Oito novos planetas na zona habitável

[Imagem: NASA]

[Imagem: NASA]

O ano mal começou e já traz oito novos planetas na zona habitável. Não na nossa zona habitável (o que seria inimaginavelmente extraordinário). E não apenas em uma única zona habitável (o que seria uma vizinhança bem cheia). Ainda assim, são pequenos planetas que orbitam suas estrelas a uma distância que permitiria a existência de água líquida. “A maioria desses planetas tem uma boa chance de ser rochoso”, explica Guillermo Torres, líder da equipe de astrônomos do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics (CfA). Torres anunciou a descoberta em conferência realizada ontem (06/01) na Sociedade Astronômica Americana. (mais…)

Mais um marciano à vista

Enquanto jipe-robô-laboratório Curiosity continua subindo ladeiras e perfurando rochas do Planeta Vermelho e o veterano Opportunity se aproxima da maratônica marca de 41km rodados em Marte, o próximo marciano está nascendo na Terra. Nesta semana, a Lockheed Martin começou a fase de montagem da sonda InSight Mars [algo como “Marte Leia mais…

O mundo da Lua de John Wilkins

Você provavelmente nunca ouviu falar de John Wilkins — mas deveria. Nascido em 1614, ele completou seus estudos em Oxford, sendo Bachelor of Arts em 1631 e Master of Arts em 1634. Como muitos intelectuais de sua época, Wilkins estudou tanto Teologia quanto Filosofia Natural (equivalente a um apanhado de Física e Astronomia). Depois de formado, foi ordenado vigário, mas, descontente com a vida rural, passou a atuar como capelão de diversos nobres, entre os quais um sobrinho do rei Charles I (1600-1649). Casado com uma irmã do todo-poderoso Lord Protector Oliver Cromwell (1599-1658), Wilkins garantiu seu lugar na alta sociedade e tornou-se Mestre do Trinity College em Cambridge. Ele perderia o cargo após a Restauração e, enquanto tentava se recuperar, teve sua biblioteca e seu laboratório destruídos pelo Grande Incêndio de Londres em 1666. Dois anos mais tarde, ele seria nomeado Bispo de Chester. Mas durante a Guerra Civil Inglesa, Wilkins viveu no mundo da Lua… (mais…)

Patentes Patéticas (nº. 102)

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Enquanto todo mundo se preocupa com a proteção (ou falta de) contra radiação, a pressão psicológica ou como lidar com as necessidades fisiológicas de astronautas em longas missões espaciais, Richard F. Haines andava preocupado com o corte de cabelo no espaço sideral. Haines é o criador do Grooming aid for collecting debris [algo como Apoio para coleta de restos de embelezamento]: (mais…)

As últimas modas de Júpiter

Mudança de listras é tendência em Jupiter! [Imagem: NASA/IRTF/JPL-Caltech/NAOJ/A. Wesley/A. Kazemoto/C. Go]

Como todo gigante gasoso, Júpiter não tem uma aparência fixa. Mas, de uns anos para cá, o planeta-rei do nosso sistema solar anda experimentando frequentes mudanças de visual. Se parece que ele está tentando chamar a nossa atenção, é porque talvez haja um bom motivo: Júpiter anda apanhado demais dos asteroides ultimamente. Em vez de ficar com hematomas ou olhos roxos (o que afinal dá na mesma), o que se altera em Júpiter são os tons e a intensidade e o tamanho dos cinturões de nuvens que podemos observar.

A descoberta dessa relação entre quedas de asteroides e mudanças meteorológicas no ambiente jupteriano foi anunciada por Glenn Orton, pesquisador sênior do Jet Propulsion Laboratory, da NASA. Durante a apresentação, feita em uma conferência da American Astronomical Society, Orton explicou que as mudanças vistas em Júpiter são de uma escala global. “Nós já observamos algo assim antes”, declarou o pesquisador, “mas nunca com uma instrumentação moderna que nos permitisse entender o que estava acontecendo. Outras mudanças não se viam há décadas, e algumas regiões nunca tiveram a aparência que têm agora. Ao mesmo tempo, nunca vimos tanta coisa caindo em Júpiter. Agora estamos tentando compreender porque isso tudo está acontecendo.” (mais…)

A primeira missão interestelar já começou?

Concepção artística de “Daedalus”, astronave interestelar proposta pela British Interplanetary Society. (imagem: icarusinterstellar.org)

Se depender de alguns entusiastas liderados por Mae Jamison, a resposta é sim. Não são entusiastas de garagem: um programa recém-lançado, chamado 100 Year Starship Program, é uma iniciativa conjunta de respeitáveis organizações como a British Interplanetary Society, a americana Icarus Interstelar, Inc. e o próprio SETI. E, em maio, a Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA), — agência americana de projetos do Departamento de Defesa — anunciou que vai financiar os trabalhos do 100YSS. Ou, pelo menos, o começo dos trabalhos. Mas, com tantos problemas relacionados — questões humanas, políticas, financeiras e tecnológicas — será possível realizar uma viagem interestelar dentro de um século? O entusiasmo pelo 100YSS não seria mais um fogo de palha astronáutico? (mais…)

>TrES-2b, o Planeta Negão

> Concepção artística de TrES-2b, o planeta mais rubro-negro conhecido Tente imaginar alguma coisa mais preta (ou negra ou afro-descendente) que carvão. Agora tente imaginar um planeta inteiro dessa cor. Foi exatamente isso que o telescópio espacial Kepler descobriu na semana passada. Distante apenas 5 milhões de quilômetros de sua Leia mais…

>50 Anos-Lesma

> A ausência do homem no espaço é sinal de que desperdiçamos uma chance enorme de evoluir. Garantir a autodestruição é sempre mais fácil, seguro e barato do que adaptar-se aos novos tempos. Há meio século, Yuri Gagarin foi o primeiro a chegar aonde nenhum homem jamais estivera — o Leia mais…