Até Homero e Virgílio

“AOS ASSISTENTES ESCOLARES — Procura-se um respeitável GENTIL-HOMEM de bom caráter, capaz de ENSINAR os CLÁSSICOS até Homero e Virgílio. Aplique-se…” Assim começa um anúncio publicado no Times no fim de 1826. Não há nada de extraordinário nele, como nota John Timbs em A History of Advertising from the Earliest Leia mais…

A viúva de Cabochard

Um dos anúncios mais curiosos reproduzidos por John Timbs em sua History of Advertising [1874, p. 280] teria sido inscrito numa lápide do Père la Chaise, o famoso cemitério parisiense. As palavras no monumento funerário do padeiro Pierre Cabochard terminavam assim: Sua inconsolável viúva dedica este monumento à sua memória Leia mais…

Dom Fidalgo de La Mancha

Toda ficção tem um fundo de verdade, mas será que algo tão fantástico quanto um cavalheiro atacando um moinho de vento seria baseado em fatos reais? Para o historiador e arquivista espanhol Javier Escudero há evidências para dizer que sim. Como conta o jornal espanhol La Región, Escudero passou mais Leia mais…

A queda da maçã

No século XVI, bem antes de Isaac Newton e sua lendária maçã, o fruto da macieira ainda era encarado como o fruto proibido da mitologia bíblica. Assim, era melhor não chegar perto: Um dos meios usualmente empregados por um bruxo para possuir suas vítimas com um demônio é oferecer-lhe algum Leia mais…

Fica, vai ter bolo

Canapés, taças de champanhe e uma faixa de boas vindas recepcionavam os convidados numa sala da Universidade de Cambridge decorada com balões coloridos. Sentado em sua cadeira de rodas, o anfitrião da festa — Stephen Hawking — aguardava a chegada dos convidados. No horário combinado, ao meio-dia de 28 de Leia mais…

A biblioteca de bolso

Certa vez estava viajando numa carruagem o Professor [Richard] Porson [1759-1808], célebre por seus estudos gregos. No mesmo veículo, um calouro de Oxford entretinha duas ladies com variedades diversas, entre as quais uma citação que, segundo ele, seria de Sófocles. Uma citação grega no meio da viagem foi o bastante Leia mais…

Casamentos Clandestinos

Hogarth, William, Marriage a-la-Mode, plate I, 1745 Engraving, 14 4/25″ x 17 4/5″

Eram muito comuns na Inglaterra setecentista. Tanto que, durante algum tempo, o governo de Londres multava em 100 libras o falso oficiante e em 100 libras cada pseudo-cônjuge. Mesmo assim, havia tabernas e até casas de moral duvidosa que chegavam a contratar seus próprios ministros religiosos, muitas vezes formados em teologia em universidades respeitáveis. Ou não. Por uma pequena taxa pagas a algumas casas de moral duvidosa, informavam anúncios em classificados, era possível se casar nesses lugares. Pouco importava que você estivesse bêbado feito um gambá, ou só com tesão demais por alguém: o casamento era feito e, de alguma forma, registrado.

Mesmo que fossem ilegais, esses registros nem sempre eram destruídos quando descobertos pelas autoridades. Algumas das notas depositadas no Registrar of the Consistory Courts [algo como Cartórios das Cortes Eclesiásticas] de Londres são bastante divertidas: (mais…)