IgNobel 2018: as pesquisas mais improváveis do ano

Canibalismo, saliva, montanhas-russas e xingamentos estiveram entre pesquisas agraciadas com o prêmio mais engraçadinho da comunidade científica Mesmo sabendo que sempre acontece em setembro, o IgNobel sempre me surpreende. O desse ano — 28º. primeiro, segundo a contagem dos organizadores — foi realizado na última (13/09) no mesmo lugar de […]

Magnetismo que dá nos nervos

nervos

Desde que Luigi Galvani deu uns choques numas pernas de rãs, no fim do século XVIII, os médicos e cientistas sabem que os nervos são condutores de corrente elétrica. Em meados do século XIX, Maxwell estabeleceu a inter-relação entre eletricidade e magnetismo. Desde então, cientistas têm buscado um meio prático e confiável para medir o magnetismo gerado pela rede elétrica do sistema nervoso. Um novo tipo de dectector está nascendo nos laboratórios da Dinamarca e parece ser o graal do biomagnetismo. (mais…)

Uma retrospectiva como esta

Não importa o ano, essa é a época das reprises, retrospectivas, análises e um monte de bla-bla-blá que tentam entreter o tempo de muita gente que finalmente tem tempo de sobra. Pode ser um saco, mas não quando se tem um saco com tantas dimensões quanto o hypercubic.

Eu poderia falar de números posts ou índices de audiência, mas isso francamente não importa. Dois-mil-e-treze foi um ano de surpresas para este que vos escreve. Eu planejava um TCC bastante banal, uma monografia a mais — mas fui surpreendido novamente e entrei numa jornada inesperada. (mais…)

Patentes Patéticas (nº. 116)

US 606887 - Electric Extraction of Poisons - John P. Campbell, 1898

Ah, o fim do século XIX! Enquanto Edison e Tesla brigavam em seus laboratórios, a eletricidade — essa coisa invisível porém chocante que viaja por fios de cobre — parecia mágica aos leigos. Como aconteceu pouco depois com a radioatividade, a energia elétrica também era vista por muitos como uma panaceia, uma cura para todos os males do mundo. Inclusive para dores de dente e venenos. John B. Campbell não perdeu tempo e logo patenteou um sistema de Extração Elétrica de Venenos: (mais…)

A eugenia “não é o suficiente”

O ano 2100 verá a eugenia universalmente estabelecida. Nas eras passadas, a lei que governa a sobrevivência do mais ajustado capinou, grosso modo, as descendências menos desejáveis. O novo sentimento de pena dos homens passou a interferir com as operações brutas da natureza. Como resultado, nós continuamos a manter vivos […]

Patentes Patéticas (nº. 91)

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Circuito-Camaleão. Ou quase isso.

Dos filmes clássicos de fantasia ou ficção científica a uma infame propaganda de cerveja, um velho sonho humano se mantém constante: a invisibilidade. Embora alguns digam que há grandes avanços recentes nas pesquisas sobre a condição translúcida, não é de hoje que se tenta criar uma “capa de invisibilidade”. Meio que alquimicamente, muitos inventores já se debruçaram sobre o problema. Com a promessa de rios de dinheiro e fama imortal, não foram poucos os que chegaram a patentear seus planos infalíveis invisíveis.

Richard N. Schowengerdt foi um desses. Sua técnica para não ser visto foi registrada com o nome de “Cloaking system using optoelectronically controlled camouflage” [“Sistema de ocultação usando camuflagem optoeletronicamente controlada”]. O resumo da patente é tão pomposo quando o título: (mais…)

>Loucura, loucura, loucura

> Na foto, dois dos maiores loucos do século XIX: Mark Twain e Nikola Tesla. Os dois eram amigos muito próximos e enquanto Twain escrevia literatura infanto-juvenil realista e cheia de sátiras sociais (loucura!), Tesla desenvolvia todo o sistema elétrico que existe até hoje. Mas a maior loucura de Tesla […]