O tempo existe mesmo ou é coisa da nossa cabeça?

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Embora ninguém saiba explicá-lo direito, mesmo a pessoa mais simplória é capaz de perceber a existência do tempo. Os físicos, por sua vez, já não têm tanta certeza.

Todo dia, o sol se levanta no leste e se põe no oeste, os seres vivos nascem, crescem, se reproduzem ou morrem, a água evapora-se num lugar e condensa-se em outro, maçãs caem, ovos se quebram. Todos esses processos envolvem a passagem de algo que chamamos de tempo. Alguns, como o ciclo da água, são reversíveis e outros, como o ciclo da vida, não. Mas por que o tempo flui apenas em uma direção? (mais…)

Pombos letrados

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Pombos não sabem jogar xadrez mas entendem de ortografia, segundo estudo

Eles vivem nas cidades, cagam em qualquer lugar, têm cabeça pequena e um vocabulário limitado: pruuu, pruuuu. Pombos podem parecer a antítese de gente letrada, mas eles são a única espécie não-primata capaz de distinguir palavras. Essa é a conclusão de uma pesquisa feita por cientistas das Universidades de Otago (Nova Zelândia) e Ruhr (Alemanha). (mais…)

Em uma palavra [299]

habênula (ha.bê.nu.la) s.f. 1. estrutura em forma de faixa ou correia; fita. 2. Anat., Neurol. pequena estrutura neurológica localizada no epitálamo de praticamente todos os vertebrados; espécie de nó entre o prosencéfalo e o mesencéfalo. habenular, adj. [dim. do lat. habena = correia]

IgNobel 2016: as pesquisas mais improváveis do ano

Existem pesquisas científicas que parecem engraçadas, dignas de cientistas malucos de desenhos animados. Botar calças em ratos, se coçar diante do espelho, fazer perguntas aos mentirosos (e acreditar nas respostas), observar e descrever o mundo de cabeça pra baixo. Todas essas são, na verdade, pesquisas científicas bem sérias. E ninguém as leva tão a sério quanto a revista Annals of Improbable Research, que acaba de premiar esses trabalhos com o IgNobel.

Realizada ontem à noite na Universidade de Harvard tendo como tema o Tempo, a 26ª. cerimônia de premiação do IgNobel foi bagunçada como já é tradição. Foram proferidas as palestras 24/7 (uma descrição técnica em 24 segundos seguida de um resumo em 7 palavras) e apresentada a ópera The Last Second (sobre um complô para acrescentar um segundo extra em todos os relógios do mundo e ganhar dinheiro com isso). Em meio a duas chuvas de aviõezinhos de papel e um campeonato de jogo-da-velha com um neurocirurgião, um cientista de foguetes e cinco laureados da versão chata do IgNobel (o Prêmio Nobel), foram anunciados os ganhadores em 10 categorias: (mais…)

Pausa para as bolhas

Não tem nada mais simples que uma bolha de sabão, certo? Pode parecer que as bolhas não passam de brinquedo de criança mas esses delicados filmes esféricos também servem como instrumentos científicos. O uso de bolhas de sabão é uma tradição bem antiga e pouco compreendida por quem vê de fora – o próprio Newton foi confundido com um louco por fazer bolhas de sabão pela ciência. Mesmo hoje, não param de surgir perguntas e respostas desse brinquedo efêmero. (mais…)

Ginástica no Laboratório

estica e puxa

Estica e puxa, amassa e desamassa, prende e solta, corre e pára, bate e rebate, contrai e relaxa. Cada uma no seu ritmo, as células vivas estão sempre se movimentando. Conhecemos os aspectos bioquímicos das estruturas celulares há décadas, mas seus movimentos e suas características puramente físicas sempre foram deixados meio de lado. Sempre pareceu difícil estudar os impactos do incessante estica-e-puxa que acontece dentro dos seres vivos. (mais…)

Um passo em falso na estratosfera

Por-do-sol visto da alta atmosfera. A estratosfera é a faixa esbranquiçada nesta imagem.

Dois pra lá, dois pra cá, dois pra lá, pra lá, pra lá… Se o pé do parceiro de valsa ficar por lá é porque ele não sabe dançar ou está com algum problema. Na atmosfera acontece algo semelhante a uma valsa, só que com correntes de vento. Correntes de vento não sabem dançar então se uma delas sai do ritmo é sinal de problemas. (mais…)

Em uma palavra [297]

gramonilho [gra.mo.ni.lho] s.m. pássaro ou peixe inexistente, com o qual se engana ou insulta os ingênuos, mandando-os caçar ou pescar: vá caçar gramonilhos! = vá catar coquinhos, vá ver se eu estou na esquina!  [também se diz gramozilho]