http://www.google.com/patents/US4887543

Você vive perdendo o seu guarda-chuva? Como a maioria das pessoas, Sondra Rockhill, de Burlington, Nova Jersey, também perdia. Mas ao invés de recorrer ao serviço de Achados & Perdidos, ela encontrou uma solução.E antes que alguém lhe roubasse a ideia, ela patenteou-a como um Unforgettable umbrella method [Método anti-esquecimento de sombrinha]:

Um método e um dispositivo para ajudar a lembrar-se de reaver uma sombrinha deixada em um edifício, incluindo um mecanismo visual no cabo da umbrela com um painel plástico de identificação ligado a um clipe. O dispositivo de identificação é desligado da sombrinha quando a mesma é deixada na entrada de um edifício e é imediatamente anexado a um chaveiro com chaves do automóvel ou da casa. Se a umbrela for esquecida, o próximo uso do chaveiro irá automaticamente lembrar o usuário de que a sombrinha foi ignorada. Após a recuperação da umbrela, o identificador é retirado do chaveiro e recolocado na abertura [do cabo] da sombrinha para o próximo uso.

É uma ótima ideia a registrada pela patente nº. 4.887.543, de 19 de dezembro de 1989 — que relaciona uma dúzia de outras patentes correlatas sobre sombrinhas e chaveiros.

Entre as justificativas apresentadas, há a óbvia de que perder o guarda-chuva “é um problema comum, mas sem soluções satisfatórias”. Isso, porém, tem levado as pessoas a deixar de ver esse item como “propriedade permanente”. Consequentemente, argumenta Mrs. Rockhill, essa atitude de desdém tem “afetado a qualidade de sombrinhas e a venda de umbrelas de alta qualidade”. Ela também parece ter saudades do tempo em que os “para-sóis das senhoras e os guarda-chuvas dos senhores eram incluídos na alta costura” e considerados indispensáveis.

Apesar da engenhosidade e praticidade, não é difícil encontrar falhas. E se houver vários guarda-chuvas idênticos, como saber qual é o de quem? As ilustrações da patente sugerem o uso de acessórios antipluviométricos com estampas, mas nem todo mundo gosta disso. Além disso, as estampas também podem se repetir. Uma solução possível seria o uso de uma marcação numérica em cada sombrinha e cada “chaveiro”, mas é provável que isso elevasse os custos de produção. E talvez não evitasse repetições.

Na prática, o sistema proposto corre o mesmo risco do método do nó de fita no dedo: depois de algum tempo é mais provável que você se esqueça do porquê você deu aquele nó. Ou, então: por que há um chaveiro a mais em seu molho? Seria aquilo um brinde da loja de guarda-chuvas?

Por fim, Dona Sondra não deve ter se lembrado de que chaveiros também são baratos e, por isso mesmo, são facilmente esquecidos ou descartados — especialmente quando não têm chaves, como é o caso de seu “dispositivo identificador”. Se o usuário de seu invento também perder as chaves de casa ou do carro, vai inevitavelmente perder a única coisa útil que lhe sobraria: o guarda-chuva.


0 comentário

Igor Santos · 18 de julho de 2012 às 11:12

Eu deixo a chave do carro dentro do item que esqueceria caso contrário.
Se esquecer o objeto (incluiundo guarda-chuvas) não volto para casa.

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