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Vaticano anuncia regras para acelerar punição de abuso de menores
Casos mais graves poderão ser encaminhados diretamente ao papa.

Esta foi a primeira revisão das regras da Igreja sobre este assunto em nove anos, e foi anunciada após a grande repercussão dos casos de pedofilia envolvendo sacerdotes católicos em vários países.
Entre as medidas adotadas está a possibilidade de encaminhar os casos mais graves ao papa e de punir os responsáveis por “decreto extrajudicial”, sem depender de um processo normal dentro da igreja, que pode ser mais demorado.

stainglassParece ter sido um momento de especial revelação jurídico-divina para a Igreja Católica: de repente, Bento XVI Deus aparece e decreta que a partir de agora (e só agora) abusar de menores (ou de pessoas com deficiência mental) é um crime contra a Igreja — note-se que é um crime contra uma instituição bilionária e poderosa, não contra a vítima indefesa e inocente (e muito menos contra a moral). Também foram criminalizadas pela “revelação” a pornografia infantil e, dentro da lógica direta típica do cristianismo, até a tentativa de ordenação de mulheres para o sacerdócio.
Na prática, o Vaticano reconhece que o abuso infantil é um crime grave. Tão grave e  perigoso quanto a presença de  mulheres no clero.
Embora tenha sido criminalizada na esfera judicial terrestre, ainda não está claro se agora a pedofilia é algo punível com a danação eterna no inferno. Mas perseguir e discriminar mulheres continuam sendo atos toleráveis e até agradáveis aos olhos do “todo-poderoso”. 
Para variar, a revelação sobre a pedofilia aconteceu a portas fechadas e Deus não quis fazer uma coletiva de imprensa para esclarecer dúvidas, muito menos falar sobre questões mais práticas, como o fim do celibato obrigatório e a inclusão de educação sexual nos seminários.

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