>

O vídeo a seguir, feito em 1956, mostra as últimas imagens de Stan Laurel, o "Magro" e Oliver Hardy, o "Gordo" – a famosa dupla que fazia os personagens dos clássicos esquetes cômicos.

Mesmo se tratando de um filme caseiro, eu ainda pensei que seria cômico. Mas a idade chegou para os dois – e as cores também. Parece-me que quem fez comédias mudas e em preto-e-branco perde toda a graça em filmes coloridos e com som.

É preciso ter em mente que o que vemos aqui não são “O Gordo e o Magro" e sim os melhores amigos em momentos agradáveis – os homens simples por trás dos personagens geniais.

Ver o "Gordo" assim tão magro e aparentemente saudável numa época em que não havia tanta preocupação com a saúde e também não existiam nem dietas milagrosas vendidas pela TV nem lipoaspiração é bastante irônico. Mais irônico ainda é saber que mesmo assim ele morreu de derrame um ano depois. Outra ironia é que o "Magro", embora tenha vivido mais, morreu de infarto, coisa mais comum entre os gordos.

O mais imperdoável para mim é que, apesar da fama e do sucesso, eles jamais foram devidamente recompensados em vida – eles não se tornaram milionários pois, curiosamente, não detinham os direitos sobre os curtas que fizeram.

Se bem que, pelo visto, eles foram capazes de manter-se felizes e unidos até o fim, mesmo sem as glórias e as riquezas de Hollywood. Uma verdadeira lição nestes tempos de hoje, em que todos querem ser celebridades sem muito esforço e esbanjar riquezas que se evaporam rapidamente.

Vi vídeo no Saber é bom demais, que o achou no Metamorfose Digital.


0 comentário

Sergio Firpo Musumeci · 14 de setembro de 2016 às 22:45

foram sem qualquer sombra de dúvidas os maiores em sua época e
hoje ainda a nova geração os admira tanto pela pureza de seus personagens quanto pela interpretação genial da dupla. Serão ainda vistos e aplaudidos pelas muitas gerações, futuras,. Fizeram história.

expedito · 5 de novembro de 2016 às 14:04

tenho 47 anos e ainda me divirto muito com eles, sem duvida eles faziam do NADA algo tão engraçado, quando hoje com TUDO, é triste perto do que eles faziam

Figueiredo · 15 de março de 2017 às 20:34

Ao assistir aos filmes, tenho a recordação de minha infância e a alegria de lembrar de como cada gesto deles fazia sempre eu rir e me sentir feliz! Saudades deste tempo.

luciano silva · 14 de agosto de 2019 às 8:37

que saudades do gordo e o magro comediantes simples que ainda me fazem ri. eu tenho 50 anos

jorge ramos · 31 de outubro de 2019 às 11:18

me divirto muito com eles, são os meus preferidos, os melhores, ontem e hoje também, não dou a minima se é colorido ou em p/b, se tem áudio ou não, perder a graça? não! gênios não perde nada quando são amados, adoro eles do jeito que for vistos na telinha,tristes tristezas? nunca,jamais!!!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *