Espionagem antibacteriana

Fábricas de antibióticos microscópicas existem por todo canto, mas não é fácil fazê-las produzir para nós. Que tal tentar copiar a receita? “Agente infiltrado passa por diversas empresas e rouba segredos industriais.” Se as bactérias tivessem jornal, essa poderia ser uma manchete para descrever o trabalho dos pesquisadores da Rockfeller Leia mais…

Macho com uma letra a menos

Está cada vez mais complicado definir o que é ser macho. Agora não basta ter o cromossomo Y. No princípio, todo mamífero é fêmea: os embriões só se tornam masculinos se tiverem o cromossomo Y. Isso acontece porque gene que determina o sexo, conhecido como SRY, está presente no cromossomo Leia mais…

Nanotermômetros de DNA

DNA luz

Como medir temperaturas em escalas celulares? Não dá pra encolher um filete com mercúrio até poder colocá-lo numa célula. Mesmo que isso fosse possível, não haveria como enxergar a temperatura marcada (o que já é meio difícil com termômetros comuns). A miniaturização de dispositivos eletrônicos seria uma possibilidade, mas ainda é algo muito complicado nessa escala. Que tal, então, usar moléculas como proteínas e DNA? (mais…)

A vida, o Universo e tudo mais — numa bola de gude

A internet inteira numa bola de gude? É possível.

A internet produz uma quantidade colossal de informação a cada dia — em 2013 eram 5 exabytes por dia, equivalente a tudo que havia sido criado pela humanidade até 2003. Novos experimentos — do LHC às fotos em HD da New Horizons — também recolhem uma montanha de informação em frações de segundos. Antes de processar e analisar todos esses exabytes, é preciso resolver um problema mais básico: onde e como armazenar tudo isso? (mais…)

Descoberto o mecanismo de ativação de genes: estava nas nossas costas

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Embora o DNA tenha essa imagem de dupla hélice bonitinha e bem-organizada, isso não corresponde exatamente à realidade. A macromolécula que armazena as receitas para criar e manter um ser vivo está mais para um grande barato doido de ácido nucleico… coisado. Como se ligam e se desligam genes nesse emaranhado todo? A resposta sempre esteve nas costas de (quase) todo estudante universitário. (mais…)

O Mistério do Homem de Somerton [Parte 2: Dois códigos]

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Mr. Somerton

Em Dezembro de 1948, apareceu um homem morto na Praia de Somerton, em Adelaide, Austrália. Como vimos na primeira parte, as investigações iniciais não conseguiram identificá-lo nem determinar sua causa mortis. Pra piorar, a polícia australiana descobriu que sua morte pode estar ligada a um código aparentemente insolúvel. Até agora as tentativas de quebrar tal código não deram em nada. Mas e quanto ao corpo do Homem de Somerton? Seu código genético poderia trazer respostas? (mais…)

Do mato ao milho, uma letra de diferença

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acima, toesinto; abaixo, milho; no meio, híbrido milho-toesinto

Quando se fala em milho, a imagem que vem à cabeça é de uma grande espiga cheia de grãos amarelos. Parece uma configuração natural, mas não é: a espiga de milho, como muitas outras plantas domesticadas é uma criação humana. Organismos geneticamente modificados são quase tão antigos quanto a agricultura. O milho tem sido uma das plantas mais estudadas e modificadas há mil(h)ênios. O mais recente estudo sobre o grão amarelo chamado de verde revela que seu longo histórico de seleção artificial resultou numa modificação genética tão precisa que envolveu a troca de apenas uma letra do DNA do ancestral do milho. (mais…)

As cores, os truques e o (complexo) genoma da “serragem marinha”

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Quando começaram a sequenciar genomas no século passado, os cientistas descobriram que nem todas as letrinhas do DNA viram proteína. De fato, em muitos organismos superiores, a maior parte do material genético aparentemente não servia pra nada e acabou sendo chamada de “DNA lixo”. Só recentemente começamos a entender que essa lixeira genética guarda muitas funções importantes — como as instruções para organização embrionária dos animais. Bactérias não têm embriões, mas um gênero de cianobactérias peludinhas que dá cor a diversos mares tem uma boa dose de material não-codificante. (mais…)

A Bioquímica é Bela. Ainda mais com um Nobel.

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Células em prófase (esq.) e anáfase (dir.), com histonas e taxas de crescimento de microtúbulos. Gráfico mostra distribuição de taxas de crescimento de diferentes estágios da mitose, numa média a partir de um grupo de 9 a 12 células. [Crédito: Betzig Lab/HHMI]

Contrações musculares. Interações celulares. Citocinese. Intérfase. Metáfase. Anáfase. Presentes nas aulas de Biologia a partir do ensino médio, esses termos designam fenômenos riquíssimos que — como algumas reações químicas bem mais simples — estão acontecendo em cada ser vivo presente neste momento. Também há muita beleza oculta nos laboratórios de Bioquímica. E ela também está sendo descoberta e observada com novas tecnologias na microscopia, que começaram a ser desenvolvidas há 10 anos por Eric Betzig. Os resultados começam a aparecer agora e são tão promissores que já lhe valeram um Prêmio Nobel. (mais…)

O admirável mosquito das neves

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“Belgica antarctica” em estado larval (esq.) e adulto (dir.): pequeno mosquito sem asas tem DNA compacto. [imagem: Denlinger Lab/Ohio State University]

Eles são pequenos, de cor escura, não voam e passam a maior parte da vida enterrados no gelo da Antártica. Parece a descrição perfeita para um pinguim, mas estamos falando dos mosquitos antárticos. Sim, há insetos no Pólo Sul. E uma nova pesquisa revela que um desses mosquitos tem o menor genoma de todos os insetos. Será esse o segredo para sobreviver em condições tão extremas? Estaria escondida nesse bichinho a solução para facilitar o armazenamento de órgãos doados por longos períodos? (mais…)