Transgênicos: é hora de perder o medo

Milhos transgênicos

Começamos 2021 com o desejo de desmistificar os transgênicos, uma tecnologia que está presente no nosso dia a dia há mais de 20 anos, mas que ainda assusta muita gente.

A primeira planta transgênica — uma soja tolerante a herbicidas — começou a ser cultivada em 1996 nos Estados Unidos, já aqui no Brasil o produto inovador chegou em 1998.

Desde então, muitas outras plantas transgênicas foram desenvolvidas e passaram a ser cultivadas por todo o mundo. 

Transgênicos no Brasil

No Brasil, os agricultores podem se beneficiar de seis culturas transgênicas:

  •  Soja
  • Milho
  • Algodão
  • Cana-de-açúcar
  • Eucalipto
  • Feijão

As características introduzidas nessas plantas são pensadas para auxiliar o produtor em sua lavoura, de forma que a produção de alimentos seja sustentável. E isso só acontece devido aos benefícios do uso dessas tecnologias.

Campo de algodão
Crédito da imagem: https://unsplash.com/@tgdwinos

Por exemplo: a adoção de plantas transgênicas resulta na diminuição das perdas ocasionadas por pragas e isso com menor aplicação de defensivos por hectare. Assim é possível reduzir a emissão de gás carbônico, uso de água e erosão do solo, ou seja, ótimos benefícios para o meio ambiente. 

E claro, quando o agricultor economiza em sua produção, os derivados dessas plantas serão mais baratos, consequentemente beneficiando todos os consumidores que estão no final da cadeia produtiva.

Vídeo sobre transgênicos

Para tirar todas as suas dúvidas e explicar direitinho o que são os transgênicos, fizemos um vídeo em parceria com o Nunca Vi 1 Cientista

Chegou a hora de perder o medo dessa tecnologia e abraçar os produtos transgênicos. Confira:

Plantas Transgênicas: não são o que você imagina

Plantas TRANSGÊNICAS produzem agrotóxico? As sementes são estéreis?

Para conhecer ainda mais sobre transgênicos

Aqui no Descascando há alguns textos que podem ajudar a aprofundar seu conhecimento do assunto, já que abordam como é o desenvolvimento de uma planta transgênica desde o início da pesquisa.

Algumas sugestões:

  1. Leia As plantas top models para entender o que são plantas modelos e como são usadas para o estudo de genes.
  1. Você sabia que ainda não existem laranjas transgênicas sendo comercializadas? No entanto, tem muitas pesquisas na área que prometem proteger os pomares de laranja das principais doenças e pragas que afetam a citricultura. Para saber mais sobre essas pesquisas, acesse Fala que eu te entendo: um texto que explica a importância de fazer as plantas se comunicarem com bactérias. Outra tecnologia em desenvolvimento é uma laranja resistente a insetos. 
Crédito da imagem: https://unsplash.com/@stri_khedonia
  1. Da mesma forma que já existem plantas de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar resistentes a essas pragas, a laranja transgênica foi desenvolvida para ser resistente a um inseto transmissor da principal doença dos laranjais: o greening. 

Explicamos essa tecnologia nos textos Transferência de poderes: As super laranjas e O monstro que ataca a citricultura, e também no vídeo TRANSGÊNICOS: como podem evitar doenças em plantas de citros?

  1. Por fim, não podemos deixar de mencionar que com grandes poderes, sempre vem grandes responsabilidades, e com as plantas transgênicas não é diferente.

Elas são de fato tecnologias poderosas e que promovem grandes benefícios, mas é importante saber como utilizá-las e seguir todas as recomendações de pesquisadores e  profissionais da agricultura, caso contrário, todo esse poder pode ser perdido.

No texto Manejo de Resistência de Insetos: Superpoder explicamos o que acontece quando uma planta transgênica que é resistente a determinado inseto deixa de ser resistente. 

Esperamos que esses conteúdos ajudem na compreensão sobre o que são os transgênicos.

Deixem suas dúvidas nos comentários!

Sobre Descascando a ciência 65 Artigos
O objetivo do Descascando é deixar conteúdos sobre o mundo agrícola e a ciência mais fáceis de serem entendidos. Queremos facilitar o "cientifiquês", para que todos tenham acesso à informação.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*