uma preocupação a mais, não?  Acho que são essas sutilezas na hora de tentar se preocupar com meio ambiente que fazem você distinguir uma empresa que tenta SER verde da que só PARECE verde.

Eu sei que meu amigo Ítalo vai ainda achar que isso não muda nada, afinal é um shopping, um templo do consumo e a gente tem que consertar a raiz do problema, mas como eu tenho certeza que os shoppings não deixarão tão cedo de existir, acho interessante que esse lugar que reúne tanta gente todos os dias, pelo menos, separe seu lixo adequadamente e de alguma forma tente mostrar sua preocupação para as pessoas.

Próximos líderes

Fui convidada a divulgar a ação de uma empresa que resolveu contratar seus novos trainees de forma diferente, ela resolveu chamá-los a participar do processo seletivo sem revelar seu nome, apenas com um vídeo no youtube e um hotsite. E o que tem de especial e diferente nisso? O discurso usado.

Pela primeira vez eu vejo uma empresa que fala que quer se apaixonar pelo candidato, que quer compartilhar ideais e valores, muito antes de exigir e saber qual curso ele faz ou fez, que experiência ele tem, ela fala em paixão, em afinidades e sonhos parecidos. Isso mostra pra mim uma vontade de fazer negócios de um modo diferente, começando com a contratação e a escolha de seus futuros funcionários.

Quando lamento a visão que a imprensa tem dos ditos empregos verdes ou do mercado sustentável é por que não vejo mudança nenhuma em relação às exigências que uma empresa faz na hora de contratar uma pessoa. Como o mercado se diz mudado (ou em mudança) se continua querendo tudo igual como sempre? Querendo sempre os profissionais de mesma formação e selecionando sempre do mesmo jeito? É hipocrisia achar que a mudança é de fato real.

No caso dessa ação Próximos Líderes a única ressalva que eu faço é o limite da experiência dos candidatos (formados entre julho de 2005 a dezembro de 2009), se a empresa está realmente interessada em pessoas com os mesmos valores e afinidades que diferença faz quando ela se formou? Está claro que são vagas para trainees, o salário é divulgado e os candidatos não serão anônimos ou terão suas idades não divulgadas (acredito eu). Qual o problema se uma pessoa quer trabalhar numa empresa com valores parecidos com o seus, mesmo que seja para começar do zero e ganhando bem menos? Só achei que a ação tropeçou nesse porém, senão poderia dizer que é quase perfeita. (Será que estou fazendo essa ressalva porque não posso participar do processo? Provavelmente… hehe)

 

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Esse é um artigo patrocinado, ou seja, eu fui paga para divulgar a ação Próximos Líderes, tive total liberdade para expressar minha opinião e impressões. Meu texto não sofreu qualquer tipo de edição ou sequer foi lido pelo patrocinador antes da publicação.

Linha de produtos “eco”

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Já respondeu? Agora eu vou dizer o que eu penso. Num primeiro momento as duas coisas.

Quando eu leio por ai que tal marca tá lançando um celular dito ecológico, ou tal empresa tem agora uma linha de sapatos eco, ou então agora você pode comprar tal produto em versão eco eu penso: Só falta também dizer que é sustentável… Ou… Olha ai eles querendo se aproveitar da moda verde… Ou então – Huumm, tá, sei, eco por que?

Ai geralmente eles tentam explicar por que são “verdes”, geralmente não me convencem, e me pergunto sempre: mas por que só tem que economizar água pra fazer esse produto? Ou por que a matéria-prima reciclada ou renovável só pode usar nesse produto? Ou ainda: Por que raios os elementos químicos com alto potencial cancerígeno só foram eliminados dessa linha? E etc etc etc. Se é possível fazer todas essas modificações para esses produtos por que não fazem isso pra toda a linha de produtos da empresa? Não vai ser melhor pra todo mundo?

Acho ridícula a empresa que lança uma linha de produtos eco com diferenciais que poderiam ser adotados em todos os produtos da linha, isso é usar o termo verde, eco, sustentável e o que mais for de forma marketeira e como se fosse moda. É mais ou menos como se a moda agora fosse tudo ser xadrez e eu lanço uma linha de produtos xadrez, depois que essa fase passar eu paro de produzir xadrez e continuo tudo como sempre foi. Isso só demonstra que a preocupação da empresa é parecer e não ser eco, verde ou sustentável.

Mas eu também penso: Que legal! Nos casos que eu percebo que a empresa trabalhou para desenvolver alguma coisa diferenciada (nem que seja só uma linha de produtos), pois se ela teve esse trabalho e gastou algum tempo e/ou dinheiro com isso ela pode perceber em algum momento que aquilo pode ser replicado para as outras linhas também, que não precisa se restringir ao que é eco. Desenvolver uma linha diferenciada com apelo ecológico acredito eu pode e deveria abrir a mente das pessoas para que elas percebam que as coisas podem ser feitas de um jeito diferente a todo momento e todo mundo pode ganhar com isso.

