Memória Fotográfica: Horace W. Nicholls

Fotógrafo britânico e pioneiro do fotojornalismo freelance, Horace Walter Nicholls (1867-1941) teve uma carreira que foi das colunas sociais às coberturas de duas guerras. Nascido em Cambridge em 1867, era filho de Arthur Nicholls, fotógrafo profissional, que o treinou. Já adulto, estabeleceu-se em Joanesburgo e cobriu a Guerra dos Bôeres [1899-1902] para Leia mais…

Rose Mackenberg, a caça-fantasmas

rose

As sucessivas catástrofes e misérias humanas da Primeira Guerra Mundial e da Gripe Espanhola causaram reações opostas no começo do século XX. Enquanto muitos se desencantaram completamente, perdendo a fé que tinham, outros se voltaram para o espiritualismo. De um lado do Atlântico, Sir Arthur Conan Doyle [1859-1930] abraçava o espiritismo, tornando-se um de seus mais ardentes propagandistas. Do outro lado, o ilusionista e cético Harry Houdini [1874-1926] formava um time para caçar pessoas que se passavam por médiuns para extorquir dinheiro de gente emocionalmente vulnerável. (mais…)

Patentes Patéticas (nº. 151)

image

Quando a Grande Guerra estourou na Europa, há pouco mais de um século, os submarinos já existiam. Embora ainda não estivessem plenamente desenvolvidos, tudo indicava que os navios submergíveis seriam armas terríveis pois eram virtualmente invisíveis. Enquanto as marinhas do mundo se adaptavam à nova realidade, um americano de Armiger, Maryland, teve uma ideia ainda mais terrível: (mais…)

Patentes Patéticas (nº. 150)

image

Lyndon, Vermont, 1915. Albert B. Pratt lê notícias sobre a Grande Guerra que assola a Europa. Ao observar a ilustração de um soldado alemão e notar seu grande capacete, Pratt tem um insight: e se ali, no topo do capacete, houvesse um pequeno canhão? Ou uma pequena metralhadora? A ideia pareceu tão boa a Mr. Pratt que no dia 14 de julho ele procurou o USPTO e pediu uma patente para a tal “Arma”:

Esta invenção relaciona-se ao campo das armas e, entre outros objetivos, propõe uma arma de fogo adaptada para ser montada e disparada a partir da cabeça do atirador. (mais…)

O matemático lunático

Sendo um dos mais famosos matemáticos franceses de sua época, era natural que Jacques Hadamard (1865-1963) recebesse várias correspondências de aspirantes a matemáticos cheias de dúvidas ou de teorias malucas. Boa parte daquelas cartas geralmente era ignorada por Hadamard, até que ele recebeu uma prova brilhante de um tal André Bloch. Hadamard ficou tão fascinado pela elegância da prova que decidiu conhecer aquele sujeito e convidá-lo para um jantar. Uma vez que eles só mantinham contato através de cartas, Hadamard escreveu de volta para o endereço do remetente: 57, Grand Rue, Saint-Maurice. Em resposta, Bloch só informou que estava impossibilitado de sair, mas convidou o grande matemático a lhe fazer uma visita.

Foi só ao chegar ao endereço que Jacques Hadamard descobriu porque o brilhante colega não poderia sair: o que ficava na 57, Grand Rue, Saint-Maurice não era uma casa, mas um hospital. Ou melhor, um hospício, o Asilo de Lunáticos de Charenton. Apesar da imensa surpresa, Hadamard foi ao encontro de Bloch e em meio a uma longa conversa sobre temas matemáticos, ele conheceu a história do matemático lunático. (mais…)