Algumas empresas conseguem fazer isso de forma bem interessante, sem apelação, por exemplo, desenvolvendo produtos novos mais eficientes, econômicos sem usar o rótulo de ecológico e no fundo esse rótulo poderia até ser usado sem problemas, são nesses casos que a empresa consegue se reinventar de verdade e é possível perceber que ela tá trilhando um caminho mais consistente para a sustentabilidade.

Vamos aceitar a hipocrisia? Workshop – Comunicação e Sustentabilidade


Ontem assisti o workshop Comunicação e Sustentabilidade do Sustentável 2009. As pessoas que falaram foram: Percival Caropreso, fundador da Setor 2½; Ricardo Voltolini, editor da revista Ideia Socioambiental e Massimo Di Felice, professor da USP.
Eu ouvi muito sobre a diferença da comunicação para a sustentabilidade e a comunicação da sustentabilidade; dos cuidados que se devem tomar quando se resolve comunicar a sustentabilidade seja para quem for, de como a sustentabilidade deve ser nas empresas e como deve ser essa comunicação. De fato foi uma aula bastante interessante em que eu vi bastante organizada várias ideias que eu acredito e acho primordial quando se fala do assunto para empresas e profissionais que querem saber do que se trata essa tal sustentabilidade.
Mas várias coisas me inquietaram… E infelizmente não pude ficar para as perguntas para que alguém lá pudesse me dar uma luz.
Uma das coisas que mais me chamou atenção foi que disseram que a mídia denuncia casos não muito corretos de sustentabilidade, eu me pergunto a mídia quem? Não a mídia tradicional, né? Os grandes jornais, revistas e portais de internet nunca vi falando mal de alguma campanha de sustentabilidade inconsistente (e olha que a gente tem um monte por ai), eles citam superficialmente alguma que não é lá muito convincente e na grande maioria o que vejo é só jogação de confete e rasgação de seda, vários prêmios pra dizer quais empresas são mais sustentáveis, qual o melhor projeto de sustentabilidade, quem foi mais sustentável no ano, quem ta só fazendo marketing também consegue entrar no bolo e fica tudo certo. Você confia na mídia? Eu só vejo denúncia mesmo a partir das ONGs (Greenpeace, Amigos da Terra Amazônia Brasileira), blogs e jornais e sites pequenos e regionais.
Me desculpe os profissionais de comunicação em sustentabilidade mas vocês vivem num mundo de faz de conta ou pior, num mundo de hipocrisia, e eu não acho que isso seja um problema, afinal antes de mais nada a gente tem que pensar na nossa sustentabilidade, se a gente não consegue pagar as contas no fim do mês de que adianta sair falando mal de todo mundo por ai? Mas assumam essa hipocrisia, por favor! Vocês escrevem relatórios de sustentabilidade com meias verdades, comunicam ações vazias, não publicam o que vêem de errado por ai e querem credibilidade, querem que as pessoas acreditem nas empresas? Lamento, não são só as empresas que estão sofrendo com a desconfiança do consumidor quando falam de suas ações sustentáveis, pra mim é a mídia que passa por esse problema.
Sim, as empresas têm ações inconsistentes, algumas acham que o lugar da sustentabilidade é no marketing, a grande maioria das pessoas não sabem diferenciar ser de fato sustentável dos “agrados socioambientais” (palavras do Percival), mas o que os profissionais de comunicação estão fazendo para combater isso? Para simplesmente defender e alertar o consumidor leigo que sabe menos ainda se o produto é de verdade verde? Acho que a resposta pra essa pergunta beira ao nada.
Tá, posso estar sendo bem exagerada, mas as pessoas que discordam completamente de mim me mostrem exemplos de que estou completamente enganada, por favor.
P.S.: Eu sei que de uns tempos pra cá eu tenho tentando ser menos pessimista e de fato isto está acontecendo comigo, mas cheguei à conclusão que ver o lado bom das coisas, a mídia tradicional faz muito bem, com certeza em várias revistas semanais você vai ver vários exemplos de empresas que são legais e ganham prêmios por isso, eu vou fazer a minha parte aqui de alertar as pessoas que nem tudo é tão verde e perfeito assim.

Sustentável 2009

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Mais um evento sobre sustentabilidade rolando em São Paulo. Dessa vez é o Sustentável 2009, organizado pelo CEBDS, com apoio da ONU.

O evento vai de 04 a 06 de agosto, no Teatro TUCA, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o Teatro Tuca fica na Rua Monte Alegre, 1.024, em Perdizes.

Para a divulgação e cobertura do evento foi lançado o desafio Sustenta100 foram convidados 100 universitários para fazerem a cobertura via internet do evento, todos terão acesso ao evento e irão publicar suas impressões e opiniões em blogs, twitters, redes sociais… Você pode acompanhar essas publicações sobre o evento feita pelos universitários por esse site.

Estarei lá amanhã para ver o workshop sobre Comunicação e Sustentabilidade.

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